A Igreja de Inglaterra permitiu que a Catedral de Cantuária, a sua ancestral igreja matriz, fosse vandalizada por graffiters de “comunidades marginalizadas”.

A “instalação” Ouçam-nos apresenta mensagens de graffiti como “Estás aí?”. e “A doença é pecado?” coladas nas paredes, pilares e pavimentos da catedral com 1.400 anos.

A iniciativa gerou reacções contundentes na web, bem como entre as pessoas que visitaram a catedral.  “Acho um sacrilégio”, disse um visitante, enquanto outro comparou o local histórico a “um parque de estacionamento subterrâneo” numa zona perigosa de Londres.

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, comentou a abominação no X:

“É estranho para mim que estas pessoas não vejam a ironia de homenagear as ‘comunidades marginalizadas’ tornando um belo edifício histórico realmente feio.”

 

 

Elon Musk também criticou o acto de terrorismo cultural, afirmando:

“A implacável propaganda anti-ocidental fez com que muitas pessoas no Ocidente queiram suicidar a sua própria cultura. Infelizmente, a propaganda funciona.”

 

 

David Monteith, o reitor assumidamente homossexual de Canterbury, defendeu a instalação, com uma enjoativa salada de palavras, afirmando:

“Há uma crueza que é amplificada pelo estilo do graffiti, que é disruptivo. Esta exposição constrói intencionalmente pontes entre culturas, estilos e géneros e, em particular, permite-nos receber os dons de pessoas mais jovens que têm muito para dizer e a quem precisamos de ouvir.”

A iniciativa decorreu pouco depois da nomeação da nova Arcebispa de Cantuária, Sarah Mullally, a primeira mulher a ocupar o cargo de líder da Igreja anglicana em 1.400 anos. Mullally já causou controvérsia na comunidade anglicana em geral pelas suas visões liberais pró-aborto e militância woke.

A nomeação de Mullally ocorreu poucas semanas depois de a Igreja Anglicana ter nomeado uma mulher assumidamente lésbica como Arcebispa do País de Gales.

O anterior Arcebispo de Cantuária, Justin Welby, demitiu-se, após alegações de que encobriu casos de abuso sexual de crianças durante mais de uma década. Welby era um militante colaborador do World Economic Forum.

Como o Contra já documentou, a igreja anglicana está de tal forma infestada de ideologia woke que considerou a possibilidade de retirar a frase “Pai nosso” do início do Pai Nosso e de instruir o clero a não utilizar pronomes masculinos quando se fala de Deus.

Algumas igrejas do Reino Unido chegaram ao ponto de apagar as referências à natividade e a Jesus numa canção de Natal, substituindo-as por uma celebração das pessoas “queer”.

Em Janeiro de 2024, o Reverendo Brett Murphy viu-se obrigado à demissão do seu cargo por ter publicado um vídeo em que criticava a decisão da Igreja Anglicana de nomear um arquidiácono transgénero, observando que a pessoa em causa é “biologicamente um gajo”.

Em Julho do ano passado, a Igreja Anglicana recusou-se a determinar o que é uma mulher, afirmando que não tinha qualquer definição nos seus livros. Em 2021, anunciou que estava a introduzir quotas para o clero negro e étnico para abrir caminho à “formação antirracismo” na Igreja, bem como para “contextualizar as estátuas da igreja que possam causar ofensa”. No início deste ano, criou um fundo de 100 milhões de libras para “resolver os erros do passado da escravatura”, mesmo quando alguns edifícios da igreja estão literalmente a cair aos bocados.

A Inglaterra foi o primeiro país no mundo a abolir oficialmente a escravatura, em 1772.