A Netflix não é uma plataforma de entretenimento audio-visual. É uma máquina de propaganda neo-liberal. Isto devia ser claro para toda a gente.
O que talvez ainda não seja completamente compreendido é que o alvo dessa propaganda não se restringe aos adultos. A gigante do streaming está a produzir uma programação “woke” interminável, grande parte dirigida directamente às crianças, e concebida para normalizar a confusão de género, apagar os valores tradicionais e impingir aos miúdos conceitos com os quais nunca deveriam ser sobrecarregados.
Percorra a secção infantil e verá: desenhos animados com animais não binários, super-heróis ‘trans’ e séries destinadas a meninos de idade pré-escolar que palestram sobre pronomes. Em “Ridley Jones”, uma série da Netflix Junior para crianças até cinco anos uma bisonte assume-se como não binária e canta uma canção sobre os pronomes “eles/elas”.
Netflix:
A preschool animation series, Ridley Jones, has changed a character to a ‘non-binary’ identity.
A female bison explains, “if I’m going to lead the herd, I want to do it as myself”, which involves adopting the name Fred & styling hair into horns to be more ‘masculine’. pic.twitter.com/7fteJXkXRA
— gender is harmful (@genderisharmful) March 11, 2023
Já nem tentam esconder. Passámos de “o que eu faço na minha cama não é da conta de ninguém” para “deixa-me ensinar ao teu filho de 3 anos o que eu faço na minha cama.”
Todos sabíamos que isto ia acontecer, na verdade. E até dá para ter saudades de subprodutos do princípio deste século em que os Transformers se limitavam a transfigurar camiões em robôs, e não a alterar o sexo de homens para mulheres.
IT GETS WORSE…
Transformers Earthspark, a show for CHILDREN on @Netflix, also promotes the use of made-up pronouns like “they/them.”
Parents, this is what your children are watching.
CANCEL NETFLIX https://t.co/anbh1CgPIE pic.twitter.com/oloBZOaqmJ
— Libs of TikTok (@libsoftiktok) October 1, 2025
Esta tem sido a agenda há algum tempo: captar um público que seja o mais jovem possível. A Disney conseguiu, a Nickelodeon conseguiu, e agora a Netflix está a apostar tudo nesta abominação. Os leninistas-globalistas-transhumanistas de Silicon Valley sabem que, se conseguirem reformular a forma como as crianças vêem a família, o género e a identidade, poderão remodelar o futuro de acordo com as suas ambições distópicas.
E, para surpresa de ninguém, não são só os desenhos animados. A programação destinada a adolescentes e “jovens adultos” da Netflix está repleta de ideologia de género forçada e enredos carregados de ideologia de género.
Em “Sex Education” — uma série destinada a adolescentes — quase todas as temporadas acrescentam mais histórias trans ou não-binárias, além de intermináveis cenas hetero e homossexuais. Não é como se pudéssemos esperar algo diferente de uma série chamada “Sex Education”, não é que se espere que pais minimamente responsáveis permitam que os seus filhos sejam “educados” pela Netflix, mas há que sublinhar que estes conteúdos não derivam da procura dos públicos, mas da insaciável perversidade dos produtores.
Outro exemplo desta linha luciferina é “Heartstopper”, um drama adolescente construído quase inteiramente em torno de conflitos de identidade LGBTQ+.
#Heartstopper is coming to an end, with its finale set as a feature film.
The movie’s synopsis reads: “With Nick preparing to leave for university and Charlie finding new independence at school, the reality of a long-distance relationship begins to weigh on them. Doubts take… pic.twitter.com/4IZBkf0Lvr
— Variety (@Variety) April 22, 2025
Estudos mostram como o contágio social desempenha um papel na explosão da disforia de género entre os jovens. A Netflix está a alimentar este contágio, glorificando todo o tipo de comportamentos sexuais e identidades delirantes e fazendo parecer que cada sala de aula tem uma dúzia de alunos não binários, quando os números reais são uma fracção disso. A plataforma está literalmente a programar as crianças e os jovens para a sua agenda de cinzas.
E quando é criticada pelos conteúdos nojentos que produz e difunde, a Netflix limita-se a acusar o público por “discurso de ódio” e outros disparates deste género infame. A empresa acha que os seus filhos devem ser doutrinados nos mais abstrusos conceitos de sexualidade e que o gentil leitor deve ser complacente com a propaganda abominável. Aparentemente, a única coisa “perigosa” em 2025 é deixar as crianças ver uma série em que a família tem apenas uma mãe e um pai, e ponto final parágrafo.
No entanto, os resultados da Netflix mostram que as pessoas demoram a acordar. O crescimento das subscrições abrandou nos EUA, é verdade, e as famílias recorrem cada vez mais a sites de streaming alternativos com controlo parental, é verdade. Mas a plataforma continua a prosperar por todo o mundo. Será que os pais estão a perceber que não têm de entregar os seus filhos a corporações que pretendem doutriná-los com ideologias perversas e radicais?
Não é assim tão nítida como isso, essa percepção.
Musk viu o que a Netflix estava a fazer e apelou ao fecho das subscrições da plataforma. O patrão da Tesla pode ter acordado muita gente, com este post.
Cancel Netflix for the health of your kids https://t.co/uPcGiURaCp
— Elon Musk (@elonmusk) October 1, 2025
As crianças merecem histórias criativas que persigam o bom e o belo, precisam de heróis que defendam a família, a tradição e os valores morais que nos foram legados por séculos de civilização. Não precisam de palestras sobre política de género. Não precisam de bisontes não binários e sugestão sexual em cada frame.
Seria bom que os pais percebessem isso.
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