Uma parte significativa dos crimes violentos e graves na Alemanha pode ser atribuída a cidadãos alemães com origens estrangeiras, mas os dados sobre este assunto são, na sua maioria, ocultos.
As estatísticas de crimes de clãs em Berlim foram divulgadas e destacam como os relatórios oficiais sobre esta matéria são amplamente distorcidos na Alemanha, não tendo em conta a origem migratória dos suspeitos. Em vez disso, são atribuídos cada vez mais crimes graves a alemães de origem migrante, o que não proporciona um panorama objectivo das tendências da criminalidade no país.
Em 2024, houve 851 crimes de clãs registados em Berlim, de acordo com o “Relatório da Situação dos Crimes de Clãs”, divulgado pelo Departamento do Interior do Senado e pela Polícia Criminal do Estado.
Estas estatísticas dos clãs são importantes por várias razões, mas também oferecem uma visão de quantos crimes graves são atribuídos a alemães sem qualquer contexto sobre a origem migratória dos suspeitos.
Os dados somam 616 suspeitos de crimes de clãs. Destes suspeitos, 324 têm cidadania alemã. Outros 108 são “apátridas”, 94 são libaneses, 28 são turcos, 15 são sírios e 47 têm múltiplas nacionalidades. O registo totaliza 292 suspeitos estrangeiros. Isto significa que, em Berlim, mais de metade dos suspeitos de crimes de clã são listados como alemães nos dados criminais, totalizando 52,6%.
O que se sabe é que todos estes membros de clãs têm origem estrangeira e quase todos são de um país do Médio Oriente ou têm antecedentes familiares de um país do Médio Oriente. As famílias – em geral, têm raízes turcas, libanesas ou árabes e operam por áreas demarcadas regionalmente.
No entanto, a esquerda alemã analisa estes mesmos dados e diz: “Vejam, não são só os estrangeiros que cometem crimes, os alemães também os cometem!”. Mas qualquer pessoa com uma compreensão rudimentar dos dados sabe a verdade, e os estes números sobre os crimes de clãs apenas ajudam a confirmá-la.
Esta é realidade das estatísticas criminais em toda a Alemanha: uma percentagem significativa dos crimes, muito provavelmente a maioria, é cometida por cidadãos alemães que não são nativos ou que são migrantes de segunda geração. Frequentemente, são crimes graves, agressões, assassinatos, roubos e métodos de extorsão próprios do crime organizado. Cada vez que um destes membros de clã comete um crime, entra na categoria “alemão”. A esquerda rejubila. Isto encaixa na narrativa de que o problema da criminalidade não reside na “diversidade”.
A lógica não se aplica apenas aos clãs, mas a uma vasta gama de crimes no país. É claro que os alemães também cometem crimes, mas quando se trata de certos dados, como as violações em grupo, as estatísticas não contam a história completa. No estado mais populoso da Alemanha, metade dos suspeitos de violações colectivas são estrangeiros, mas quando os nomes dos suspeitos são revelados, pelo menos metade dos suspeitos com cidadania alemã têm nomes claramente alienígenas.
À medida que cada vez mais pessoas com origens estrangeiras se tornam cidadãos alemães no país, cada vez mais suspeitos de crimes serão listados como alemães. A esquerda voltará a concordar, confirmando o que supostamente sabia o tempo todo.
A esquerda usou a cidadania como arma para enganar os eleitores sobre o papel dos estrangeiros e do crime. Têm trabalhado para naturalizar o maior número possível de estrangeiros, por várias razões, claro, incluindo a consolidação do seu bloco eleitoral. No entanto, também sabem que o problema da criminalidade perpetrada por imigrantes tem sido uma plataforma eleitoral importante para a AfD. A solução? Tornar os estrangeiros cidadãos alemães, e toda esta criminalidade estrangeira acabará por ser bastante reduzida. Em vez disso, serão os alemães a cometer os crimes.
A questão é premente porque a criminalidade estrangeira está numa proporção recorde, ao mesmo tempo que a criminalidade violenta atinge níveis máximos. Actualmente, apesar de muitos alemães de origem estrangeira cometerem crimes e serem contabilizados nas estatísticas como alemães, a explosão da criminalidade estrangeira na Alemanha é ainda assim enorme, de tal forma que não pode ser escondida nem explicada dentro das narrativas do estabelecimento.
A Alternativa para a Alemanha defendeu que as estatísticas criminais representem a origem estrangeira dos suspeitos, mesmo que estes tenham cidadania alemã. Se tiverem pais estrangeiros, por exemplo, a AfD defende que as estatísticas criminais o reconheçam e informem sobre o assunto.
Fazer isto não só proporcionaria um panorama mais preciso e realista de quem está a cometer crimes na Alemanha, como também daria uma ideia de como a integração se está a desenvolver para as comunidades migrantes alemãs ao longo das décadas.
A vizinha Dinamarca mantém dados sobre a origem étnica dos criminosos nas estatísticas, que pintam um quadro preocupante. Os dados mostram que os cidadãos dinamarqueses com origem migratória apresentam, na realidade, taxas de criminalidade mais elevadas do que os seus pais migrantes de primeira geração, que já apresentavam taxas de criminalidade muito mais elevadas do que os dinamarqueses nativos.
No entanto, pode presumir-se que, se estes relatórios fossem realmente alterados na Alemanha, seria um desastre para as alegações de que a imigração em massa tem sido um benefício líquido para o país. Como resultado, nenhum governo composto por partidos do arco leninista-globalista irá alterar a lei para rastrear estes dados.
Os números de 2024 mostram alguns sinais promissores, com menos 20% de crimes rastreados do que no ano anterior. No entanto, estes dados podem relacionar-se directamente com o facto de a polícia de Berlim estar envolvida noutras operações. Devido ao Europeu de futebol e às inúmeras manifestações relacionadas com o conflito de Gaza, a polícia não conseguiu agir contra os criminosos dos clãs com a mesma frequência no ano passado (74 operações) como no ano anterior (2023: 126 operações).
Por outras palavras, pode não haver menos crimes relacionados com clãs, mas apenas menos operações policiais que visam prender membros de clãs. Só o tempo dirá se os crimes de clã estão realmente a apresentar uma tendência decrescente a longo prazo.
A publicação alemã BZ aponta uma série de exemplos extremos ocorridos em Berlim, incluindo um criminoso de 29 anos sem cidadania que só no ano passado cometeu 22 crimes, incluindo agressões, furtos de veículos, condução sem carta, vandalismo e actos de violência.
Agressões, roubos, tráfico de droga, branqueamento de capitais, fraude, ameaças com armas, infracções de trânsito, furto e peculato – o espectro de atividades criminosas de clãs é amplo: as violações legais variam de infracções administrativas e crimes em geral a crimes de gangue e crime organizado. O jornal escreve a este propósito:
“O crime organizado opera agora também bares, lojas, joalharias, empresas de construção e empresas de aluguer de automóveis, a fim de canalizar os lucros obtidos de forma criminosa para a economia legítima – por outras palavras, para lavar dinheiro.”
A reportagem registou 246 casos de lesões corporais, 3 casos de homicídio, 48 casos de lesões corporais graves, 81 casos contra a liberdade individual, 14 futos de automóveis, 21 violações da lei de armas e explosivos, 112 casos de falsificação ou fraude, 21 casos de roubo e uma variedade de outros delitos.
A realidade de Berlim não é de todo singular. Sete anos depois de o Ministro do Interior da Renânia do Norte-Vestfália, Herbert Reul (CDU), ter declarado guerra aos clãs criminosos, estes grupos mafiosos prosperam, cometendo cerca de 7.000 crimes por ano.
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