Candace Owens divulgou esta semana um pequeno mas bombástico conjunto de mensagens de texto, cuja autenticidade foi posteriormente confirmada pela liderança do TPUSA, mostrando que Charlie Kirk, apenas dois dias antes do seu assassinato, ameaçou “abandonar a causa pró-Israel” depois de perder “2 milhões de dólares por ano” de um “outro grande doador judeu” porque o líder da organização conservadora não “cancelou” Tucker Carlson.

Kirk escreveu num chat privado:

“Acabei de perder outro grande doador judeu. 2 milhões de dólares por ano porque não vamos cancelar o Tucker. Estou a pensar convidar a Candace.”

E noutra mensagem:

“Os doadores judeus enquadram-se em todos os estereótipos. Não posso nem serei intimidado desta forma. Não me deixam outra escolha senão abandonar a causa pró-Israel.”

 

 

O filantropo a que se referia Kirk, segundo o The Grayzone e Owens, é o bilionário sionista Robert Shillman (que também já financiou Tommy Robinson, Laura Loomer e outros).

Owens disse que o grupo de conversação em causa reunia nove pessoas, incluindo Charlie, Josh Hammer e o pastor Rob McCoy, e que havia um “rabi” no chat, que será provavelmente o agente israelita Pessach Wolicki. Wolicki tem um contrato com o governo de Netanyahu para levar influenciadores do movimento MAGA e pró-Trump a Israel em viagens de propaganda.

Outros dois participantes no chat, a julgar pelas suas próprias declarações, parece ser o produtor executivo do The Charlie Kirk Show, Andrew Kolvet, e Blake Neff. A identidade das outras três ou quatro pessoas incluídas na conversa permanece indefinida. Owens disse que revelaria mais nomes no futuro.

Andrew Kolvet confirmou no seu programa, na terça-feira, que as mensagens eram legítimas.

“Aquilo foi uma captura de texto, uma captura de ecrã, que partilhei.”

 

 

Na troca de mensagens, o próprio Kolvet, que pelas suas acções dúbias se tornou uma figura muito suspeita em todo o caso do assassinato do seu patrão, pede encarecidamente a Kirk que não convide Candace Owens para o podcast do TPUSA, como ele parece inclinado a fazer.

 

 

O agente israelita Wolicki e Josh Hammer apareceram recorrentemente nos media após o assassinato de Kirk para troçar das alegações partilhadas por Candace Owens e Max Blumenthal de que Kirk estava a ter um desentendimento com Israel. Horas antes de Owens divulgar as mensagens, Hammer estava a ridicularizar essa tese num directo da SNCTV.

 

 

Tanto um como outro nada disseram até agora sobre estes textos bombásticos e altamente relevantes, que se presume que tenham visto.

Curiosamente, o The Grayzone partilhou, há duas semanas, uma mensagem que foi publicada e apagada pelo activista sionista Shaun Maguire, na qual este alegadamente afirmava estar num “chat de 10 pessoas” com Bill Ackman e Charlie Kirk, onde conversavam sobre Israel.

Ackman negou na noite de segunda-feira que tenha participado em qualquer chat deste tipo, e Owens confirmou que não fazia parte do grupo que recebeu estas mensagens de Kirk.

Josh Hammer, que tinha estado a publicar constantemente no X nos últimos dias, remeteu-se ao silêncio depois destes novos textos partilhados por Owens terem sido revelados.

É de destacar a estratégia assertiva de Candace Owens, que soube esperar que as figuras próximas de Kirk ligadas ao lobby sionista mentissem descaradamente nas redes sociais e na imprensa corporativa sobre o estado periclitante da relação de Charlie Kirk com o aparelho israelita, para agora apresentar provas concretas desse colapso.

Ontem, Candace publicou um post no X em que afirma que, caso algo lhe aconteça, há outras pessoas, como Tucker Carlson, Dave Smith e Max Blumenthal, que estão já em posse de ficheiros e mensagens pessoais que trocou com influenciadores e instituições ligadas ao lobby sionista.

 

 

Este é o episódio integral em que a jornalista independente divulgou as mensagens de Carlie Kirk:

 

 

No podcast de terça-feira, Candace afirmou também que três fontes anónimas ligadas a Charlie Kirk lhe disseram que 24 horas antes de ter sido assassinado, o jovem líder conservador lhes teria confessado que temia pela sua vida. Segundo Owens, duas destas testemunhas têm essa declaração em registo escrito.

É pertinente sublinhar que se a narrativa do FBI sobre o assassinato de Charlie Kirk fosse qualquer coisa de decente e de coerente – não é -, estas mensagens que Kirk enviou a amigos não tinham assim tanta relevância como isso. Mas sendo os factos como são, é difícil deixar cair a suspeita que os sionistas estão envolvidos no atentado de 10 de Setembro.