Neste debate interessantíssimo entre um académico mainstream, aborrecido e defensivo no seu papaguear incessante de argumentos gastos e repetidos até à náusea, e um revisionista dissidente, que é uma espécie de homem farol a fazer luz sobre a negritude da propaganda que fomos programados a aceitar como factual, verifica-se a validade de uma máxima que é cara ao ContraCultura: tudo o que julgamos saber, está errado.
Vale a pena, mesmo, ouvir o que Keith Knight tem para dizer sobre as origens do mais mortífero dos conflitos da história universal (nos dois eixos da contenda – o europeu e o do Pacífico), tanto quanto é merecedora de atenção a atitude passivo-agressiva, paternalista e dogmática do “historiador” convidado.
Há um momento de máxima eloquência no debate, quando Knight pergunta ao apparatchik de serviço (os parentisis são editoriais, mas estão dentro do contexto da conversa):
Se o Reino Unido teve boas razões para declarar guerra à Alemanha por ter invadido uma parte da Polónia (que era de qualquer forma etnicamente alemã), porque é que não declarou guerra também à União Soviética, quando, quinze dias depois da invasão nazi, os comunistas entraram pelo mesmo país a dentro (sendo que o leste da Polónia não era etnicamente russo)?
Acto contínuo, a reacção do académico fica muito próxima daquela que qualquer dogmático tem quando percebe a derrocada do seu maniqueísmo.
E não, não, não se está aqui a defender o Adolfo nem o seu regime nem coisa que o valha. Trata-se apenas de um alerta para a inconsistência dos motivos que levaram o Reino Unido e os Estados Unidos à guerra, alerta que serve até muito bem para abrirmos os olhos sobre o que se passa hoje em dia.
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