O ex-chefe da Mossad, Yossi Cohen, gabou-se recentemente num podcast, que Israel “instalou armadilhas” e “manipulou” equipamentos como os utilizados no ataque com pagers no Líbano em “todos os países que se possa imaginar”.

Cohen afirmou que “inventou” o “método de manipulação de equipamentos” entre 2002 e 2004 e que já o tinha utilizado na “Segunda Guerra do Líbano”, em 2006.

Os comentários de Cohen foram feitos no episódio de 16 de Outubro do podcast de propaganda sionista The Brink.

 

 

Após os ataques terroristas da Mossad com pagers e walkie-talkies no Líbano, seria apenas sensato pensar que qualquer produto ligado a Israel deve agora ser considerado como potencialmente contendo explosivos, até prova em contrário. A confissão de Cohen confirma essa premissa e traduz claramente uma ameaça à segurança global.

Para um país tão obcecado em aprovar leis nos Estados Unidos e em todo o Ocidente para proibir os boicotes contra produtos israelitas, a decisão de colocar explosivos em bens de consumo e depois gabar-se de ter equipamento armado e manipulado em todo o mundo não deixa de ser espantosa.

Segundo o New York Times, os pagers que explodiram no Líbano foram o produto de um acordo obscuro entre uma empresa de fachada da Mossad na Hungria e a empresa taiwanesa Gold Apollo.

A AIPAC enviou recentemente a sua primeira missão de lobby a Taiwan, e o Presidente taiwanês, Lai Ching-te, fez um discurso a elogiar a cooperação em matéria de defesa com Israel e os EUA. Ching-te referiu a este propósito:

“Olhando para o futuro, Taiwan continuará a aumentar o investimento militar. Isto inclui o desenvolvimento da capacidade da indústria de defesa nacional e a aquisição de armas e tecnologia necessárias a outros países para reforçar as capacidades de combate em geral. Esperamos que a AIPAC ofereça ainda mais apoio e assistência a Taiwan nesta matéria.”

 

 

Taiwan nunca deu uma resposta satisfatória sobre qual foi o papel da Gold Apollo nos ataques sionistas do Líbano, mas é inevitável suspeitar que estiveram envolvidos.