O ContraCultura tem evitado o assunto do 31/Atlas, um objecto interestalar do tamanho de Manhattan que entrou no sistema Solar a grande velocidade e foi detectado a 1 de Julho deste ano, porque o ruído sobre o fenómeno é enorme e é difícil estabelecer os factos, por causa do histerismo de uns e do secretismo de outros.

Mas agora temos um facto concreto e eloquente, que é este: Um grupo coordenado pela NASA terá iniciado esforços para observar o Cometa 3I/ATLAS, depois de este ter sido visto a emitir uma liga nunca antes vista e a exibir outros comportamentos estranhos.

A anomalia cósmica — um objecto interestelar do tamanho de Manhattan que poderá ou não integrar tecnologia alienígena — foi adicionada à lista de ameaças da Rede Internacional de Alerta de Asteroides (IAWN), uma coligação mundial de especialistas espaciais que colaboram para detectar e monitorizar asteroides e objectos próximos da Terra potencialmente perigosos, e avaliar os seus potenciais impactos no nosso planeta.

O 3I/ATLAS exibiu uma série de características invulgares que pareciam desafiar o comportamento normal dos cometas, incluíndo uma “anticauda” — um jacto de partículas que aponta para o Sol em vez de para longe dele, como é típico.

O cometa emitiu ainda uma pluma que dispersava 4 gramas de níquel por segundo, sem evidência de ferro — um fenómeno inédito nos cometas.

A liga — tetracarbonilo de níquel — foi anteriormente observada apenas em objectos de fabrico humano, segundo o astrofísico de Harvard, Avi Loeb.

Loeb mencionou também a aceleração não gravitacional do objecto e a sua trajectória anómala, que entrou no sistema solar alinhado com o plano da maior parte das órbitas planetárias, facto que é estatisticamente muito improvável.

 

 

A IAWN vai realizar uma campanha de 27 de Novembro a 27 de Janeiro que visa refinar os métodos para determinar a localização exacta do ATLAS, e informou em comunicado:

“Para nos prepararmos para a campanha, realizaremos um workshop sobre técnicas para medir correctamente a astrometria cometária (uma transformação sem alteração no formato ou tamanho de uma figura, como rotação ou reflexão)”.

 

Uma “nave espacial camuflada”?

Entretanto, os cientistas que estão a seguir o rasto do 31/Atlas ficaram perplexos, pois o objecto parece ter invertido o seu impulso e está agora a apontar para o lado oposto do Sol.

O Telescópio Óptico Nórdico nas Canárias produziu imagens de alta resolução que provaram que a “anticauda” vista em Julho e Agosto deste ano desapareceu e o objecto virou-se aparentemente para a direcção oposta.

De facto, Avi Loeb não é o único cientista a abrir a hipótese da origem artificial do 31/Atlas. Um novo estudo assinado por 20 cientistas e astrónomos questiona se o objecto não poderá ser uma nave espacial “camuflada”.

Os cientistas afirmam que o 31/Atlas está a mover-se a alta velocidade, que apresenta agora um brilho avermelhado em comparação com o brilho esverdeado de há algumas semanas, e que os desvios ao registo vulgar dos cometas estão a levantar dúvidas entre os especialistas.

Há no entanto que ter em consideração que este é apenas o terceiro objecto interstelar detectado pela ciência humana, pelo que não temos grandes referências comparativas que possam levar à conclusão de que se trata de facto de um objecto anómalo.

 

O secretismo de sempre.

A NASA e a ESA, porém e como sempre, estão a contribuir para todo o tipo de teorias da conspiração: enquanto a Agência Espacial europeia decidiu tornar confidenciais as imagens espectroscópicas que captou do 31/Atlas durante os próximos… 74 anos, A NASA não tornou públicas imagens que supostamente terá captado através do Mars Orbiter, quando o objecto passou perto do planeta vermelho, justificando o facto com a paralisação do governo federal americano.

 

 

Também os chineses parecem excessivamente silenciosos sobre o assunto para que as suspeitas sejam completamente ilegítimas, já que a potência asiática tem meios tecnológicos instalados na órbita de Marte para fotografar o 31/Atlas, mas até agora nada foi tornado público e as autoridades nem sequer se referiram ao objecto interstelar.

 

 

Sabine Hossenfelder, neste breve clip, faz uma análise crítica ao fenómeno que é válida, apesar de não incluir todos os dados conhecidos, porque foi gravado à cerca de duas semanas atrás.