A NATO está a assinalar uma possível mudança para um posicionamrento mais “pró-activo” contra os esforços de “guerra híbrida” da Rússia. O almirante Giuseppe Cavo Dragone, presidente do Comité Militar da NATO, indicou que podem ser consideradas medidas preventivas para combater os ciberataques, a sabotagem e as alegadas incursões de drones, afirmando:
“Ser mais agressivo ou proactivo em vez de reactivo é algo que estamos a considerar.”
Oficialmente, a NATO garante que se abstém de operações cibernéticas ofensivas ou de confrontos directos com a Rússia. No entanto, uma série de incidentes recentes, reais ou inventados, incluindo alegada sabotagem de cabos nos países bálticos e alegadas violações do espaço aéreo dos países membros, intensificaram os apelos por respostas mais enérgicas. Perdendo por completo a vergonha na cara, Dragone observou a este propósito:
“Temos muito mais limites do que a Rússia por questões éticas, legais e de jurisdição”.
Os “limites éticos” da NATO são de facto imensos, de tal forma que só vamos perceber onde começam e terminam quando a aliança acabar por provocar uma guerra termonuclear a propósito da integridade territorial de um Estado que nem sequer é membro.
A sugestão de que a NATO deve iniciar as hostilidades com a Rússia não é nova: em Novembro de 2024, Rob Bauer, na altura Chefe do Comité Militar da NATO, já tinha referido:
“Temos de atacar [a Rússia] primeiro.”
Moscovo condenou veementemente as declarações do almirante. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, descreveu a possibilidade de ataques preventivos como “extremamente irresponsável” e acusou a NATO de aumentar as tensões, acrescentando:
“As pessoas que fazem tais declarações devem estar cientes dos riscos e das possíveis consequências daí decorrentes, incluindo para os próprios membros da aliança”.
Vladimir Putin, que parece estar finalmente a perder a paciência, afirmou recentemente:
“Nós nunca vamos fazer a guerra à Europa, mas se a Europa quiser combater e começar esse combate, então estaremos prontos. (…) Só que a Europa não é a Ucrânia. Com a Ucrânia temos usado meios cirúrgicos e temos tentado ser realmente cuidadosos, por razões que compreenderão. Mas se a Europa de repente quiser começar uma guerra, muito rapidamente poderemos ficar sem ninguém com quem negociar.”
Vladimir Putin warns that Russia is ready to go to war with all of Europe if that’s the path European leaders choose.
He insists Moscow has no intention of starting a war, but says if Europe ignites it, Russia will be the one to finish it.
He adds that facing Europe would be… pic.twitter.com/xiX9JHGbsW
— Shadow of Ezra (@ShadowofEzra) December 2, 2025
Os irresponsáveis e inconscientes líderes políticos e militares europeus estão devidamente avisados.
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