O leninista-globalista Keir Starmer anunciou na semana passada a introdução do BritCard, um cartão de identificação digital de uso obrigatório para viver e trabalhar no país, que marca  uma mudança significativa na forma como os indivíduos interagem com o Estado e acedem aos serviços públicos.

Como sempre acontece nestas situações de prossecução da agenda globalista, o sistema está a ser imposto sob falsos pretextos, como uma forma de defender as fronteiras do reino e controlar a entrada de ilegais no mercado de trabalho e no acesso à segurança social e ao serviço universal de saúde britânico.

Mas se o governo britânico quisesse realmente proteger as suas fronteiras, não acolheria como acolhe toda a gente que entra ilegalmente no país, com mil e um benefícios imediatos, alojamento em hotéis de quatro estrelas, subscrições da Netflix e vouchers da Amazon.

Se o governo britânico quisesse realmente proteger suas as fronteiras, patrulharia a costa fazendo recurso de todos os meios policiais ao seu dispor, em vez de os utilizar para deter cidadãos por crimes de opinião.

Se o governo britânico quisesse realmente proteger as suas fronteiras, mobilizaria os meios militares necessários para combater a invasão a que o país está a ser sujeito, em vez de os desperdiçar em planos ridículos de defesa contra uma imaginária ameaça russa.

Se o governo britânico quisesse realmente proteger as suas fronteiras, faria passar legislação que não facilitasse a entrada de milhões de imigrantes económicos, mascarados de refugiados.

Mas adiante.

O líder do Reform UK, Nigel Farage, criticou veementemente o plano do governo britânico de impor um sistema de identificação digital obrigatório, classificando-o como uma séria ameaça à liberdade pessoal. Farage disse que se opõe “veementemente a isso de todas as formas”, alertando que tal esquema daria ao Estado controle excessivo sobre a vida dos cidadãos comuns.

Farage expressou profunda preocupação com o potencial de vigilância em massa, afirmando:

“Eles podem saber onde tu estás a cada momento, e ver quanto dinheiro entra e sai das tuas contas.”

O líder da oposição também levantou preocupações sobre as restrições climáticas que poderiam ser impostas por meio do monitorização digital, alertando:

“Eles podem decidir que não podes ir para Marbella, porque já esgotaste a tua pegada de carbono anual”.

Referindo-se à pandemia COVID-19, Farage fez comparações com o uso de passaportes de vacinação, que dividiram a sociedade.

“Francamente, eu já vi o suficiente durante a pandemia com os passaportes de vacinação. Isso criou uma sociedade de duas classes: quem podia viajar e quem não podia. Fomos vistos como um perigo, a menos que fossemos vacinados. As nossas liberdades foram tiradas nesse período como nunca vimos antes.”

 

 

O plano também provocou reacções negativas de grupos de liberdades civis. Tanto a Liberty como a Big Brother Watch alertaram que o BritCard poderia ameaçar a privacidade e a igualdade. A Big Brother Watch recolheu mais de 101.000 assinaturas contra a proposta, argumentando que ela poderia forçar migrantes vulneráveis a condições ainda mais inseguras, sem combater eficazmente a imigração ilegal.

A ministra do Interior, Shabana Mahmood, no entanto, apoiou a medida, argumentando que as identidades digitais poderiam ajudar a reduzir o emprego ilegal e melhorar o acesso aos serviços governamentais. Este apoio, porém, só reforça a tese de que a tecnologia orwelliana não tem nada que ver com controlo das fronteiras, porque Mahmood tem um registo de activista muçulmana de extrema-esquerda, que está tão interessada em conter os fluxos migratórios no Reino Unido como Keir Starmer em promover a liberdade de expressão.

O Reino Unido não é o único país a implementar sistemas de identificação digital. Esforços semelhantes estão em andamento na União Europeia (UE), onde identidades digitais estão a ser vinculadas a dados bancários, registos de saúde e até mesmo rastreamento biométrico. Os críticos alertam que esses sistemas podem levar a uma maior vigilância governamental e à perda da autonomia pessoal.

Figuras proeminentes do globalismo que domina as esferas do poder no Ocidente, como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, também defenderam o uso de sistemas de identificação digital para monitorar e isolar a oposição política, principalmente aqueles associados a movimentos populistas.

Entretanto, uma petição contra a introdução deste sistema no Reino Unido já recolheu 1,6 milhões de assinaturas.

Não há muitos anos atrás, os bifes orgulhavam-se de nem sequer terem um bilhete de identidade analógico. Agora vão passar directos para a monitorização digital.