Sempre que as elites vomitam o verbo sobre o público, devemos interpretar as suas afirmações pelo seu significado inverso.
Por exemplo, quando acusam as massas de desinformação, é porque a desinformação é o seu primeiro recurso para confundir… as massas.
Um caso paradigmático é o dos “drones” que estão a sobrevoar aeroportos e instalações militares há já coisa de dois ou três anos, em números malucos, por todo o mundo. Um relatório recente revelou mais de 8.000 avistamentos de OVNIs só nos EUA, entre 2022 e 2025. Na última semana, o fenómeno foi identificado com especial destaque mediático na Dinamarca e em França.
Chamar “drones” a estes objectos, muitos deles de grandes proporções, é um primeiro truque de prestidigitação, porque na verdade ninguém sabe o que são. Mas, apoiada pela amplificação falsificadora da imprensa corporativa, a narrativa vai mais à frente no esforço de iludir o público, confundindo circunstâncias e ocorrências relacionadas com a guerra na Ucrânia e as tensões entre o ocidente e a Rússia, para deixar no ar a ideia de que estes “drones” observados na Dinamarca e em França são de origem russa, como em Dezembro do ano passado os “drones” de New Jersey seriam chineses ou iranianos.
No matter how many times they use the word “drone”, it doesn’t make them one. Drones don’t just vanish.
Video of one recorded over Copenhagen Airport in Denmark last night. They weren’t drones. Those aren’t FAA lights. pic.twitter.com/y4Sj9toTdu
— SkepticalBeliever (@SKEPTICLBELIEVR) September 25, 2025
🚨Does This Drone Look Familiar? Aalborg Denkmark, Sep 25, 2025
The video was recorded in Denmark, the still images are NJ Drones.
Do we all see whats going on here?#ufotwitter #uapX #denmarkdrones #njdrones
Video Source:https://t.co/bgSILGUcOS pic.twitter.com/KmSoa6xOjK— Skywatch Signal (@UAPWatchers) September 26, 2025
Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso consegue perceber que nenhuma tecnologia humana seria capaz de levar enxames de drones de Pequim à costa leste americana sem que fossem detectados na travessia de meio globo. Da mesma forma que não se consegue explicar como é que Moscovo lança drones que viajam pela Europa até Paris e Copenhaga sem serem notados por ninguém, até se manifestarem nos aeroportos franceses e dinamarqueses, já para não falar nas necessárias e impraticáveis capacidades autonómicas, necessárias a essas ambiciosas manobras.
Aparentemente, os radares dos aeroportos civis e militares nem sequer conseguem rastrear estes objectos.
No caso dos “drones” de New Jersey, os objectos mudavam até de morfologia, como uma espécie de transformers, fenómeno que ninguém alguma vez conseguiu explicar fora do âmbito hollywodesco.
E se os russos são senhores desta tecnologia de ficção científica, porque não a aplicam no teatro de operações na Ucrânia? E porque raio a tornariam pública, numa operação de mero reconhecimento, anulando assim o efeito surpresa que idealmente seria reservado para uma acção militar?
E, de qualquer forma, onde estão as provas materiais de que se tratam de
a) drones;
b) drones russos.
Foi algum destes objectos capturado? Há imagens de alta resolução que identifiquem a sua origem tecnológica? Há documentação secreta ou dados de inteligência que estabeleçam uma relação de causa e efeito?
Não, não e nem pouco mais ou menos.
Esta indústria de cortinas de fumo e paredes de ruído sobre a realidade, sem que alguma vez sejam esclarecidos os factos, deixa as pessoas iludidas, confusas e equivocadas. E cria perigosas circunstâncias e mal entendidos que podem até espoletar a III Guerra Mundial.
No momento em que o relógio do apocalipse nuclear está mais perto da meia-noite do que alguma vez aconteceu, vale a pena ouvir Ross Coulthard sobre este assunto, para percebermos até que ponto estamos a ser enganados e como essa intenção fraudulenta pode representar uma muito séria ameaça para a humanidade.
Paulo Hasse Paixão
Publisher . ContraCultura
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