O FBI, dirigido pela administração Biden e pela actual administração, alegou e alega que Thomas Crooks, o jovem que baleou Donald Trump em Butler, Pensilvânia, a 13 de Julho de 2024, agiu sozinho, não tinha qualquer presença online e era um activista de extrema-direita.
É tudo mentira.
A partir de dados que recebeu de uma fonte anónima, Tucker Carlson analisou centenas de comentários que Crooks deixou no Youtube e noutras redes, que são comprovadamente autênticos (verificados por metadados e confirmados por imagens do próprio). A análise, em conjunto com outros factos, demonstra inequivocamente que a narrativa oficial sobre o atentado que quase matou o então candidato presidencial republicano é falsa.
Mas porque é que o FBI do regime Trump mantém oculta a verdade sobre a tentativa de assassinato do actual Presidente norte-americano? Porque é que não partilha a informação que por certo recolheu sobre Crooks e as estranhas circunstâncias que envolveram a ocorrência e que foi já solicitada pelo Congresso? Porque é que estão a fingir que não há nada para ver aqui e o que é que estão a esconder?
Tanto mais que a fonte destes novos dados afirmou que os conseguiu obter com recurso um sistema de software utilizado por detectives particulares, pelo que o FBI não teria de certeza qualquer dificuldade em aceder também a esses registos.
Ao contrário do que a agência federal afirmou, Crooks deixou uma extensa pegada digital, de assídua presença online: Duas contas de email criadas na Bélgica e na Alemanha (GMX e Malifence), e várias contas de rede social (Google Play, Google Drive, Snap Chat, Discord, Paypal, Venmo, Zelle, Quizlet, Chess.com, Quora).
Para além de tudo isto, tinha uma conta no Youtube, que integra o seu historial de buscas e visualizações, bem como o registo de 737 comentários.
Algumas desta contas estão desactivadas, mas não sabemos se foram desactivadas pelo FBI ou pelo próprio Crooks.
A conta do Youtube foi entretanto suspensa pela Google, mas os comentários circulam ainda na plataforma (através da ligação a respostas que receberam), e são acessíveis através dos arquivos da Internet.
Os comentários, publicados entre 2019 e 2020, mostram um pensamento ideológico dual de Crooks. Até 2020 parece um extremista de direita, deixando um rasto de ameaças racistas e apelos à violência, incluindo assassinatos motivados politicamente. Há até utilizadores que respondem a estas mensagens advertindo-o que este tipo de discurso lhe iria trazer sarilhos com as autoridades. Mas a partir do momento da pandemia, o registo altera-se completamente, e surge-nos como um extremista de esquerda, declaradamente anti-Trump, classificando os seus apoiantes como racistas e estúpidos, apoiando inequivocamente quarentenas pandémicas, criticando a imprensa conservadora (incluindo Tucker Carlson), negando a fraude eleitoral de 2020 e apelando a ataques terroristas contra o Estado federal.
No fim deste ciclo surge um tal de Willy Tepes nas respostas aos comentários de Crooks, que aconselhava sobre melhores métodos para exercer a violência contra inimigos políticos, mas o FBI nunca o mencionou. A conta de Tepes no Youtube foi entretanto suspensa mas ele é referido, associado a um nome real – Bjorn Leif Hjelmerud -, e uma afirmação sua é citada no site de uma organização nórdica – associada da Antifa – que o Departamento de Estado norte-americano vigia e classifica como grupo terrorista. A afirmação citada é esta:
“Adoro que lutem para descobrir quem eu sou.”
Pelo seu acervo de buscas no Youtube, sabemos que Crooks procurou por Donald Trump e Jack Ruby (o assassino de Lee Harvey Oswald) centenas de vezes, bem como era recorrente a sua procura por temas ligados à guerra civil, a atentados terroristas, a armas automáticas, e a organizações políticas radicais, do Partido Nazi à Antifa.
Toda esta segunda fase do pensamento ideológico do jovem radical da Pensilvânia foi ignorada pela narrativa do FBI, que nesta altura tinha tecnologia e mandato para identificar e vigiar este tipo de utilizadores da Internet e sabia por certo da ambivalência ideológica de Crooks, olvidando os factos para fabricar uma visão selectiva e deformada da realidade. Uma fonte ligada à agência chegou a dizer à CNN que estavam a analisar uma conta do Youtube potencialmente associada a Crooks e que esta conta era de um utilizador racista e anti-imigração, numa escandalosa operação de falsificação das evidências. Não por acaso, no mesmo dia em que a “notícia” saiu na imprensa liberal, o director interino do FBI, Paul Abbate, repetiu o embuste no Congresso.
É difícil aceitar que, com este perfil de mensagens e com o registo da sua actividade online, o FBI desconhecesse por completo Thomas Crooks.
🚨THOMAS CROOKS REPORT🚨
Thomas Crooks changed dramatically after the Covid pandemic.
According to Tucker Carlson’s report, Crooks left social media comments threatening to kill Ilhan Omar in July 2019.
He referred to Omar as an invader and said her dead body should be sent… pic.twitter.com/8hoh4cqk4w
— Breanna Morello (@BreannaMorello) November 14, 2025
À mentira sobre a presença online, acrescem estranhíssimas variáveis.
Como o ContraCultura documentou exaustivamente na altura, a tentativa de assassinato do comício de Butler ocorre no contexto de intrigantes circunstâncias e coincidências, algumas das quais, mas não todas, Tucker Carlson enumera, a saber:
– O FBI libertou o corpo para cremação 10 dias depois do atentado, impedindo assim qualquer análise forense independente. O corpo foi cremado no exacto dia em que a Câmara dos Representantes iniciou um inquérito sobre o assunto, numa evidente obstrução aos legítimos poderes do Congresso.
– Logo no dia posterior ao atentado, funcionários do FBI foram vistos a limpar a cena do crime, uma iniciativa inusitada, já que a agência costuma contratar empresas externas para a realização deste género de tarefas.
– O telemóvel de Crooks foi desbloqueado em menos de 40 minutos (apesar do FBI ter afirmado, durante dias a fio, que não o conseguira fazer). O seu computador pessoal, bem como as contas de aplicações encriptadas foram também desbloqueados. Mas os conteúdos destes dispositivos e destas aplicações nunca foram divulgados.
– No dia do atentado, Crooks fez voar um drone sobre o recinto durante 11 minutos. Nesse exacto momento, o sistema anti-drone dos serviços secretos deixou de estar operacional.
– O suspeito foi identificado pela polícia local como utilizando um rastreador GPS na direcção do palco (com o fim de medir a distância do tiro), mas depois perderam-lhe o rasto. Crooks subiu para o telhado do único edifício no recinto que não tinha um sistema de vigilância de vídeo montado e que inexplicavelmente, estava fora do perímetro de segurança dos serviços secretos, apesar de se localizar muito próximo do palco onde Trump iria discursar.
– Numa daquelas coincidências que nos fazem desacreditar das coincidências, sabemos hoje que agentes do FBI frequentaram a mesma carreira de tiro que Thomas Crooks utilizava.
As narrativas montadas pelo estabelecimento em Washington à volta da ocorrência foram tão imediatas como fraudulentas A imprensa correu a responsabilizar os “homens brancos armados” pelo sucedido. Os falcões neoconservadores inventaram uma conspiração iraniana, sem que nenhuma evidência fosse apresentada nesse sentido.
O regime Trump mimetiza o regime Biden.
Até aqui, o encobrimento, as mentiras e as fabricações ainda tinham maneira de serem compreendidas, mesmo que fossem moralmente condenáveis. Afinal, o regime Biden não tinha qualquer interesse em desvendar o mistério que rodeava a tentativa de assassinato do seu principal inimigo político. Principalmente se o Estado profundo estivesse relacionado com o crime.
Mas toda a gente pensou, justificadamente, que se Donald Trump ganhasse as eleições presidenciais de 2024 e regressasse à Casa Branca, tudo seria diferente e que finalmente as circunstâncias do atentado de que foi vítima seriam esclarecidas.
Toda a gente estava redondamente enganada, porque Kash Patel e Dan Bongino, logo que chegaram à direcção do FBI, adoptaram basicamente a mesma narrativa da administração Biden: Thomas Crooks agiu sozinho, não tinha qualquer presença online e os seus motivos permanecem obscuros. Afinal, não havia nada para ver aqui, apesar até de Dan Bongino, antes de ser nomeado para director adjunto da agência federal e enquanto perito dos serviços secretos e influente personagem mediática conservadora, ter prestado um depoimento no Congresso afirmando peremptoriamente que assistíamos na altura a uma conspiração do Estado profundo para assassinar Donald Trump.
Porém, numa infame entrevista concedida em Maio deste ano a Maria Bartiromo, da Fox News, os dois líderes do FBI nomeados por Trump juravam a pés juntos que a narrativa da anterior administração estava correcta, sem conseguirem no entanto esconder o embaraço e mostrando claros sinais de que mentiam com quantos dentes tinham.
A Bartiromo e ao Congresso, quando perguntado sobre o caso, Patel chegou a dizer que só divulgava a informação de que o FBI dispunha “depois do julgamento”; uma afirmação completamente absurda, já que Crooks foi morto logo depois de ter disparado sobre o seu alvo, pelo que não corria nos tribunais qualquer processo a propósito da ocorrência.
O FBI do regime Trump manteve assim e activamente o encobrimento e nem sequer se dignou a responder a repetidas solicitações e intimações da Câmara dos Representantes para partilhar toda a informação que detém sobre o caso, mimetizando também o modus operandi do anterior regime.
O FBI do regime Trump continua a bloquear o acesso a imagens de vigilância do recinto, conteúdos das redes socias, do computador e do telefone do atirador, suspendendo as suas contas e apagando os respectivos registos, dificultando e contrariando ao máximo a investigação sobre um atentado que ia tirando a vida ao seu próprio comandante em chefe.
Convenhamos, trata-se de uma circunstância inédita. Tanto mais que o próprio Donald Trump declarou, em entrevista à sua nora Lara Trump, em Julho deste ano, que estava “satisfeito” com os resultados de uma investigação que não explica nenhuma das estranhas circunstâncias em que foi baleado.
As perguntas que têm que ser respondidas.
A obstrução, as mentiras, a persistente relutância em explicar o que quer que seja, tudo isto nos faz questionar: o que estará o FBI, e toda a administração Trump, a esconder? Se a liderança do FBI e do Departamento de Justiça tivesse algum desejo de provar ao público que, na verdade, não há nada aqui para saber, poderiam fazê-lo. Mas, primeiro, teriam de responder a estas questões.
– Thomas Crooks era conhecido pelas autoridades federais antes do tiroteio? E, se não, porquê?
– Quem é Willy Tepes? Era conhecido pelas autoridades federais? Tem ligações a alguma organização violenta? Tem ligações a algum governo? E, se sim, na altura do tiroteio, o FBI tinha informadores dentro dessas organizações?
– Se Crooks não era conhecido por nenhuma autoridade antes do tiroteio, como conseguiu publicar centenas de comentários extremistas violentos sob o seu nome verdadeiro entre 2019 e 2020, sem ser detectado pelas autoridades ou agências de informação e segurança, numa altura em que sabemos que estavam a monitorar com escrúpulo draconiano as redes sociais?
– Estes comentários, incluindo ameaças específicas de assassinato contra autoridades públicas, foram reportados pelo Youtube?
– Porque é que o FBI nos está a dizer que divulgará estas informações “após o julgamento”, quando não há qualquer julgamento?
– Por que razão a Unidade de Resposta a Riscos Técnicos do FBI lavou a cena do crime no dia seguinte ao ataque?
– O que aconteceu no telhado do edifício da American Glass Research durante os 10 segundos após o último tiro de Crooks e até ser morto pelos Serviços Secretos? O FBI tem imagens de vigilância de Thomas Crooks nesse dia?
– O FBI esteve presente na autópsia do médico legista? Ainda existem amostras de sangue? Podem ser examinadas por autoridades externas? Se não, porque não?
– Quando o Congresso exigiu a autópsia, o FBI restringiu o que o médico legista podia dizer ao Congresso?
– Quando o FBI autorizou o médico legista a libertar o corpo de Crooks para cremação, guardou amostras de tecido? Numa investigação típica a um crime desta natureza, seria normal preservar todas estas amostras. Se o FBI não o fez, porquê? E se o fez, porque é que as oculta? E quem tomou a decisão de destruir o que poderia ser uma prova crucial num caso de tentativa de homicídio de um candidato presidencial?
– Os agentes do FBI frequentaram a mesma carreira de tiro que Thomas Crooks estava a utilizar. Quem eram esses agentes? Algum deles teve contacto com ele em algum momento?
– Por que razão o ex-diretor adjunto do FBI, Paul Abbate,sugeriu ao Congresso que Crooks era de direita quando claramente não o era?
– Com quem comunicou Thomas Crooks nos dias que antecederam o ataque? O que mostra o seu telemóvel descartável? E porque é que ele tinha um telemóvel descartável e contas de e-mail estrangeiras encriptadas?
– Quem são os responsáveis governamentais que tentaram ligar o Irão ao atentado?
– Porque é que o FBI sugeriu que Crooks não tinha vestígios digitais, sendo que detinha provas, centenas e centenas de comentários, da sua actividade digital? E o que há nas outras doze contas a que o FBI teve claramente acesso?
Tratando-se apenas de um lunático solitário que não deu qualquer indício do que poderia fazer, então o que impede o FBI de, pelo menos, apresentar os factos ao Congresso? Porque, se não há nada para ver, estas devem ser perguntas muito fáceis de responder, certo?
O inquérito de Tucker Carlson, na sua integralidade, pode ser consumido neste clip.
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