O clip em baixo (com cerca de 4 minutos) ilustra um ponto muito importante na defesa da correcção política e da não discriminação.
Como se pode constatar, mais de cento e oitenta empresas optaram sistematicamente por representar o mesmo par: a fêmea caucasoide e o macho africanóide, em detrimento de qualquer outra combinação possível entre as cinco divisões da espécie humana (caucasoide, africanóide, mongoloide, australoide e ameríndia). Ora bem, atentas as divisões e considerando os 2 sexos, existiriam 20 combinações interétnicas possíveis, acrescidas de 5 combinações mono-étnicas, que também devem ser consideradas.
O objectivo aqui não é analisar se a mestiçagem é boa ou má, mas sim provar matematicamente a existência de uma agenda. A probabilidade de esta escolha ser aleatória é de 1 em 25 (0,04). Elevando esta probabilidade ao número de casos (180), obtemos um valor tão infinitesimal (2,34e–252) que a aleatoriedade torna-se estatisticamente impossível. O “secretismo” inicial em torno desta análise servia precisamente para garantir que ela fosse cega e imparcial.
Por conseguinte, há algo que não bate certo na narrativa: a representação não é simétrica. Verifica-se, pois, que só se vêem homens negros com mulheres brancas, mas nunca o inverso. Por outro lado, não se vêem asiáticos com caucasianas, nem com africanóides. Serão então os homens de raça negra os perpetuadores da espécie humana nesta narrativa enviesada? A inconsistência é um total absurdo, sem pés nem cabeça.
A selecção de actores em campanhas publicitárias prova que estas empresas estão, na realidade, a vender o mesmo produto, devidamente camuflado pelo seu ramo de actividade. Desta forma, quando o público vê os anúncios de forma individual, não percebe a lavagem cerebral a que está a ser submetido.
Já se sabia que o grande capital está oportunisticamente alinhado com a agenda woke, e os exemplos são mais do que muitos, como é bem patente no vídeo.
Não vou referenciar quaisquer tenebrosas teorias da conspiração, mas os factos suscitam múltiplas interrogações.
Concluindo, o peixe que nos estão a tentar vender não é fresco, nem congelado… até se pode duvidar que seja peixe. O que é que, de facto, nos estão a vender?
FRANCISCO HENRIQUES DA SILVA
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Francisco Henriques da Silva é licenciado em História, diplomata e autor. Foi Director-geral de Assuntos Multilaterais no MNE e embaixador na Guiné-Bissau, Costa do Marfim, Índia, México e Hungria
As opiniões do autor não reflectem necessariamente a posição do ContraCultura.
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