Novos números oficiais do município de Glasgow mostram que 31% dos alunos do ensino primário não dominam o inglês e precisam de apoio para específico para entenderem os professores. Os dados representam um aumento de 24% desde 2020, com o árabe, o polaco, o urdu e o punjabi entre as línguas mais faladas nas escolas da maior cidade escocesa, que tem agora o cognome de “capital do asilo”.

A responsável pela educação da Câmara Municipal da cidade, Christina Cannon, disse que o aumento reflecte as ondas de migração, incluindo refugiados da Síria, Ucrânia e Afeganistão, com Glasgow a receber muito mais requerentes de asilo per capita do que qualquer outra cidade do Reino Unido.

“Temos assistido a uma explosão no número de crianças que precisam de apoio em inglês como língua adicional”, disse Cannon, alertando para uma pressão severa apesar de esforços dispendiosos, como a contratação de coordenadores de EAL em mais de 100 escolas, com algumas a serem forçadas a recorrer a ferramentas como o Google Translate para reuniões de pais e professores.

Uma mãe descreveu a turma do seu filho como tendo

“15 línguas diferentes — é maravilhoso em teoria, mas o meu filho está com dificuldades porque o professor passa metade do dia a traduzir”.

Na verdade, a situação não é maravilhosa nem em teoria.

Há também quem se preocupe, justificadamente, com o facto de as crianças estarem a formar grupos de referência tribal, em vez de se misturarem com outras de diferentes origens.

Murdo Fraser, membro conservador do Parlamento Escocês (MSP), alertou que ‘sociedades paralelas’ podem começar a formar-se, como em certas áreas de Londres, onde a integração falhou e as tensões sociais aumentaram.

A Inglaterra, que é mais diversificada do que a Escócia em geral, também enfrenta problemas substanciais nas suas escolas, com os estudantes britânicos brancos a estarem em minoria numa em cada quatro escolas. Pelo menos 72 escolas inglesas não têm nenhum estudante britânico branco, sendo que em 474 escolas, meninos nativos ingleses não representam mais que 2% do corpo de alunos.

Substituição demográfica? Qual substituição demográfica?