Depois dos EUA, da Dinamarca e da França serem afectados pelo fenómeno, tem sido agora relatada a presença de “drones” não identificados sobrevoando locais importantes na Alemanha e na Bélgica.

Os avistamentos motivaram investigações e alertaram para vulnerabilidades em infraestruturas críticas europeias e libertaram suspeitas de espionagem, no contexto do aumento das tensões de segurança entre o Ocidente e a Rússia.

Os incidentes têm seguido um padrão de avistamentos semelhantes em países da NATO. As autoridades estão a investigar possíveis ligações com actores estrangeiros, particularmente a Rússia, embora não tenha sido confirmada nenhuma origem definitiva.

Aliás, e como o Contra já referiu, chamar “drones” a estes objectos é só por si uma fabricação, porque ninguém sabe o que são. E sugerir que possam ser russos ou chineses ou iranianos já é uma alegação que pode ser alocada à categoria de ficção científica, porque, que se saiba, nenhum país no mundo domina uma tecnologia que possa teletransportar objectos voadores agora para um aeroporto em Copenhaga, depois para uma base militar em França, e depois para as cidades da costa leste americana, de tal forma que não sejam detectados por qualquer tecnologia de controlo do espaço aéreo de países que, presume-se, têm altas capacidades de vigilância activadas.

Os “drones” aparecem e desaparecem aqui. Materializam-se e desmaterializam-se ali. Pelos vistos, os russos são donos de tecnologia puf!

Na Alemanha, o Aeroporto de Munique, um dos centros de convergência da aviação comercial mais movimentados da Europa, suspendeu as operações durante quase sete horas, depois de terem sido reportados vários avistamentos de drones a partir das 22h18, hora local, na quarta-feira da semana passada.

O encerramento levou ao cancelamento de 17 voos e ao desvio de outros 15 para aeroportos próximos, incluindo Estugarda, Nuremberga, Viena e Frankfurt, deixando aproximadamente 3.000 passageiros retidos. As autoridades aeroportuárias forneceram camas de campanha, cobertores, bebidas e alimentos aos afectados, tendo os voos sido retomados na manhã seguinte, antes do Dia da Reunificação Alemã.

A polícia e o controlo de tráfego aéreo não conseguiram identificar o tamanho ou o tipo dos drones (as autoridades só têm a certeza que os objectos vieram direitinhos de Moscovo), mas o incidente interrompeu as viagens durante os últimos dias do Oktoberfest de Munique, que já tinha enfrentado uma ameaça de bomba.

Do outro lado da fronteira, no leste da Bélgica, foram observados cerca de 15 drones a sobrevoar a área de treino militar de Elsenborn, uma base da NATO na província de Liège, perto da fronteira com a Alemanha, aproximadamente à 1h45, hora local, do dia 3 de Outubro.

O ministro da Defesa belga, Theo Francken, confirmou a intrusão, e os militares iniciaram uma investigação sobre as origens e os operadores dos drones.

A polícia local da cidade alemã vizinha de Düren avistou-os a sair do espaço aéreo belga para o espaço aéreo alemão.

Os especialistas observam que, embora Elsenborn seja um campo de treino e não um alvo de espionagem de alto valor, a natureza coordenada do voo sublinha vulnerabilidades nos sistemas de detecção e resposta em relação a pequenos veículos aéreos não tripulados.

Estes acontecimentos somam-se a um aumento repentino da actividade de drones em toda a Europa nas últimas semanas.

Na Alemanha, avistamentos anteriores em estados do norte, incluindo Schleswig-Holstein e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, visaram estaleiros, centrais elétricas, hospitais, bases militares como Sanitz e portos como Rostock, muitas vezes em enxames, sugerindo reconhecimento.

Interrupções semelhantes afectaram aeroportos na Dinamarca e na Noruega, com a NATO a reforçar a vigilância na região do Mar Báltico através de iniciativas como a Missão Sentinela Oriental.

 

Muito provavelmente, trata-se apenas de mais uma operação de falsa bandeira.

O presidente russo, Vladimir Putin, comentou os incidentes na Dinamarca, indicando que poderiam ser operações de bandeira falsa, destinados a aumentar os orçamentos de defesa.

 

 

É capaz de estar carregado de razão porque, de facto, os líderes europeus, nas recentes cimeiras da UE, têm discutido, a este propósito, o reforço das defesas, como a proposta de um “muro de drones” ao longo das fronteiras orientais.

A Alemanha está a acelerar a legislação para capacitar as forças armadas da Bundeswehr para abater drones suspeitos perto de locais críticos, abordando as lacunas nas actuais tecnologias de evasão e detecção por radar.

A investigação da Bélgica sobre o evento de Elsenborn apressou-se a concluir pela necessidade de sistemas avançados de combate a drones, uma vez que os objectos passam despercebidos até serem avistados visualmente em locais estratégicos.

Os aliados da NATO estão a partilhar capacidades anti-drone, incluindo a detecção por radar e acústica, para combater o que as autoridades descrevem como um desafio crescente à segurança do espaço aéreo.

E se os “drones” fossem de fabrico dos países em que são avistados, explicariam a sua fantasmática presença, ou seja: poderiam de facto aparecer e desaparecer facilmente das áreas sobrevoadas.

A narrativa dos “drones russos” é de tal forma ridícula que até o Ministro da Defesa da Dinamarca disse que quem acredita nela não deve estar bom da cabeça, recusando inclusivamente a nomenclatura utilizada pelo estabelecimento e pela imprensa corporativa e preferindo chamar ao fenómeno “observações aéreas”.

 

 

Por uma vez, um agente do Regime Pinóquio diz qualquer coisa próxima da verdade.