
Virginia Giuffre, uma famosa vítima de Jeffrey Epstein, foi brutalmente espancada e violada por um “primeiro-ministro conhecido” numa série de encontros violentos que finalmente ajudaram a adolescente a libertar-se do jugo do traficante sexual.
No seu livro de memórias póstumo, “Nobody’s Girl: A Memoir of Surviving Abuse and Fighting for Justice”, afirma:
“Depois do ataque, não consegui continuar a ser tola. Tendo sido tratada de forma tão brutal e tendo visto a reacção insensível de Epstein ao quão aterrorizada eu me sentia, tive de aceitar que Epstein distribuía elogios apenas como uma manipulação para me manter subserviente. Epstein só se preocupava com Epstein.”
Giuffre referiu-se simplesmente ao violador como o “Primeiro-Ministro”, dizendo que temia que o poderoso político “tentasse magoá-la” se publicasse o seu nome.
Em autos judiciais, porém, ela já tinha apontado o primeiro-ministro israelita, Ehud Barak, como um dos muitos membros da elite que a violaram, uma alegação que ele negou repetidamente.

No seu livro de memórias, Giuffre disse que conheceu o “Primeiro-Ministro” na ilha privada de Epstein, nas Ilhas Virgens Americanas, em 2002, quando tinha 18 anos. Recebeu ordens para o acompanhar até uma cabana, mas o homem deixou claro, assim que ficaram sozinhos, que “queria violência”.
“Ele estrangulou-me repetidamente até eu perder os sentidos e deleitou-se ao ver-me, temendo pela minha vida. O Primeiro-Ministro riu-se terrivelmente quando me magoou e ficou ainda mais excitado quando lhe implorei para parar. Saí da cabana a sangrar pela boca, vagina e ânus. Durante dias, doeu-me respirar e engolir. Ele violou-me com mais selvajaria do que qualquer outra pessoa antes”.
A vítima correu imediatamente para junto de Epstein e implorou-lhe que não a mandasse de volta para o Primeiro-Ministro.
“Ajoelhei-me e implorei-lhe. Não sei se Epstein temia o homem ou se lhe devia um favor, mas não fez qualquer promessa, dizendo friamente sobre a brutalidade do político: ‘Vais ter isso às vezes’”.
Algum tempo depois, Epstein enviou-a de volta ao político para um segundo encontro, realizado inteiramente numa cabine a bordo do Lolita Express.
Embora a experiência tenha sido bem menos violenta, Giuffre passou a hora inteira com medo de que ele a agredisse ou estrangulasse subitamente. Giuffre admitiu que, antes da experiência violenta, tinha dado a Epstein o benefício da dúvida e acreditava que ele se preocupava com as raparigas que traficava.
Não era completamente ingénua, reconhecendo que a “predilecção dele por raparigas menores era uma doença, mas que, à sua maneira distorcida, tinha boas intenções”.
A indiferença dele ao medo e aos ferimentos causados pelo Primeiro-Ministro obrigou a jovem de 18 anos a encarar a verdade.
De forma arrepiante, Giuffre previu a sua própria morte no excerto, dizendo que não sobreviveria a uma vida de tráfico sexual e que tiraria a sua própria vida ou morreria às mãos de um dos amigos de Epstein.
“Eu não sabia na altura, mas a minha segunda interacção com o primeiro-ministro foi o princípio do fim para mim.”
O ponto de ruptura final ocorreu nesse Verão, quando Epstein e a sua proxeneta, Ghislaine Maxwell, imploraram a Giuffre que gerasse o filho deles — uma proposta que incluía mansões, riqueza e amas 24 horas por dia, mas que exigiria que ela renunciasse a quaisquer direitos legais.
A adolescente preocupou-se imediatamente que estivessem a pensar em usar o bebé como futura vítima de tráfico e começou a planear a sua fuga.
Separou-se do casal pouco tempo depois, mas as suas experiências perseguiram-na para o resto da vida — particularmente o “olhar cruel no rosto do primeiro-ministro enquanto me observava a implorar pela minha vida”.
Barak negou repetidamente as alegações de abuso de Giuffre ou o conhecimento de que Epstein comandava uma rede de tráfico de raparigas menores de idade para exploração sexual. Mas era amigo pessoal do financeiro/pedófilo e usou vários milhões de dólares do seu dinheiro para financiar uma empresa de segurança de Epstein.
Os registos mostram que visitou Epstein na sua ilha privada e embarcou no seu avião privado.
Virginia Roberts Giuffre morreu em Abril deste ano, em circunstâncias muito suspeitas, mas com uma conclusão oficial de suicídio. Tinha 41 anos.
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