O ex-director do FBI, James Comey, foi formalmente acusado de falsas declarações e obstrução à justiça pelo Departamento de Justiça norte-americano.

A acusação surge depois de o presidente Donald Trump ter solicitado publicamente a abertura de processos contra Comey e outros, instando o Departamento de Justiça a agir “imediatamente”, numa reprimenda pública, através de um post no Truth Social, dirigida à procuradora-geral Pam Bondi.

As acusações surgem também depois de Trump ter demitido Erik Siebert, procurador-geral dos EUA para o Distrito Leste da Virgínia, que alegadamente tinha reservas quanto ao levantamento de qualquer processo contra Comey. Trump substituiu Siebert por Lindsey Halligan, conselheira da Casa Branca e sua antiga advogada de defesa.

No início da semana passada, Trump escreveu a este propósito no Truth Social:

“Pam Bondi está a fazer um ÓPTIMO trabalho como Procuradora-Geral dos Estados Unidos… mas precisa de uma procuradora forte no Distrito Leste da Virgínia, como a minha recomendação, Lindsey Halligan, para fazer as coisas andarem.” 

 

 

O que é realmente estranho, para sermos moderados, é que no post imediatamente anterior, tinha escrito:

“Pam: Já revi mais de 30 declarações e posts que dizem, essencialmente, ‘a mesma velha história como da última vez, só conversa, nenhuma acção. Não está a ser feito nada. E o Comey, Adam ‘Shifty’ Schiff, Leticia??? São todos culpados como o diabo, mas nada vai ser feito.’ Depois, quase colocámos um procurador dos EUA apoiado pelos democratas, na Virgínia, com um passado republicano muito mau. Um RINO Woke, que nunca faria o seu trabalho. É por isso que dois dos piores senadores democratas o promoveram tanto. Chegou a mentir à comunicação social e disse que pediu demissão, e que não tínhamos um caso. Não, despedi-o, e há um GRANDE CASO, e muitos advogados e especialistas jurídicos dizem isso. A Lindsey Halligan é uma advogada muito boa e gosta muito de si. Não podemos adiar mais, está a matar a nossa reputação e credibilidade. Destituíram-me duas vezes e indiciaram-me (5 vezes!), por NADA. A JUSTIÇA TEM DE SER FEITA, AGORA!!!”

Agora é incompetente, minutos depois está a fazer uma grande trabalho. Claramente, o presidente dos Estados Unidos da América não pode estar bom da cabeça e devia tomar os medicamentos.

Em Junho de 2023, o ex-director do FBI manifestou, num raro acesso de presciência, receio de um regresso de Trump, confessando à BBC que considerava a ideia

“profundamente assustadora, porque ele será o ‘presidente da retribuição’… mais inteligente do que foi da última vez”.

O caso contra Comey, que só peca por ser curto e tardio, pode tornar-se um teste crucial tanto para o Departamento de Justiça como para o poder judicial federal, com implicações de longo alcance para a intersecção entre política e aplicação da lei.

Para além de conduzir o FBI como uma polícia política, que manipulava eleições, perseguia activamente a dissidência e até a fé cristã, Comey envolveu-se de alma e coração na fraude do conluio russo.

Em Maio, o apparatchik do Estado profundo publicou uma fotografia no Instagram que apelava claramente ao assassinato de Donald Trump.

Pagará o preço da sua infâmia?