Pelo menos mil manifestantes entraram em confronto com a polícia no sudoeste de Dublin, atirando garrafas e lançando fogo de artifício contra as autoridades durante manifestações anti-imigração, que ocorreram depois de uma menina de 10 anos ter sido alegadamente violada por um imigrante africano de 26 anos.

O imigrante, não identificado pelas autoridades, mas descrito pela imprensa e nas redes sociais como requerente de asilo, embora com ordem de deportação pendente, estava alojado no Hotel Citywest, que acolhe requerentes de asilo em Saggart, no sudoeste da capital irlandesa.

 

 

A jovem estaria sob os cuidados do Estado no momento do incidente. A Tusla, agência irlandesa para crianças e famílias, afirmou que a menina “fugiu” durante uma viagem ao centro da cidade e foi dada como desaparecida. Em comunicado, a agência parece responsabilizar a criança pela ocorrência e nem sequer refere a natureza do crime contra ela perpetrado.

 

 

O suspeito compareceu em tribunal na terça-feira e foi acusado de agressão sexual.

Os protestos, realizados perto do hotel na terça-feira, tornaram-se violentos, com manifestantes anti-imigração a lançar fogo de artifício contra a polícia, carregando cartazes com as palavras “As vidas irlandesas importam” e gritando “Levem-nos daqui!”.

 


A polícia informou que mais de 400 polícias, incluindo muitos com equipamento anti-distúrbios, foram mobilizados para conter a agitação. Um carro da polícia foi incendiado enquanto os polícias avançavam contra os manifestantes, usando gás pimenta para os afastar do complexo hoteleiro. Há relatos de um polícia ferido e dezenas de manifestantes detidos.

 

 

Como noutras geografias do continente europeu, a indignação das populações em relação às nefastas políticas de imigração da cartilha leninista-globalista é enquadrada com ameaças de repressão por parte das “autoridades”, e o Ministro da Justiça, Jim O’Callaghan, afirmou em resposta aos protestos:

“A instrumentalização de um crime por parte de pessoas que desejam semear a dissidência na nossa sociedade não é inesperada. Isto é inaceitável e resultará numa resposta enérgica.”

Antes, o primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin, disse que os acontecimentos eram “extremamente graves”.

Os protestos de terça-feira ocorreram quase dois anos após os motins que eclodiram no centro de Dublin em Novembro de 2023, depois de três crianças terem sido feridas num ataque com faca em frente a uma escola. A polícia identificou o suspeito como um homem de 50 anos, natural da Argélia. Na altura, uma multidão composta por pelo menos 100 pessoas tomou as ruas de Dublin após os esfaqueamentos, ateando fogo a veículos e entrando em confrontos com a polícia de choque.

A Irlanda e o Reino Unido têm assistido a um crescente sentimento anti-imigração nos últimos anos. Os protestos anti-imigração em toda a Irlanda do Norte, em 2024 e 2025, transformaram-se quase invariavelmente em batalhas campais com a polícia.

A onda de contestação deste ano começou em Ballymena, uma cidade com cerca de 31 mil habitantes, situada a 40 km a noroeste da cidade de Belfast, quando dois adolescentes romenos de 14 anos foram detidos por suspeita de agredirem sexualmente uma adolescente.