Não faltam no Ocidente católicos a insistir que o cristianismo justifica a acção criminosa e o financiamento da máquina de guerra israelita. É uma heresia absoluta, claro e parece que até o actual papado  concorda com as vozes críticas que se levantam por todo o mundo contra a actividade de cinzas a que se tem dedicado o regime Netanyahu na faixa de Gaza.

De facto, o principal diplomata do Vaticano criticou duramente o “massacre em curso” por Israel em Gaza na segunda-feira, considerando a campanha “desumana e indefensável”, numa das mais veementes condenações da Igreja Católica à guerra contra o Hamas. O Cardeal Pietro Parolin apelou também aos terroristas islâmicos para que libertassem os reféns ainda em cativeiro.

O diplomata declarou aos meios de comunicação do Vaticano:

“A guerra travada pelo exército israelita para eliminar os militantes do Hamas ignora o facto de ter como alvo uma população em grande parte indefesa, já à beira do abismo, numa zona onde os edifícios e as casas estão reduzidos a escombros.”

E acrescentou:

“Aqueles que são atacados têm o direito de se defender, mas mesmo a legítima defesa deve respeitar o princípio da proporcionalidade.”

Os últimos relatórios sugerem que o número de mortos em Gaza se aproxima dos 70.000, a grande maioria civis.