O Secretário dos Transportes e Administrador da NASA, Sean Duffy, anunciou planos para os EUA estabelecerem uma presença permanente na Lua até 2035. Num discurso no Congresso Internacional de Aeronáutica em Sydney, Austrália, Duffy disse:

“Teremos vida humana sustentável na Lua. Não apenas um posto avançado, mas uma aldeia”.

Esta iniciativa será teoricamente impulsionada pelo programa Artemis, que objectiva um regresso de seres humanos à superfície lunar pela primeira vez desde que o programa Apollo alegadamente levou seis missões tripuladas ao satélite natural da Terra.

O Artemis II, previsto para Fevereiro de 2026, testará o foguetão do Sistema de Lançamento Espacial e a nave espacial Orion, numa missão tripulada em torno da Lua. A missão seguinte, Artemis III, tem como meta uma alunagem em 2027. Ao contrário das missões anteriores, os astronautas permanecerão na Lua durante uma semana inteira, recolhendo dados cruciais para sustentar a presença humana a longo prazo.

Para sustentar as operações durante a noite de 14 dias da Lua, quando a energia solar não está disponível, a NASA planeia implantar um reactor nuclear compacto. O Sistema de Energia de Superfície de Fissão, como é designado, deverá pesar menos de 15 toneladas e produzir 100 quilowatts de electricidade, o suficiente para sustentar sistemas de suporte de vida, equipamentos e infraestruturas de comunicação. A NASA está actualmente à procura de parceiros industriais para ajudar a desenvolver o reactor.

A construção da base pode depender fortemente dos recursos lunares. A NASA está a explorar formas de misturar o solo lunar com agentes aglutinantes para criar uma forma de cimento, que poderá ser utilizado em tecnologias de impressão 3D para construir estruturas no local. Estes métodos não se destinam apenas à Lua, mas também podem desempenhar um papel em futuras e oníricas missões a Marte que exijam a presença humana a longo prazo.

“Estamos a regressar à Lua e, desta vez, quando colocarmos a nossa bandeira, é para ficar”, disse Duffy, que enquadrou o esforço como parte de uma nova “corrida espacial”, com os Estados Unidos a procurarem manter-se à frente de rivais como a China na exploração espacial e na tecnologia.

A China está de facto a progredir em direcção ao seu objectivo de levar astronautas à Lua até 2030, ao ter concluído com sucesso o primeiro “teste abrangente de aterragem e descolagem” do seu módulo Lanyue, em Agosto deste ano.

Ma o mesmo não se pode dizer do programa Artemis.

 

 

Um plano realista. Para um filme de Hollywood.

O programa Artemis, fundamental para o regresso da NASA à Lua, tem sido um desastre completo.

A tecnologia envolvida no programa está datada, continuando a usar propulsores não reutilizáveis, e tudo neste projecto é do tempo da outra senhora, do foguetão ao módulo lunar. A diferença em relação ao programa Apolo é que a engenhoca é mais potente e consegue transportar mais gente.

O lançamento da primeira missão do programa, a Artemis I, que consistia num simples périplo espacial não tripulado, foi um pesadelo, com um atraso de meses. Várias tentativas de lançamento falharam porque os engenheiros da NASA não conseguiram que os motores do foguetão atingissem a temperatura de descolagem. Quando finalmente conseguiram que o engenho desafiasse com sucesso as leis da gravidade, a torre de lançamento ficou destruída depois do foguetão ter partido. Já as sondas que equipavam a missão, e que eram muito menos do que inicialmente estava planeado, não funcionaram de todo ou funcionaram mal, e a agência deu um espectáculo de incompetência absolutamente constrangedor.

Acresce que a missão Artemis II, que faria aterrar na Lua um módulo não tripulado e que estava planeada para 2025, foi protelada para 2028. Mas o Gabinete do Inspector-Geral da NASA avisou em Agosto do ano passado que poderia ser acrescidamente protelada.

O ContraCultura era capaz de apostar o servidor onde está instalado que as probabilidades dos americanos terem uma, mesmo que minimal, base permanente na Lua em 2035 são equivalentes às probabilidades de Musk realizar uma viagem tripulada a Marte em 2031.

Ou seja: muito perto do zero.