Mais uma teoria da conspiração que passou a facto incontornável: O Reino Unido tem tropas a combater as forças russas na Ucrânia.

 

A 6 de Março de 2024, o ContraCultura noticiou que o Reino Unido teria forças militares a operar na frente ucraniana, algo que na altura a imprensa corporativa considerava uma especulação sem fundamentos factuais. Agora sabemos que essa notícia estava correcta.

Um militar britânico que morreu enquanto estava destacado na Ucrânia foi formalmente identificado como o Cabo George Hooley, de 28 anos, do Regimento de Paraquedistas. O Ministério da Defesa britânico (MoD) afirmou que morreu num “trágico acidente” na manhã desta terça-feira, enquanto observava as tropas ucranianas a testar um novo sistema defensivo.

Durante a sessão de perguntas ao Primeiro-Ministro na Câmara dos Comuns, o Primeiro-Ministro Sir Keir Starmer prestou-lhe homenagem, dizendo:

“O Cabo Hooley foi ferido num trágico acidente longe da linha da frente, enquanto observava as forças ucranianas a testar uma nova capacidade defensiva. A sua vida foi repleta de coragem e determinação. Serviu o nosso país com honra e distinção em todo o mundo, em prol da liberdade e da democracia, incluindo como parte do pequeno número de militares britânicos na Ucrânia.”

O Ministério da Defesa britânico emitiu posteriormente um comunicado confirmando a identidade do militar e apresentando condolências:

“É com tristeza que confirmamos o falecimento do membro das Forças Armadas do Reino Unido que faleceu na Ucrânia na terça-feira, 9 de Dezembro, o Cabo George Hooley, do Regimento de Paraquedistas. Tinha 28 anos. Os nossos pensamentos estão com a família e os amigos do Cabo Hooley neste momento incrivelmente difícil”.

O Regimento de Paraquedistas, sediado principalmente no Quartel de Merville, em Colchester, é uma das unidades aerotransportadas de elite do Exército Britânico. O governo viu-se assim obrigado a reconhecer a presença de um “pequeno número” de militares britânicos na Ucrânia, alegadamente em funções de apoio à segurança diplomática e de auxílio às forças ucranianas em determinadas missões de treino.

O Kremlin alega há algum tempo que as tropas britânicas estão a auxiliar activamente as operações ofensivas ucranianas.

Em Dezembro de 2023, Sergey Shoigu, na altura o ministro da Defesa russo, afirmou que militares dos EUA, do Reino Unido e da Polónia estavam a operar sistemas de defesa aérea e de mísseis de lançamento múltiplo na frente ucraniana.

É por isso mais que legítimo suspeitar que Hooley, como soldado de elite, estivesse colocado na frente de guerra e tenha morrido, não por acidente, mas como vítima do fogo russo. O simples facto de Keir Starmer ter sublinhado que o paraquedista estava “longe da linha da frente” reforça a tese de que operava na linha da frente, porque tudo o que o primeiro-ministro britânico diz é, rega geral, falso e, frequentemente, o oposto da verdade.

Durante uma conferência de imprensa, a 11 de Dezembro, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, comentou a morte do soldado britânico e a admissão pública de Londres do envolvimento militar nesta guerra, sublinhando que este não será o primeiro efectivo das forças armadas da Grã-Bretanha a morrer na Ucrânia e que todo e qualquer militar ocidental na frente ucraniana é um alvo legítimo das forças russas.

 

 

Em Fevereiro de 2024, o New York Time noticiou que a CIA tem bases na Ucrânia há mais de dez anos e é “110% responsável pelas operações militares clandestinas” do regime Zelensky em território russo.

Em Abril de 2023, uma fuga de informação do Pentágono revelou que os EUA e a NATO têm forças especiais a operar na Ucrânia, num flagrante e arriscadíssimo acto de guerra contra a Rússia.

Milhares de voluntários dos Estados Unidos, da Europa e de outros locais juntaram-se a formações ucranianas, de forma informal. Diversos relatos destacaram alegações de voluntários estrangeiros de que combatentes não ucranianos foram desencorajados ou impedidos de deixar a Ucrânia após se alistarem, e que as taxas de baixas entre os recrutas estrangeiros foram elevadas.

Um antigo secretário adjunto da Defesa dos EUA, Stephen Bryen, anunciou em Maio de 2024 na sua plataforma do Substack que “a França enviou oficialmente as suas primeiras tropas para a Ucrânia”.

Em Maio deste ano, a Dinamarca, um membro da NATO, anunciou que vai enviar tropas para a Ucrânia, alegando uma missão de observação de manobras militares com drones. A Rússia respondeu declarando que os soldados dinamarqueses serão alvos legítimos das suas forças armadas.