O parlamento do estado de Baden-Württemberg aprovou a utilização do polémico software ‘Gotham’, da Palantir, para a análise de dados policiais.
A maioria votou a favor da alteração da lei policial para permitir a utilização do software, que visa “melhorar o tratamento de dados e a prevenção de crimes”.
Os críticos manifestaram preocupação com a dependência da controversa empresa americana, evidenciada por uma petição assinada por 13 mil pessoas contra a utilização do software. Embora alguns membros do Partido Verde se oponham ao contrato, não querem negar à polícia o acesso à ferramenta.
“Preferíamos não ter um contrato com a Palantir”, disse Oliver Hildenbrand, porta-voz do Partido Verde para a área da segurança.
Segundo o Ministro do Interior, Thomas Strobl (CDU), as novas tecnologias apresentam sempre riscos. No entanto, os especialistas consideram a Palantir líder de mercado tecnológico neste campo, acrescentou Strobl.
O software ‘Gotham’ deverá ser implementado pela polícia a partir do segundo trimestre de 2026.
Na votação de quarta-feira, 113 membros do parlamento estadual votaram a favor da utilização do software, 22 votaram contra e um absteve-se.
Críticas à Palantir
As críticas ao software pela classe política alemã centram-se sobretudo no fundador da empresa, Peter Thiel. O bilionário da tecnologia é considerado um apoiante de Trump e acusado de ser um conservador, o que é um pecado capital em Baden-Württemberg.
Esquecem-se os autores deste género de objecções que o actual CEO da empresa, Alex Karp, é um liberal assumido, que se gabou de ter ajudado as elites globalistas europeias a silenciar a “extrema-direita” nas redes sociais, com software da Palantir.
Alguns críticos temem que os dados policiais sensíveis possam ser transferidos para os EUA. Outros opositores ao programa, como Sebastian Müller, do Partido Verde, criticam o facto de o software fundir dados que antes eram mantidos separados por motivos de protecção da privacidade dos cidadãos. A preocupação é que o software ‘Gotham’ inclua não só suspeitos, mas também indivíduos não envolvidos, como testemunhas e vítimas, nas suas bases de dados. Os defensores da proteção de dados também alertam contra a interconecção excessiva de dados sensíveis.
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