O CEO da NVIDIA, Jensen Huang, apresentou à audiência de Joe Rogan uma projecção das capacidades da inteligência artificial a curto prazo que para ele é fantástica, mas para a generalidade da população mundial representa um cenário de pesadelo distópico.

Com um tom pragmático e casual, como se estivesse a prever o tempo para amanhã ou a inevitabilidade dos impostos, Huang descreveu um futuro imediato onde o conhecimento humano será completamente substituído por cérebros de silício:

“No futuro… talvez daqui a dois ou três anos, 90% do conhecimento mundial será provavelmente gerado pela IA”.

Rogan, apesar de habituado a articular ideias ousadas, respondeu:

“Isso é uma loucura”.

Huag retorquiu em tom tranquilizador:

“Eu sei, mas está tudo bem.”

Perante a incredulidade do entrevistador, o CEO da empresa líder mundial em computação por inteligência artificial, explicou-se melhor:

“Que diferença faz para mim aprender com um livro de texto criado por um monte de pessoas que não conheço, ou… conhecimento gerado por computadores com IA que assimilam tudo isto e resintetizam as coisas? Para mim, não acho que haja grande diferença”.

 

 

Pois, é verdade, para ele pode até não haver qualquer diferença. Mas para as centenas de milhões de seres humanos que trabalham no ensino, na investigação, no processamento e na divulgação do conhecimento, a diferença é abismal.

E de qualquer forma, se “não há grande diferença”, porquê substituir as pessoas por algoritmos? Para os bilionários da tecnologia ficarem ainda mais bilionários? Para que se destitua o ser humano de desígnio e função, privando-o do valor do trabalho e obrigando-o à dependência do estado ou da filantropia das grandes corporações?

Eis o transhumanismo, em todo o seu terrífico esplendor.

Mais a mais, Huang não considera, no seu raciocínio pseudo-futurista, que quando a IA alucina, ou inventa factos ou repete absurdos a partir das suas bases de dados altamente politizadas e repletas de conteúdos deturpados pelas mentes liberais de Silicon Valley, torna-se uma ferramenta de falsificação da realidade, fácil de manipular por aqueles que propagam ideias como a histeria climática, a ideologia woke ou as fronteiras abertas.

Desconsiderar o potencial de desinformação e propaganda que as tecnologias de IA trazem agarrado ​​não é ousadia; é cegueira para o quanto esta tecnologia pode impulsionar a insanidade ideológica e a alienação das massas, se não for controlada.

Mais à frente, e mostrando que já percebeu que Donald Trump está a obedecer aos interesses do eixo luciferino de Wall Street/Silicon Valley, Huang declarou que o Presidente norte-americano é “o nosso presidente”, insistindo:

 “O presidente Trump é o meu presidente. Ele é o nosso presidente. Só porque é o presidente Trump, querem que ele esteja errado. Acho que os Estados Unidos, todos nós, precisamos de perceber que ele é o nosso presidente. Queremos que ele tenha sucesso porque… isso ajuda toda a gente, todos nós temos sucesso.”

Nem pouco mais ou menos, porque aquilo que é bom para o CEO da NVIDIA será péssimo, necessariamente, para 99% da humanidade.

 

 

Lamentavelmente, há muito boa gente que está a ler este tipo de declarações dos senhores do universo de Silicon Valley como uma viragem à direita da indústria tecnológica americana. Nada está mais longe da verdade. Trata-se na verdade e ao invés da queda do regime Trump, eleito por uma plataforma populista e conservadora, no abismo liberal.