Depois de muito pressionada nesse sentido, a Reserva Federal norte-americana decidiu enfim baixar as taxas de juro.

Na quarta-feira, a Fed anunciou que tinha decidido cortar a taxa de juro directora em 0,25 pontos percentuais, reduzindo o novo intervalo de juros para 4% a 4,25%. O comité tomou a decisão de reduzir a taxa apesar da contínua “incerteza sobre as perspectivas económicas”.

Embora o comité continue aparentemente preocupado com a desaceleração do mercado de trabalho, o Dow Jones saltou imediatamente mais de 400 pontos, embora esses ganhos tenham diminuído, posteriormente. A meio da tarde de quarta-feira, o NASDAQ e o S&P estavam em queda.

No final do mês passado, quando o presidente da Fed, Jerome Powell, falou de uma possível redução das taxas de juro, o presidente Donald Trump indicou que qualquer corte deste tipo seria demasiado pequeno, e tardio:

“Devia ter cortado os juros há um ano. Ele chegou tarde demais”.

Trump referiu-se também recentemente ao presidente da Fed pelo apelido de “Tarde Demais”, escrevendo no Truth Social:

“‘Tarde Demais’ DEVE CORTAR AS TAXAS DE JUROS, AGORA, E MAIS DO QUE ELE PENSAVA. O [custo do] IMOBILIÁRIO VAI SUBIR!!”

 

 

O corte de 0,25% faz parte de uma “abordagem cautelosa” contínua da Fed, sendo uma normalização há muito esperada da sua política restritiva. Mas a verdade é que esta curta redução das taxas de juro não vai ter grande impacto no emprego e na economia americana.

Poderá no entanto poupar ao tesouro dos EUA alguns biliões em custos com os juros da dívida soberana.

A Decisão da Reserva Federal ocorre num momento em que circulam rumores que a administração Trump está à procura de soluções para “nacionalizar” a Fed, que é uma organização privada (e criminosa), detida pelas grandes instituições financeiras americanas.