A Europa poderá em breve enfrentar uma mudança jurídica histórica, uma vez que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) se prepara para decidir se as famílias poligâmicas devem ser reconhecidas pela lei europeia. O caso envolve Khaled Al-Anesi, um requerente de asilo iemenita que recebeu refúgio na Holanda em 2011. Al-Anesi conseguiu trazer a sua primeira mulher e os seus oito filhos para o país ao abrigo das regras de reagrupamento familiar, mas procura agora trazer as suas outras duas mulheres e cinco filhos adicionais, que permanecem na Turquia.
As autoridades holandesas rejeitaram o seu pedido, alegando a proibição da poligamia no país e o facto de as crianças já viverem com as suas mães em condições estáveis. Segundo os relatos, as autoridades sugeriram-lhe que se divorciasse das suas outras esposas para facilitar o reagrupamento familiar, mas recusou. Desde então, Al-Anesi processou o governo holandês, alegando que este violou o seu direito à vida familiar, de acordo com a Convenção Europeia dos Direitos Humanos (CEDH), que é aplicada pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, um órgão supranacional tecnicamente separado da União Europeia (UE), e que tem jurisdição também sobre o Reino Unido.
Este caso marca a primeira vez que o Tribunal concordou em examinar a poligamia na Europa, e a sua decisão pode estabelecer um precedente de grande alcance para todos os Estados-membros. A ex-ministra do Interior britânica, Suella Braverman, condenou as potenciais implicações do caso, alertando:
“A Europa não tem de cometer este suicídio cultural. Está na hora de sair da CEDH”.
O debate surge no meio da crescente preocupação com a islamização da Europa. Os relatórios indicam que o Reino Unido, por exemplo, alberga actualmente cerca de 85 tribunais da sharia e mais de 100.000 casamentos islâmicos não registados formalmente pelo Estado. Os críticos argumentam que tais desenvolvimentos corroem as normas jurídicas ocidentais e podem abrir caminho a um sistema jurídico paralelo de facto.
Nos últimos anos, tem sido também notória uma tendência, principalmente manifesta no Reino Unido e na Alemanha, de normalizar comportamentos que os europeus consideravam desaconselháveis ou repugnantes como a endogamia e a pedofilia.
O serviço público de saúde britânico está a ser criticado por destacar os supostos benefícios do casamento entre primos em primeiro grau – prevalente entre africanos, paquistaneses e outras minorias étnicas – apesar dos riscos bem documentados de defeitos congénitos.
O parlamento alemão removeu em 2024 uma secção do Código Penal que tornava a posse de materiais de abuso sexual infantil um crime grave, reduzindo a circunstância para uma simples contravenção.
Relacionados
12 Mar 26
O cúmulo das flores de estufa: jovens da Geração Z estão a levar consigo os pais a entrevistas de emprego.
Um novo estudo, com uma amostra de 1.000 trabalhadores da Geração Z, descobriu que uns impressionantes 44% destes jovens contaram com a ajuda dos pais para escrever ou editar os seus currículos, enquanto 20% admitiram que um dos pais os acompanhou à entrevista de emprego.
12 Mar 26
Espanha: Imigrante senegalês que violou menina de 14 anos evita prisão e é castigado… Com uma multa.
O sistema judicial espanhol gerou indignação depois de um imigrante senegalês de 26 anos, que admitiu ter violado uma rapariga de 14 anos que aliciou no Instagram, ter evitado a prisão através de um acordo judicial.
11 Mar 26
Alemanha: 15,5 milhões de pessoas, quase um quinto da população total do país, não falam alemão em casa.
A Alemanha tem 83,5 milhões de habitantes. Dos 21,4 milhões definidos como imigrantes de primeira ou segunda geração, apenas 22% falavam exclusivamente alemão em casa. A integração é um mito.
10 Mar 26
Pouco antes de Epstein ter sido suicidado, a sua guarda prisional pesquisou-o no Google e depositou milhares de dólares na conta bancária.
Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça norte-americano revelaram que uma guarda prisional de Epstein pesquisou-o online minutos antes de ser encontrado morto, tendo depositado cerca de onze mil dólares não justificados na sua conta bancária, por essa altura.
9 Mar 26
Para além da flor de jardim e do punho agressivo: A necessária transição da matriz social masculina para uma matriz masculino-feminina
Entre a flor simbólica oferecida à mulher e o punho cerrado que expressa a lógica da força, desenha-se uma das contradições mais profundas da sociedade contemporânea. Um ensaio de António Justo.
6 Mar 26
Filhos de pais divorciados têm menos filhos.
Um estudo recente da Universidade Bocconi, em Milão, lança uma nova luz sobre as tendências demográficas e a dinâmica familiar, concluindo que os filhos de pais divorciados têm, em média, menos filhos do que as pessoas que cresceram em famílias intactas.






