Numa entrevista divulgada no início de Setembro, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apelou abertamente à censura nas redes sociais para travar os “argumentos de sangue do século XXI”, como a alegação de que Israel está a matar crianças à fome em Gaza.

Netanyahu disse no Podcast Triggernometry, um instrumento britânico de propaganda pró-Israelita:

“Israel é acusado de matar crianças à fome, da mesma forma que, na Idade Média, os judeus eram acusados ​​de matar crianças cristãs pelo seu sangue. Precisamos de fazer algo em relação aos algoritmos das redes sociais.”

 

 

Netanyahu está aqui a fazer eco da linha adoptada por outros influenciadores a soldo do sionismo internacional de que se uma criança morre de inenação mas também tinha uma condição pré-existente, a sua morte não é notícia. Netanyahu defende que tais notícias devem ser suprimidas por algoritmos que protejam a sua narrativa.

“As crianças que estamos a matar à fome estão doentes e enfermas” não é propriamente o argumento mais convincente, mas é o que os sionistas estão a usar.

No início da mesma entrevista, Netanyahu defendeu as atrocidades que Israel está a cometer em Gaza, mencionando a mortandade provocada pelos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial.

Em vez de reagirem ou simplesmente questionarem estes argumentos espúrios, Konstantin Kisin e Francis Foster, os apparatchiks de serviço do Triggernometry, simplesmente concordaram e seguiram em frente.

 

 

Netanyahu também ironizou com ideia de ter tentado arrastar os Estados Unidos para a guerra, afirmando:

“Dizem que Netanyahu está a tentar arrastar Trump para uma guerra. Ouviram isso?”.

Acenou com a mão como se estivesse a fazer um truque de magia e depois enganou-se ao insistir que não quer que as “tropas terrestres americanas conquistem o Irão”. Depois, sem qualquer ironia, elogiou Trump por ter entrado na guerra com o Irão em nome de Israel.

 

 

Apesar de apresentarem a entrevista como “difícil”, Konstantin Kisin e Francis Foster saíram do seu caminho para facilitar a vida ao primeiro-ministro israelita e até se deixaram rir quando o criminoso de guerra os elogiou por enfrentarem a “direita woke”.

Num encontro do Chabad na semana passada, Matt Brooks, da Coligação Judaica Republicana, disse que passou “muito tempo” a falar com Netanyahu sobre a “ameaça existencial” da “direita woke” — categoria em que incluiu Nick Fuentes, Tucker Carlson e Candace Owens. Os comentários de Netanyahu parecem confirmar que o sionismo tem agora um novo alvo.

As exigências do líder sionista já estão a ser postas em prática no TikTok. No mês passado, a nova czarina da censura desta rede social, Erica Mindel, uma antiga instrutora das Forças de Defesa de Israel (IDF) revelou novas regras de supressão do discurso que visam claramente suprimir as críticas ao regime de Telavive.

 

 

O TikTok está a cumprir estas exigências sob ameaça de ser banido nos Estados Unidos, uma vez que o Congresso aprovou em 2023 uma lei sem precedentes para banir o site dos EUA, por permitir que as críticas a Israel se tornassem virais. O META de Zuckerberg também está a censurar agressivamente conteúdos que não agradam ao regime sionista.

No início deste ano, a chefe da “Diáspora Judaica” do META, Jordana Cutler, disse a um grupo de israelitas numa conferência:

“Criámos protecções específicas para israelitas e judeus. Banimos conteúdos que alegam que os sionistas governam o mundo ou controlam os meios de comunicação.”

Em 2020, sob pressão do Congresso Judaico Mundial, Mark Zuckerberg baniu todos os conteúdos que retratassem

“judeus a governar o mundo ou a controlar grandes instituições, como as redes de media, a economia ou o governo”.

Na altura, o The Jewish Daily Forward noticiou:

“A ideia de banir conteúdo que promova estereótipos de controlo global judaico surgiu há um ano, numa reunião com vários grupos judaicos convocada pelo Facebook, e foi impulsionada principalmente pelo Congresso Judaico Mundial.”

Por seu lado, a administração Trump deixou cair a sua prometida defesa da liberdade de expressão, quando o discurso não compagina com a narrativa sionista, e está a perseguir e a deportar activamente imigrantes com “ideologias antissemitas”.

Entretanto, o procurador federal interino no Nevada, nascido em Israel, recusou processar um alto quadro do regime Netanyahu, preso numa operação que visava uma rede de pedófilia. O suspeito disse às autoridades que tinha planos para regressar a Israel, e mesmo assim foi autorizado a fugir.

Porque quem manda é Netanyahu e os sionistas até podem violar os filhos dos americanos que ninguém vai aborrecer-se grande coisa por causa disso.