Porque é um dever de cidadania desconfiar de qualquer narrativa oficial estabelecida pelas “autoridades”, na geografia ocidental dos tempos que correm, o ContraCultura tem tentado documentar as razões que fragilizam as conclusões da investigação conduzida pelo FBI e pelas forças policiais do UTAH ao assassinato de Charlie Kirk.

Acontece que há tantos factos, há tantas suspeitas, há um nível de incompetência e desleixo (ou de intenção maliciosa) de tal forma aberrante, que se torna até difícil acompanhar essas fragilidades.

Neste contexto, e apesar da extensão dos artigos que publicámos sobre este assunto, ficaram circunstâncias estranhas ou contraditórias por documentar, como o facto, fisicamente impossível, de uma bala de calibre .30-06 ter ficado retida no corpo da vítima. Trata-se de um calibre usado para caça grossa. A bala mede mais de sete centímetros de comprimento e impactou Charlie Kirk a uma velocidade de mil metros por segundo. A possibilidade deste projéctil ter ficado alojado no corpo de Kirk é de tal forma remota que a versão oficial explica a improvável ocorrência como um “milagre”, literalmente.

Aparentemente, a bala entrou por um ângulo inferior do pescoço de Kirk, embateu na sua coluna dorsal, desceu até à cavidade cardíaca, onde implodiu, matando a vítima instantaneamente, e voltou a subir para ficar “miraculosamente” alojada algures entre o pescoço e a caixa pulmonar.

Há um outro problema com esta narrativa: os rumores que circularam durante horas depois do atentado de que Charlie Kirk tinha chegado com vida ao hospital.

A maior parte dos peritos em balística considera porém que a explicação mais provável é que a bala atingiu o activista conservador norte-americano pelo seu lado direito e não pelo seu lado esquerdo e que o jorro de sangue que vemos nas horríveis imagens do momento em que é atingido corresponde à saída do projéctil e não há entrada. O movimento corporal de Kirk, que sugere um impacto da sua direita para a sua esquerda também fortificam esta tese.

Por outro lado, análises acústicas efectuadas ao som do disparo revelam que o atirador estaria provavelmente posicionado ao nível do solo, a não mais que 30 metros do alvo e à direita do alvo.

 

 

Nesta imagem podemos observar os círculos que mapeiam as prováveis localizações do disparo, segundo a análise audio de registos captados em três pontos diferentes. Como se constata, a posição de Tyler Robinson (pin vermelho – ‘rooftop’) está completamente desenquadrada das probabilidades.

 

 

Os três círculos enquadram, no seu perímetro máximo, o topo de um edifício (centro-direita na imagem, com piso branco) onde imagens vídeo captaram a presença de uma silhueta humana, momentos antes do disparo, que desaparece logo depois.

 

 

Uma outra aberração que escapou ao ContraCultura reside nas alegadas conversações por mensagens de texto entre Tyler Robinson e o seu companheiro de domicílio /namorado trans, divulgadas entretanto pelas autoridades, cujo tom retórico é mais adequado ao século XIX do que ao século XXI e que muitos têm sugerido que resulta de um péssimo briefing dado ao sistema de inteligência artificial que redigiu os diálogos. É de facto muitíssimo difícil acreditar que dois jovens woke norte-americanos conversem desta forma rebuscada, e que Robinson, que formalmente ainda não confessou o crime, tenha deixado todos os detalhes dos seus actos, com jargão policial e tudo, para facilitar a vida aos investigadores. Vale a pena ler, para (des)crer.

 

 

Estes factos, somados a todos os outros que o Contra já documentou e a mais alguns que não terá documentado, porque ninguém está a aceitar a narrativa oficial e a web está a implodir com suspeitas e pistas e novos dados, justificam a capitulação do FBI, que se preparava para fechar a investigação na segunda-feira, mas terá cedido à pressão popular e mediática, de tal forma que o director da agência federal, Kash Patel, se viu obrigado a publicar no X a seguinte mensagem:

Como Director do FBI, estou empenhado em garantir que a investigação do assassinato de Charlie Kirk seja completa e exaustiva, procurando todas as pistas até à sua conclusão.

Todo o peso das agências policiais americanas está a acompanhar activamente as provas que surgiram, mas os nossos esforços vão para além das descobertas iniciais. Estamos a examinar todas as facetas deste assassinato.

Estamos a investigar meticulosamente teorias e questões, incluindo o local de onde o tiro foi disparado, a possibilidade de cúmplices, a confissão por mensagem de texto e conversas relacionadas, conversas no Discord, o ângulo do tiro e o impacto da bala, como a arma foi transportada, gestos com as mãos observados como potenciais “sinais” perto de Charlie no momento do seu assassinato e visitantes à residência do alegado atirador nas horas e dias que antecederam o 10 de Setembro de 2025.

Alguns detalhes são conhecidos hoje, enquanto outros ainda estão a ser investigados para garantir que todas as possibilidades são consideradas. O nosso foco principal é concluir esta investigação e fazer justiça. Para proteger a integridade da investigação e do processo subsequente, não podemos divulgar todas as informações que temos ao público neste momento. Garantiremos que todas as perguntas serão respondidas no momento apropriado.

Em relação a detalhes específicos, como perguntas sobre o avião que alegadamente desligou o seu transponder após levantar voo de um aeroporto próximo do local do assassinato, podemos partilhar actualizações quando as respostas forem confirmadas. Após entrevistas com o piloto e consulta à FAA, determinámos que o transponder não estava desligado. Dados incompletos de voo em áreas rurais causaram a aparente lacuna.

Todo o FBI chora a perda de Charlie Kirk. Não descansaremos até que a justiça seja feita e a nossa investigação sobre este assassinato continuará até que todas as perguntas sejam respondidas.

 

 

Esta mensagem, porém, soa mais a um intenção de debunking do que propriamente a uma genuína vontade de investigar e esclarecer todas as “teorias e questões”. Até porque, a confirmarem-se as suspeitas de que Tyler Robinson não passa de um bode expiatório, mais um na lamentável história de encobrimentos e mentiras e cortinas de fumo que rodeiam os assassinatos e as tentativas de assassinato de figuras políticas proeminentes nos EUA, o FBI teria que expor a sua própria agenda mafiosa e Patel teria necessariamente que apresentar a sua demissão.

Não podemos assim esperar grande coisa destas declarações e Kash Patel recorrerá, mais tarde ou mais cedo, à sua máxima favorita:

“Não há nada para ver aqui.”