O Departamento Federal de Estatística da Alemanha (Destatis) divulgou um novo relatório que examina o perfil demográfico dos indivíduos nascidos em 1990, ano da reunificação da Alemanha Oriental e Ocidental. O relatório destaca que nasceram aproximadamente 1,1 milhões de pessoas nesse ano, representando cerca de 1,4% da população actual do país. Deste grupo, 36% têm origens migratórias, significativamente superiores aos 26% observados na população total alemã. O Destatis observou que cerca de 80% das pessoas com antecedentes migratórios neste segmento chegaram à Alemanha após a reunificação.

Os dados reflectem mudanças demográficas mais amplas no país. De acordo com estimativas recentes, um em cada três jovens adultos na Alemanha, com idades compreendidas entre os 20 e os 39 anos, tem origens migratórias. A proporção da população total com raízes no estrangeiro continua a aumentar de forma constante, sendo que os imigrantes e os seus descendentes representam mais de um quarto da população total em 2024.

Esta tendência acelerou particularmente desde 2015, quando a ex-chanceler Angela Merkel tomou a decisão de abrir as fronteiras da Alemanha durante a crise migratória europeia. Entre 2015 e 2020, aproximadamente 1,5 milhões de pessoas entraram na Alemanha como refugiadas. Outros milhões seguiram-se através da migração em cadeia, remodelando o tecido social e cultural do país.

Os impactos económicos e sociais desta mudança demográfica foram significativos. Dados da Agência Federal de Emprego mostram que 33% dos desempregados de longa duração na Alemanha são imigrantes. Além disso, representam uma grande fatia dos beneficiários de assistência social. Um relatório de 2023 revelou que 60% dos beneficiários de assistência social na Alemanha provêm de um contexto migratório. Os índices de criminalidade explodiram também, embora as autoridades tentem a todo o custo esconder a etnia dos criminosos, falsificando assim a realidade.

Há além disso que considerar a tragédia dos índices de natalidade. Enquanto os alemães nativos se mostram reticentes em procriar, as etnias imigrantes trazem consigo os números fecundos dos seus países de origem, que permitem projectar a obliteração do povo alemão a médio prazo.

A opinião pública alemã tem entretanto dado sinais de pessimismo sobre as consequências da migração massiva. Uma sondagem da Forsa apurou que apenas 21% dos alemães acredita que o país geriu com sucesso o fluxo de migrantes. Enquanto isso, 41% afirma que a Alemanha não lidou bem com a situação e 37% pensa que o país está perdido para o Islão.

As opiniões negativas em relação à migração em massa têm sido reforçadas por uma série de incidentes violentos nos últimos anos envolvendo requerentes de asilo ou outras pessoas com antecedentes migratórios.

Será porém demasiado tarde para inverter o declínio da etnia germânica. Mesmo que, por exercício fantasista, o fluxo imigratório fosse estancado por completo já amanhã, daqui a duas ou, no máximo, três décadas, os alemães seriam inevitavelmente uma minoria no seu país, dado o diferencial étnico dos números da natalidade.