A máquina globalista de Bruxelas nunca dorme. Quando os europeus rejeitaram o “Controlo de Chat” original no mês passado, o estabelecimento “liberal” — tanto de direita como de esquerda — simplesmente reformulou-o como “Controlo de Chat 2.0” e começou a fazer planos para o aprovar sorrateiramente.

Por estes dias, espera-se que as autoridades da UE se reúnam à porta fechada para aprovar silenciosamente um mandato de negociação que finge eliminar a verificação obrigatória, ao mesmo tempo que permite que as grandes empresas tecnológicas espiem “voluntariamente” as suas mensagens do WhatsApp e do Signal.

De acordo com o eurodeputado Martin Sonneborn, o projecto vai ser aprovado sem discussão pública.

 

A proposta de Controlo de Chats foi apresentada pela primeira vez no Verão passado, sob o pretexto de proteger as crianças contra abusos online. O seu mecanismo principal exigia que todos os serviços de mensagens — como o WhatsApp, Telegram, Signal e Messenger — implementassem a verificação automatizada de todas as mensagens privadas, fotografias e vídeos em busca de material suspeito de ser ilegal.

A resistência à legislação proposta surgiu imediata e veementemente. Milhares de especialistas jurídicos, tecnólogos e membros do Parlamento Europeu condenaram o plano, argumentando que violaria os direitos à privacidade, anularia a presunção de inocência e infringiria o princípio fundamental da proporcionalidade, protegido pela Carta dos Direitos Fundamentais da UE.

Segundo o ex-eurodeputado Patrick Breyer, esta última tentativa de ressuscitar a lei é o mesmo monstro da vigilância, apenas com uma máscara mais amigável e repleto de armadilhas que o tornam ainda pior do que o original.

A investigadora belga Tijl De Bie chamou-lhe “Controlo de Chats turbinado pela porta das traseiras” e alertou que aprová-la seria a traição definitiva a todos os eleitores que ainda acreditam na privacidade.

O especialista em tecnologia Raf Vantongerloo resumiu a estratégia da UE: continuar a apresentar a mesma lei, ligeiramente alterada, até que a resistência se canse e os lobistas vençam.

“Continuam a apresentá-la quase todos os anos, com pequenas alterações para apaziguar os eurodeputados que votaram contra. Entretanto, o lobby continua… até que, eventualmente, consigam aprovar as suas leis. Estas práticas deveriam ser ilegais”.

A França e a Dinamarca acataram obedientemente, enquanto a Alemanha e a Polónia — pelo menos por enquanto — resistem a mais este ataque à liberdade individual.

Cláusulas de revisão ocultas garantem que o “compromisso” de hoje se torna a rede de vigilância em massa obrigatória de amanhã.

A triste realidade é que a lei não foi criada para proteger as crianças; foi criada para preservar o controlo dos globalistas da UE sobre os seus adversários políticos.