Tudo o que está a acontecer à volta do assassinato de Charlie Kirk é revelador sobre o (crítico) estado de saúde da federação americana: guerra aberta entre populistas e populistas, entre neocons e populistas, entre conservadores e liberais, entre liberais e populistas, entre liberais e liberais. Há quem festeje a morte, há quem apele à vingança, há quem minta descaradamente, há quem capitalize a desgraça, há quem use o assassinato para cercear a liberdade de expressão, há quem aproveite a oportunidade para criar manobras de diversão completamente destituídas de valor factual – e legal (adivinhem quem); enfim, um bordel sem nome.
Mas a cereja em cima deste bolo de esterco é o comportamento do FBI, que chega a ser doloroso de testemunhar. A agência onde a credibilidade vai para morrer tinha aqui uma, mesmo que remota, possibilidade de limpar a sua imagem e agir, por uma vez, com honestidade, transparência e competência. O que é que faz? Mete os pés pelas mãos de tal forma que corre o risco até de perder o caso contra Tyler Robinson em tribunal, de tal forma são contraditórias, escassas e questionáveis as evidências; de tal forma é frágil todo o processo de investigação e identificação do atirador.
Um exemplo deste descalabro é a sequência vídeo que a agência divulgou 24 horas depois do atentado e que mostra o suspeito a correr pelo telhado de onde tinha alegadamente atingido a vítima e a saltar desse telhado para o solo. Apesar do ângulo de captação da imagem permitir perfeitamente que nos fosse mostrado o momento em que Tyler monta a arma que, alegadamente, trazia desmontada, bem como o momento em que faz o disparo, a sequência mostra apenas a fuga do suspeito, depois de ter cometido o crime. Não vemos a arma, nem vemos o acto criminoso. Só a correria.
Porquê?
A omissão só pode ser deliberada.
No clip em baixo, Blake Bednarz, um jovem jornalista independente que decidiu analisar as “evidências” em vídeo apresentadas pelo FBI, faz um resumo das suas descobertas num segmento do Redacted de ontem, incluindo a omissão de imagens decisivas, drones que passam sobre o local do crime a velocidades supersónicas e até a estranhíssima presença de um avião espião do Pentágono, que sobrevoa a área no momento do atentado, entre outras anomalias da razão prática.
É impossível inventar esta porcaria.
Charlie Kirk post 1/3. If the security camera that captured Tyler running across the roof ALSO captures in frame the spot where he fired from, why not release the full sequence? 🤔 And why can’t we see how he accessed the roof to begin with….? #JusticeForCharlieKirk pic.twitter.com/2XPqRKZiVY
— Blake Bednarz (@BlakeBednarz) September 17, 2025
I found more drones. Initially, I was watching the security camera on my 70” tv when something jumped out to me. So I went to look at @lifeisdriving ‘s live stream again & I found 2 more drones flying. Time stamps 52:43 & 52:45 on video 2. @RyanMattaMedia @OwenShroyer1776… pic.twitter.com/zPtUHMUsW5
— Blake Bednarz (@BlakeBednarz) September 18, 2025
Did I just catch something flying out of a vent? @RyanMattaMedia @2Smartski @OwenShroyer1776 🤯 pic.twitter.com/lsFFfFx18I
— Blake Bednarz (@BlakeBednarz) September 18, 2025
Charlie Kirk post 2/3. Folks, this is a matter of FACT. At the MINIMUM, we deserve an explanation as to why an ISR spy jet was on top of Orem, Utah twice on the 10th around lunch time. Also, can someone see if the Egyptian government is doing work in Provo? SUBTT & SUBND are the… pic.twitter.com/0vaPq3f7dD
— Blake Bednarz (@BlakeBednarz) September 17, 2025
E ainda por cima: Arctic Frost.
Para ajudar à palhaçada e ao caos e à suspeição (se necessário fosse), ficámos ontem a saber que o FBI tinha colocado a organização de Charlie Kirk na mira de uma investigação relacionada com o 6 de Janeiro.
O Comité Judiciário do Senado revelou na terça-feira que um denunciante tinha exposto que a fundação conservadora Turnpoint USA ou TPUSA foi alvo do programa ‘Arctic Frost’, liderado pelo FBI, durante o mandato do ex-presidente Joe Biden.
Alguns exemplos dos grupos que o FBI colocou sob investigação pidesca incluem o Comité Nacional Republicano, a Associação dos Procuradores-Gerais Republicanos os grupos políticos ligados a Trump. No total, 92 alvos republicanos, incluindo grupos republicanos e indivíduos ligados ao Partido Republicano, foram colocados sob o âmbito de investigação do Arctic Frost, segundo afirmou o senador do Iowa, Chuck Grassley.
Nessa lista política estava um dos grupos de Charlie Kirk, o Turning Point USA.
Caso fechado, nada para ver aqui.
Como se tudo isto não bastasse, o FBI prepara-se para fechar a investigação sobre o assassinato de Charlie Kirk, segundo relataram fontes bem colocadas a Clayton Morris, apenas nove dias depois do atentado e com dezenas de questões em aberto: o atirador agiu sozinho, por razões ideológicas, ponto final, parágrafo.
Não interessa que seja praticamente impossível, segundo a generalidade dos peritos, montar a desmontar e voltar a montar, em minutos e em constante movimento, a carabina Mauser que alegadamente serviu para cometer o crime e cujo processo de desarticulação é extremamente moroso. Não interessa saber como é que Robinson teve acesso à arma e aprendeu a dispará-la e a ajustar a mira óptica (uma processo que implica dias de treino). Não interessa sequer identificar a célula da Antifa que pode ou não estar ligada ao atirador, se é que é a ideologia ‘trans’ que está por trás da intenção assassina. Não interessa saber porque raio é que as imagens do momento do tiro não foram divulgadas quando pelo menos uma câmara tinha acesso a essa perspectiva. Não interessa saber porque raio é que o atirador deixou a arma a centenas de metros do local do crime, montada depois de a ter desmontado, para que o FBI pudesse recolher calmamente provas materiais do crime e identificar o suspeito. Não interessa esclarecer as dúvidas que existem sobre um segundo atirador e se Charlie Kirk foi atingido no pescoço por um tiro vindo da sua direita ou da sua esquerda. Não interessa sequer que o público tenha acesso ao relatório da autópsia a que o corpo da vítima foi sujeito. Não interessa identificar que drones e que aviões cirrcularam no espaço aéreo do Utah no momento do atentado e porque é que um jacto privado descolou, sem deixar rasto de transponder, 45 minutos depois do tiro fatal, de um aeroporto nas imediações do campo universitário onde Kirk foi morto. Não interessa investigar as “informações de inteligência estrangeira” relacionadas com o caso, que John Solomon reportou na Fox News, nem descortinar porque é que, apenas cinco minutos após Charlie ter sido baleado, um homem é claramente visto a remover a câmara de vídeo suspensa por trás da vítima, e que imagens foram por essa câmara captadas.
O FBI não quer saber nem quer que se saiba. E é irrelevante se a direcção da agência é nomeada por Donald Trump, Joe Biden ou o diabo que os carregue: cumprirá sempre a sua missão subversiva sobre a realidade. Impedirá sempre que a verdade seja do conhecimento do público.
É pura e simplesmente ultrajante.
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