Uma escola católica em Agwara, no centro da Nigéria, foi alvo de um violento ataque na manhã de sexta-feira, durante o qual homens armados raptaram mais de 300 alunos e cerca de 12 professores. O ataque à Escola Santa Maria é o segundo incidente deste tipo em menos de uma semana, após o rapto de 25 alunas no estado de Kebbi, na segunda-feira.

A Igreja Católica informou que “homens armados invadiram” a escola entre a 1h00 e as 3h00 da manhã, disparando sobre um segurança durante o ataque. O governo nigeriano manifestou tristeza pelo incidente, e Abubakar Usman, secretário de governo estadual, afirmou que as autoridades estão a trabalhar para confirmar o número de sequestrados.

Este último ataque sublinha a crescente ameaça representada por grupos jihadistas e gangues criminosos na Nigéria. Há mais de 16 anos que organizações jihadistas como o Boko Haram e o Estado Islâmico travam uma insurgência no norte do país, procurando estabelecer um califado. Estes grupos têm-se aliado cada vez mais a gangues de bandidos locais, conhecidos pelos seus raptos em massa e pelas exigências de resgate. A violência tem atingido desproporcionalmente os cristãos.

O Presidente norte-americano Donald J. Trump alertou recentemente para a ameaça existencial ao cristianismo na Nigéria, instruindo o Pentágono a preparar-se para uma possível acção militar. Estão a ser consideradas medidas “rápidas e brutais”, declarou a 31 de Outubro, como parte dos esforços para combater a escalada de violência contra os cristãos.

O presidente nigeriano, Bola Tinubu — que é muçulmano — mobilizou forças de segurança para procurar vítimas de raptos recentes. O Ministro da Defesa, Alhaji Bello Matawalle, foi encarregado de liderar os esforços para resgatar as estudantes raptadas no estado de Kebbi no início desta semana.