O chefe do estado maior da força aérea britânica e a actual directora do MI6 fizeram ontem eco da promessa de Armagedão proferida a semana passada por Mark Rutte, o chefe civil da NATO: os ingleses têm que estar prontos para se sacrificar – e sacrificar as suas famílias – numa incontornável guerra com a Rússia.
O que estes comissários do inferno nunca explicam é o motivo, objectivo e factual, pelo qual nos querem matar a todos.
Essa lacuna tem uma razão muito simples: o motivo é precisamente o de nos quererem matar a todos. O objectivo é a extinção do Ocidente e dos seus povos nativos. Para já e pelo menos.
UK general tells Britain’s ‘SONS and DAUGHTERS’ to prepare for war with Russia
“More families will know what SACRIFICE for our nation means,” Air Chief Marshal Sir Richard Knighton warned in a scaremongering address pic.twitter.com/XHopvxJCgC— Sprinter Press (@SprinterPress) December 16, 2025
Chamem-me o que quiserem, que é para o lado que durmo melhor, mas ninguém me consegue convencer que toda esta gente que nos quer exterminar numa guerra com a Rússia não está possuída por um mal luciferino.
O “sacrifício” que estão a exigir, e que será derradeiro por definição, não tem qualquer justificação plausível. Putin não é Hitler, nem Estaline (será preciso afirmar isto?). A Rússia não representa qualquer ameaça para a Europa, se não for atacada (como se verifica pela ausência de provas sobre a intenção bélica dos russos no presente do indicativo e pela abundância de evidências históricas). Ao contrário, a expansão da NATO representa factualmente uma ameaça existencial para os valores, as tradições, a religião e a cultura russas.
Porque os valores da NATO são os valores de Bruxelas: esvaziamento dos legados históricos e culturais da Europa, cancelamento das identidades nacionais dos seus povos, redução e substituição demográfica e humilhação pública das populações nativas; empobrecimento drástico das classes médias; imposição de regimes totalitários – paradoxalmente imperialistas -, implementação de políticas draconianas no que diz respeito ao pensamento e ao discurso, e de um registo tolerante no que se relaciona com crimes violentos (principalmente se perpetrados por alienígenas); investimento cego em sistemas de eutanásia, aborto, mudança de sexo em crianças; promoção de vectores apocalípticos que mantêm os cidadãos em constante estado de pânico; instrumentalização da tecnologia em favor da agenda transhumanista, promoção de esquemas pedagógicos e académicos aberrantes (universidades sem dialéctica & travestis na hora do conto); normalização da pederastia, da pedofilia, da perversão consuetudinária; destruição do núcleo familiar e diluição dos seus elos; corrupção extensiva nas cúpulas do poder, que se organiza corporativamente, numa promíscua fusão entre o público e o privado.
São estas as linhas de força das esferas do poder no Ocidente. E é por isso que as elites europeias e norte-americanas tanto odeiam a ‘Mãe Rússia’, que representa, em quase todos os vectores, uma espécie de nemesis dessa satânica agenda.
Mas, como digo e repito, nem sequer é para combater esse inimigo que esta gente deseja a guerra. Se assim fosse, pretenderiam ganhá-la. Acontece que o bloco ocidental não tem como ganhar uma guerra ao ‘bloco oriental’ (leia-se, uma possível e provável aliança entre Moscovo e Pequim, caso a Rússia seja atacada). Aliás, uma guerra termonuclear – desfecho óbvio do conflito global que se adivinha – não tem vencedores.
Como já referi por várias vezes, esta será a primeira vez na História que aqueles que desencadeiam uma guerra de largo espectro geográfico e bélico têm a clara intenção de a perder.
A derrota significará a destruição total e absoluta. Mas a destruição total e absoluta é o objectivo último. A derrota será assim uma vitória, para os globalistas-transhumanistas que permitimos que presidam aos nossos destinos.
Estamos a ser completamente fornicados. E o que é mais: a maior parte dos cidadãos europeus nem sequer deu conta do vibrador descomunal, revestido a arame farpado, que lhes enfiaram na extremidade inferior do intestino grosso.
Paulo Hasse Paixão
Publisher . ContraCultura
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