Uma extensa colectânea de artigos publicada na Lancet e intitulada “A Comissão EAT-Lancet sobre Sistemas Alimentares Saudáveis, Sustentáveis ​​e Justos”, apresenta o que os autores chamam de “uma grande transformação alimentar” — um programa global coordenado para remodelar a agricultura, as dietas e o financiamento, de modo que o fornecimento alimentar de cada nação se encaixe dentro de “limites planetários” quantificados.

A comissão EAT-Lancet liga o seu plano ao infame Acordo de Paris, alinhado com as mais radicais perspectivas da religião do apocalipse climático, os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e a Convenção sobre a Diversidade Biológica.

O programa propõe:

– Limites mundiais para o consumo de carne vermelha;
– Uma realocação anual de 200 a 500 biliões de dólares em subsídios agrícolas, e monitorização contínua dos sistemas alimentares nacionais ao abrigo de “metas baseadas na ciência com mecanismos de monitorização e responsabilização”.

Os financiadores declarados deste plano incluem a Fundação Bill & Melinda Gates, a Fundação Rockefeller, o Wellcome Trust, a Fundação IKEA e a Fundação Fundo de Investimento Infantil, cujas doações financiaram o trabalho através da Fundação EAT em Oslo.

 

1. Um plano global para a política alimentar.

A publicação da Lancet defende que o controlo dos sistemas alimentares é a chave para controlar todos os principais sectores — ligando a nutrição, o clima, a economia e a governação sob uma estrutura global unificada. No artigo, lemos:

“Os sistemas alimentares situam-se no nexo entre saúde, ambiente, clima e justiça. Uma transformação dos sistemas alimentares é fundamental para resolver as crises relacionadas com o clima, a biodiversidade, a saúde e a justiça. A posição central dos sistemas alimentares enfatiza a natureza interdependente destas crises, em vez de cada crise em separado, o que realça a necessidade de posicionar a mudança dos sistemas alimentares como um integrador global nos domínios económico, de governação e político.”

A Comissão apela explicitamente a “coligações intersectoriais” para implementar a sua estrutura totalitária em todo o mundo.

Os autores afirmam que “níveis de ação sem precedentes são necessários para mudar as dietas”.

A implicação é clara: ao redefinir a alimentação como a alavanca central para a solução de crises globais, a Comissão posiciona as autoridades internacionais e as fundações privadas para influenciar ou dirigir as políticas nacionais muito para além da própria agricultura.

Em termos práticos, esta visão distópica, de inspiração claramente totalitária, transforma a política alimentar num mecanismo de gestão global — onde instituições não eleitas, sob a bandeira da sustentabilidade, ditam unilateralmente a forma como os povos cultivam a terra, comercializam os produtos agrícolas e consomem os alimentos.

Isto parece menos um programa nutricional e mais o desenho de um sistema autoritário de controlo de cima para baixo sobre as necessidades humanas mais básicas.

 

2. Quem financia e impulsiona o programa.

De acordo com as próprias declarações do Fórum EAT e da secção de “Financiamento” da Lancet, a Comissão recebeu apoio financeiro de várias fundações ditas filantrópicas e instituições parceiras.

O relatório refere que foi “apoiado pelo Wellcome Trust, pela Fundação Rockefeller, pela Fundação IKEA e pela Fundação do Fundo de Investimento Infantil (CIFF)” bem como pela Fundação Bill & Melinda Gates.

Estas organizações disponibilizaram os recursos que permitiram à Comissão EAT-Lancet 2.0 conduzir o seu inquérito plurianual e publicar a actualização de Outubro de 2025.

Em conjunto, estas fundações financiam a Fundação EAT, com sede em Oslo, que coordena parcerias entre agências da ONU, academias e organizações privadas para promover aquilo a que a Comissão chama “pacotes de acções” para remodelar a produção e o consumo global de alimentos.

 

 

3. Severos limites aos alimentos de origem animal.

A dieta de referência da Comissão prescreve:

– Carne de bovino, suíno ou ovino – 15 g por dia (≈ uma porção por semana)
– Aves – 30 g por dia (≈ duas porções por semana)
– Leite ou equivalentes – 250 g por dia (≈ uma chávena).

A adopção destes valores a nível global significaria uma contracção em grande escala dos sectores pecuários e uma mudança universal para a produção de base vegetal.

 

 

 

4. Realinhamento financeiro em grande escala

A propósito do financiamento deste megalómano e totalitário programa, o artigo esclarece:

“Recursos financeiros substanciais, estimados entre 200 biliões e 500 biliões de dólares por ano, são necessários para apoiar a transformação… Os investimentos existentes podem ser redirecionados realinhando os incentivos com as metas.”

O plano enquadra estes montantes como essenciais para reestruturar as cadeias de abastecimento e redireccionar os subsídios, prevendo “≈ 5 biliões de dólares por ano” em benefícios a longo prazo.

Esta reengenharia financeira abrangente coagiria nações inteiras a aderir a um regime alimentar baseado em vegetais, puniria eficazmente os agricultores, colapsaria a economia pecuária e promoveria dietas nutricionalmente deficientes, que privariam biliões de pessoas de proteínas, gorduras, vitaminas B12 e D, ferro e aminoácidos de origem animal, essenciais para a saúde imunitária, hormonal e neurológica.

Seja pela fome, pela doença, por terapia genética ou pela guerra, o objectivo último de todo e qualquer programa globalista é sempre o mesmo: matar pessoas em grande escala.

 

5. Contabilidade das “fronteiras planetárias” e monitorização global.

A ambição do projecto não conhece fronteiras e investe na vigilância, claro:

“Pela primeira vez, quantificamos a participação do sistema alimentar global em todas as nove fronteiras planetárias… Devem ser estabelecidos mecanismos para proteger a formulação de políticas de influências corporativas indevidas, e a sociedade civil e os movimentos sociais têm um papel importante na promoção da transparência e da supervisão.”

As “fronteiras do sistema alimentar” da Comissão atribuem a cada país uma quota numérica da utilização da terra, água, nutrientes e emissões — dados a serem rastreados num registo global.

 

6. Assumido comunismo ambiental.

Um assustador tom soviético preside ao programa. Os governos são instados a “abordar as desigualdades na distribuição dos benefícios e dos encargos dos actuais sistemas alimentares”, até porque:

“Quase metade da população mundial está abaixo destes fundamentos sociais… Apenas 1% da população global está num espaço seguro e justo.”

A ligação da conformidade com as métricas de equidade social transforma eficazmente a política alimentar num instrumento de governação que mede a justiça social, bem como a nutrição.

Ao enquadrar a produção e o consumo de alimentos dentro da retórica da justiça climática, a Comissão transforma a teologia do aquecimento global num instrumento moral — utilizado para justificar a reestruturação económica mundial e consolidar o controlo totalitário sobre os povos e as suas dietas.

 

7. Mesmo a conformidade total fica aquém dos objectivos do programa.

Segundo os autores do projecto, estas medidas radicais e draconianas não são suficientes.

“Mesmo com estas transformações ambiciosas… o mundo mal consegue regressar ao espaço seguro para a utilização de água doce e reduzir as alterações climáticas, e continua a transgredir os limites biogeoquímicos para o azoto e o fósforo.”

Ou seja: mesmo que o programa fosse implementado, seguir-se-iam purgas subsequentes, como sempre acontece no curso de processos revolucionários interpretados por radicais e jacobinos.

 

Conclusão.

A Comissão EAT-Lancet prevê mais do que orientações nutricionais. Propõe uma estrutura global unificada para reformular a agricultura, as finanças e a dieta em torno de regras “planetárias” quantificadas.

Os seus apoiantes — as fundações Rockefeller, Wellcome, IKEA e CIFF, juntamente com programas financiados por Gates — fornecem o dinheiro e o alcance institucional para a promover o programa através dos canais da ONU.

Na própria formulação da Comissão, esta transformação implicaria metas alimentares globais, um redireccionamento financeiro de meio bilião de dólares e uma monitorização contínua dos sistemas alimentares das nações. O programa procura uniformizar o que a humanidade come, como cultiva e como será medido esse cumprimento.

O momento não é acidental.

A tomada de poder do sistema alimentar ocorre num momento em que a mesma rede de agências governamentais e projectos financiados por Gates já estão a reestruturar o código genético das próprias culturas – transformando destrutivos vírus de plantas em plataformas de ADN auto-replicantes – e defendendo essa actividade nefasta como um impulso para a “sustentabilidade” e a agricultura “inteligente do ponto de vista climático”. A iniciativa funciona como uma tentativa de centralizar o controlo tanto sobre as sementes no solo como sobre os alimentos constantes do nosso cardápio.

E já agora: alguém elegeu esta gente?