Uma sondagem detalhada por círculos eleitorais projecta que o Partido Reformista de Nigel Farage garantiria 311 assentos na Câmara dos Comuns britânica em eleições legislativas, com o Partido Trabalhista do primeiro-ministro Sir Keir Starmer caindo para 144 — uma redução bombástica de 267 deputados. O apoio ao partido de extrema esquerda de Starmer permanece firme apenas na capital hiperdiversificada de Londres, onde somente um terço da população é classificada como “britânica branca”, com mais de um terço dos assentos projectados para o Partido Trabalhista baseados em Londres.

A pesquisa, que entrevistou 13.000 pessoas nas últimas três semanas, aponta para um forte potencial de Nigel Farage assumir o cargo de primeiro-ministro — o primeiro em cerca de um século que não é do Partido Trabalhista nem do Partido Conservador.

O ex-líder trabalhista Jeremy Corbyn, que está a tentar construir seu próprio partido de extrema-esquerda, deve manter seu eleitorado em Londres, como independente. Prevê-se que vários círculos eleitorais trabalhistas de longa data nas Midlands e no norte de Inglaterra mudem para o Reform UK.

As projecções indicam grandes derrotas para membros proeminentes do Partido Trabalhista, incluindo os ministros do Gabinete Yvette Cooper, Ed Miliband, Bridget Phillipson e Lisa Nandy, juntamente com a ex-vice-primeira-ministra Angela Rayner. Mesmo assim, com uma projecção de 311 assentos, o partido de Farage seria o maior na Câmara dos Comuns, mas ficaria a 15 assentos da maioria absoluta, o que o obrigaria a formar um governo minoritário ou a fazer acordos com partidos menores de direita.

Acontece que entretanto foi divulgada outra sondagem, realizada a 15 de Setembro, que dá uma confortável maioria ao Reform UK, conquistando mais de 370 assentos parlamentares. Esta pesquisa colocaria o Partido Conservador como o quarto mais votado, elegendo apenas 44 deputados.

 

 

Há porém que moderar as expectativas populistas, já que as legislativas no Reino Unido, caso nada aconteça de anómalo, só irão ocorrer em 2029, e Nigel Farage tem dado sinais de cedência aos poderes instituídos, libertando legítimas dúvidas sobre as suas reais convicções políticas.