Never Mind – Nirvana

Siamese Dream – Smashing Pumpkins

Saí deste concerto a desconfiar que Deus toca guitarra. Eléctrica.
“Siamese Children” não tem comparação com nada. Os Smashing Pumpkins não têm comparação com ninguém. Os meus tímpanos estão sempre com saudades deles. E volto a este disco – e aos outros todos que eles gravaram entre 1991 e 2000 – recorrentemente, para aliviar a dor. Para recuperar a glória.
O Rock é isto e o resto é conversa.
Jar of Flies – Alice in Chains

Repeating in my head
If I can’t be my own
I’d feel better dead”
Mais Grunge porque estamos em 1993 e o que está a dar é isto: Alice no País das Moscas. Alice, nascida e acorrentada em Seattle, muito mais lixada com o destino do que a personagem original, mas, surpreendentemente, com um balanço redentor, que esmaga qualquer bruxa de copas, qualquer varejeira rainha que se apresente à frente de um par de colunas. “Jar of Flies” é uma coisa danada. Como é que criaturas que gostam tão pouco de viver – e de si próprias – conseguem criar música tão fixe? A filosofia não sabe explicar isto e a ciência muito menos. É um mistério. Os Alice In Chains são impossivelmente uma boa dor de cabeça. Impossivelmente uma ressaca agradável. Um suicídio que corre mal, felizmente. E trazem à sua dedicada audiência uma verdade certeira: a música resolve muita coisa. Se calhar e lá muito de vez em quando, até resolve a vida.
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