A Stardust Solutions, uma startup de geoengenharia, angariou 60 milhões de dólares para desenvolver uma tecnologia que visa bloquear a luz do Sol através da pulverização de partículas de aerossol na atmosfera. A ronda de financiamento é a maior alguma vez realizada por uma empresa do sector e inclui investimentos de figuras de Silicon Valley e de uma dinastia industrial italiana.
O CEO da empresa, Yanai Yedvab, antigo físico do governo israelita, explicou que a abordagem passa pela “gestão da radiação solar para redireccionar os raios solares”. No entanto, reconheceu que isso não eliminaria completamente os riscos climáticos. “Ainda haverá eventos climáticos extremos”, disse numa entrevista recente.
Ao contrário das iniciativas anteriores de geoengenharia lideradas por universidades e organizações sem fins lucrativos, a Stardust Solutions é uma entidade privada. A empresa afirma estar a trabalhar numa partícula que seja escalável, económica e segura. Yedvab afirmou que pretende desenvolver uma partícula “tão segura como, digamos, farinha” e estão a procurar uma patente para a mesma.
A startup planeia iniciar “experiências controladas ao ar livre” em Abril, libertando partículas de um avião modificado a uma altitude de 18 quilómetros. No entanto, o conceito tem sido alvo de críticas, com preocupações sobre riscos desconhecidos. Alguns cientistas, incluindo o professor David Keith, da Universidade de Chicago, manifestaram dúvidas sobre a viabilidade de criar uma partícula superior aos sulfatos, uma opção comum na investigação em geoengenharia.
Os críticos questionam também a viabilidade a longo prazo da startup e o papel das entidades privadas na gestão dos alegados “desafios climáticos globais”. O economista climático Gernot Wagner alertou a este propósito:
“Convenceram os capitalistas de risco de Silicon Valley a darem-lhes muito dinheiro, e eu diria que não o deveriam ter feito.”
A aprendizagem de feitiçaria está na moda.
A geoengenharia está a tornar-se uma solução popular entre os alarmistas climáticos. Intervenções megalómanas e ensandecidas para alterar o clima da Terra estão a ser projectadas e ensaiadas com o financiamento dos governos, em todo o mundo.
Em 2022, a Make Sunsets anunciou que tinha lançado duas cargas de enxofre no céu do Novo México como teste para a sua tecnologia de arrefecimento do planeta.
Em 2023, um documento publicado no site da Casa Branca revelava que o governo federal norte-americano estava aberto a financiar projectos que visem bloquear a luz solar para “salvar” a Terra das alterações climáticas.
Em 2024, o projecto Coastal Atmospheric Aerosol Research and Engagement – CAARE -, liderado por investigadores da Universidade de Washington, lançou triliões de partículas microscópicas de sal para o céu, a partir do convés do USS Hornet Sea, Air & Space Museum, em Alameda, Califórnia.
Em 2025, cientistas financiados pelo governo chinês lançaram uma frota de drones semeadores de nuvens que pulverizaram pó de iodeto de prata sobre a região ocidental de Xinjiang, aumentando num só dia a precipitação em mais de 4%, numa área com 3.089 milhas quadradas.
Na Austrália, investigadores da Southern Cross University estão a libertar uma mistura de salmoura no céu para criar nuvens maiores e mais brilhantes que reflectirão mais luz solar, reduzindo as temperaturas locais. O governo australiano, universidades e organizações de conservação estão a financiar o projecto.
O Instituto Oceanográfico Woods Hole planeia adicionar 6000 galões de hidróxido de sódio ao oceano, ao largo de Martha’s Vineyard. O objectivo é produzir um mecanismo que retire o dióxido de carbono da atmosfera para o mar. Este projecto conta com uma combinação de financiamento do governo dos EUA e de fundos privados.
Robert F. Kennedy Jr. sugeriu recentemente que a DARPA está a executar nos EUA um programa de geoengenharia que despeja produtos químicos na atmosfera utilizando aeronaves e combustível adulterado da aviação civil.
Enquanto em Espanha os chemtrails já são assumidos como resultado de “projectos científicos”, uma agência governamental britânica atribuiu 50 milhões de libras a um projecto que vai injectar partículas de aerossol na estratosfera, de forma a reflectir a luz vital que o sol fornece à Terra.
E a UE está a estudar tecnologias para intervir artificialmente nos processos naturais da atmosfera.
Todo o mundo a perder o juízo.
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