Numa entrevista ao Daily Caller, o Presidente Trump confirmou que o ataque às instalações nucleares do Irão foi realizado em favor de Israel e lamentou o declínio do poder do lobby sionista na América.
Perguntado sobre o crescente criticismo da opinião pública americana em relação à agenda israelita, principalmente nas faixas demográficas mais jovens e no movimento America First, Trump afirmou:
Sim, eu sei disso. Portanto, Israel é incrível, porque, sabe, tenho um bom apoio de Israel. Tenho. Olhe, ninguém fez mais por Israel do que eu, incluindo os recentes ataques ao Irão, a destruir aquela coisa. Nós, com aquele avião, destruímo-los como nunca ninguém viu antes. Sabe, quando voltámos, a CNN estava a tentar dizer ‘bem, talvez não tenha sido completo’ e acabou por ser totalmente completo, mais do que completo.”
Esta é a confirmação total, directa e clara, de que o ataque ao Irão foi feito para cumprir a vontade do governo Israelita e não por qualquer interesse estratégico dos Estados Unidos. E quanto à eficácia da operação, convém lembrar que foram os próprios serviços de inteligência norte-americanos que afirmaram que os ataques aéreos mencionados por Trump não destruíram a capacidade nuclear do Irão.
Muitos dos representantes do lobby sionista em Washington tentaram vender ao mundo, no mês passado, a ideia de que o ataque ao Irão servia a agenda America First da Casa Branca, só para serem desmentidos por Trump, ao assumir que atacou o Irão para “fazer mais” por Israel.
Mark Levin on Sunday: Trump’s attack on Iran wasn’t for Israel—it was for America! I spoke to him personally about it!
Trump live on Mark Levin’s show Tuesday: I wiped out Iran’s nuclear facilities for Israel.
— Chris Menahan 🇺🇸 (@infolibnews) August 20, 2025
Ignorando os sentimentos do seu eleitorado e manifestando claramente que está completamente alienado daquilo que os americanos pensam sobre o assunto, o inquilino da Casa Branca lamentou a perda de influência dos sionistas na América, acrescentando:
“Se recuarmos 20 anos, Israel tinha o lobby mais forte no Congresso do que qualquer outro órgão, empresa, corporação ou Estado que eu já tenha visto. Israel era o mais forte. Hoje, não tem um lobby tão forte. É incrível. Houve um tempo em que não se podia dizer mal, se se queria ser político, não se podia dizer mal. Mas hoje, tens, sabes, AOC mais três, e tens todos estes lunáticos, e eles mudaram mesmo tudo. És demasiado novo para saber isto, mas se recuares 15 anos, provavelmente foi quando tudo começou, certo? Israel, compreende isso muito bem, Israel foi o lobby mais forte que eu já vi. Eles tinham o controlo total sobre o Congresso, e agora não têm, sabes, estou um pouco surpreendido por ver isso. E as pessoas esqueceram-se do dia 7 de Outubro.”
Não deixa de ser espantoso que o presidente dos Estados Unidos lamente a diminuição da influência hegemónica de outro país na orgânica de poder da sua própria nação, ao ponto de deter um “controlo total sobre o Congresso”.
Mas há mais, porque Donald Trump não é homem para se deter pelo bom senso:
“Sabes, o dia 7 de Outubro foi um dia realmente horrível, porque eu vi as fotografias. Sabes, há pessoas que negam que tenha acontecido, são negacionistas. Há pessoas que negam que o Holocausto tenha acontecido. Então, vão ter de acabar com esta guerra. Mas isso está a prejudicar Israel. Não há dúvida. Podem estar a ganhar a guerra, mas não estão a ganhar no mundo das relações públicas, sabes, e isso está a prejudicá-los. Mas Israel era o lobby mais forte que alguma vez existiu há 15 anos, e agora está a ser prejudicado, especialmente no Congresso.”
Trump já repetiu esta linha aldrabada de raciocínio por várias vezes, relacionando o holocausto com o 7 de Outubro, enquanto teima em olvidar o genocídio que está a ocorrer em Gaza, patrocinado e armado pelos EUA.
É também de sublinhar a fragilidade do argumento do presidente dos Estados Unidos, que alega que o seu poder para defender a agenda sionista chegou ao fim porque um punhado de congressistas vota agora contra as suas intenções de apoiar os mais loucos delírios de Benjamin Nethanyahu.
Este último argumento de Trump parece constituir uma desculpa para que, a prazo, o presidente americano possa enfim lavar as mãos que tem sujas de sangue. Mas refém como é da influência e do poder sionista, essa intenção higiénica será bem difícil de concretizar.
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