Um caso chocante na Áustria fez manchetes em todo o país depois de um grupo de sete jovens ter violado uma professora, abusado dela, incendiado o seu apartamento e até decapitado um animal, segundo os procuradores.

Os jovens estão agora a ser julgados, acusados ​​de abusar da professora durante meses. Com idades entre os 14 e os 17 anos, compareceram no tribunal distrital de Liesing, em Viena.

A comunicação social austríaca publicou várias reportagens sobre o caso, incluindo no Der Standard e no Kronen Zeitung. A vítima é uma professora de quase 30 anos. A lista de acusações é chocante, incluindo extorsão agravada, violação em grupo, violação, abuso sexual, tráfico de drogas e incêndio.

A vítima contou à polícia que teve relações sexuais consentidas com um dos alunos menores de idade em Abril de 2024. Tinha 16 anos na altura. A partir daí, o seu relacionamento decaiu para a violência

Os procuradores afirmam que o adolescente apareceu posteriormente no apartamento com outros jovens, que se auto-intitulavam como o ‘gangue Liesing’. Disseram então que tinham material para chantagear a professora depois de esta ter tido relações sexuais com um deles, e posteriormente usaram essa informação para conseguir mais sexo, bem como drogas e outros bens da professora.

Os jovens começaram também a filmá-la e a tirar fotografias, que, segundo a professora, foram utilizadas para construir mais material para chantagem. Armados com essas imagens, obrigaram a professora a comprar-lhes droga, comida e tabaco.

Um jovem iraquiano de 15 anos é acusado de exercer extrema pressão sobre a vítima, exigindo-lhe que pagasse diversos artigos. O jovem de 15 anos obteve ainda os dados de multibanco da mulher, usando-os para pagar 31 viagens Uber e Bolt, no valor de 545,28 euros.

No entanto, as acusações mais graves estão relacionadas com alegações de abuso sexual. A mulher afirma ter sido forçada a manter relações sexuais com os adolescentes, que a imprensa identificou como tendo origem imigrante na maioria dos casos.

Os membros do gangue também lhe mostraram vídeos intimidantes das suas ações, incluindo um clip em que decapitavam um animal. Não é claro se são acusados ​​de algum crime relacionado com a decapitação, dado que o animal já estava morto.

Acredita-se que os jovens incendiaram o apartamento da vítima, segundo os procuradores. A professora estava de férias quando invadiram o seu apartamento, fizeram uma festa e, de seguida, incendiaram a casa.

Quatro membros do grupo foram identificados nas imediações do apartamento pouco antes do início do incêndio. Um jovem iraquiano de 15 anos ligou-se ao Wi-Fi do domocílio pouco antes do incêndio criminoso. Um dos relógios da mulher foi também recuperado junto da irmã do adolescente, depois de este lho ter oferecido.

Assim que a professora regressou ao seu apartamento, contactou as autoridades sobre os detalhes do caso.

“Durante a investigação policial sobre a causa do incêndio, ela contou finalmente aos polícias a sua provação de meses”, segundo o Ministério Público de Viena.

A polícia encontrou provas de ADN de dois membros do gangue, em pontas de cigarro, na cena do crime. Os adolescentes negam todas as acusações. Um jovem de 15 anos admitiu ter apanhado um táxi, pago pela professora. Todos afirmam que a mulher teve relações sexuais consentidas com eles.

Os jovens podem enfrentar até sete anos e meio de prisão se forem condenados, de acordo com o Kronen Zeitung.

Sete anos e meio.