Uma auditoria aos programas de acolhimento familiar de Maryland revelou que o sistema não realizou verificações adequadas dos antecedentes, resultando em pelo menos 10 crianças serem colocadas a viver com agressores sexuais registados. A revisão também descobriu que crianças acolhidas foram colocadas com um assassino condenado que era pago para prestar cuidados “individuais” a menores alojados em hotéis.
A auditoria, conduzida pelo Departamento de Serviços Legislativos da Assembleia Geral de Maryland, administrada por democratas, encontrou problemas sistémicos no sistema de acolhimento familiar, com cerca de 38% das crianças colocadas em lares adoptivos a não frequentarem a escola, apesar dos registos estaduais indicarem o contrário.
Num caso, descoberto pelos investigadores, funcionários estaduais alegaram ter revisto um lar adoptivo colectivo em 2023, mas não tomaram nota de um funcionário condenado por agressão sexual a um menor em 2014. Três meses depois, o indivíduo teria transportado crianças adoptadas para actividades inadequadas e foi posteriormente acusado de crimes envolvendo crianças sob os seus cuidados. A Administração de Serviços Sociais (SSA) do Departamento de Serviços Humanos de Maryland não documentou nenhuma acção correctiva após o incidente.
A delegada de Maryland Kathy Szeliga (R) comentou as conclusões da auditoria, afirmando:
“A actividade dos Serviços Sociais de Maryland é absolutamente abominável e parece negligência criminosa. O relatório de 72 páginas revela uma imprudência chocante no cuidado de crianças em acolhimento.”
Szeliga exigiu ainda a demissão dos responsáveis por estas calamidades:
“O governador Wes Moore deve demitir alguém imediatamente. A responsabilidade é do secretário do Departamento de Serviços Humanos, Rafael Lopez, ou do director executivo da Administração de Serviços Sociais, Dr. Alger Studstill, Jr.”
Os auditores revelaram que as agências do condado muitas vezes não realizavam verificações de antecedentes, e a SSA aprovava a documentação sem verificação. Um prestador de serviços individuais empregava um assassino condenado, e centenas de crianças foram colocadas em hotéis não licenciados a custos diários exorbitantes. Além disso, a SSA não recuperou 34,5 milhões de dólares em pagamentos excessivos a prestadores de cuidados adoptivos e não garantiu que as crianças recebessem os exames médicos e dentários necessários.
A auditoria também destacou o incumprimento da agência em relação às normas federais, resultando numa multa de 700.000 dólares em 2024. Muitas dessas questões já haviam sido identificadas anteriormente, mas as reformas prometidas não foram implementadas. Em resposta, a SSA reconheceu os problemas e alegou ter tomado medidas em casos envolvendo crianças que viviam com agressores sexuais.
Este não é um caso único nos EUA. Como o ContraCultura documentou em Agosto deste ano, um pedófilo condenado da Pensilvânia foi identificado como um dos homens que aparecem num vídeo viral que celebra a jornada de barriga de aluguer de um casal homossexual.
Por outro lado, as autoridades federais e estaduais têm mostrado flagrante tendência para proteger pedófilos, especialmente estrangeiros. Recentemente, Tom Artiom Alexandrovich, chefe da Direcção Nacional de Cibersegurança de Israel, foi preso nos EUA por abuso sexual de crianças, mas as autoridades americanas deixaram-no fugir. Em 2024, Joe Biden indultou, subrepticiamente, um pedófilo chinês.
A maioria dos democratas da Câmara dos Representantes votou, em Outubro de 2024, contra um projecto-lei que previa a deportação de imigrantes ilegais que cometessem crimes de natureza sexual nos EUA, entre os quais inúmeros pedófilos.
Em Junho do ano passado, o Wall Street Journal reportou que o Instagram alberga redes de pedofilia, sem que sejam perturbadas pelos censores da empresa de Zuckerberg. Ou pelo governo federal.
Mas considerando o escândalo Epstein, e o seu encobrimento pelo estabelecimento de Washington, estes factos não devem surpreender ninguém.
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