Este texto carece de uma nota prévia: O ContraCultura não sabe quem matou Charlie Kirk, nem porque motivos foi morto. Mas sabe que todo o tipo de narrativas que venham do FBI, do governo federal norte-americano, não têm qualquer tipo de credibilidade. São todos falsificadores profissionais.

E instituições que mentem consistentemente não podem, de um dia para o outro, ser credíveis, não é?

 

 

(A esta lista podemos acrescentar que o FBI mentiu sobre Jeffrey Epstein, mentiu sobre os assassinatos de JFK e MLK e mentiu sobre o escândalo Watergate).

Nos tempos que correm, a verdade nunca nos é oferecida. Temos que escarafunchar e investigar e lutar, com unhas e dentes, por ela, até chegar a uma conclusão sólida.

Este é um esforço nesse sentido.

 

A narrativa oficial.

As autoridades estaduais e federais, se bem que aqui e ali tenham entrado em contradição, estão a vender a seguinte narrativa:

Tyler Robinson, um jovem de 21 anos proveniente de uma família conservadora que terá sido radicalizado pela Antifa e que vivia com um companheiro transgénero, decidiu assassinar, num projecto a solo, Charlie Kirk, quando soube que o líder do Turning Point USA (TPUSA) se deslocava à Universidade Utah Valley. No dia do assassinato, dirigiu-se à universidade, subiu a um telhado localizado a 150 metros do local onde o seu alvo se encontrava com uma arma cuja tecnologia data da segunda-guerra mundial, equipada com uma mira óptica, disparou um tiro certeiro que atingiu fatalmente Kirk no pescoço, para depois escapar rapidamente do local, deixando a arma e respectivo estojo num bosque nas proximidades da universidade. 30 horas depois, terá confessado o crime a seu pai, que o convenceu a entregar-se às autoridades.

Robinson terá deixado uma nota manuscrita onde afirmava que dada a oportunidade de matar Charlie Kirk, não iria perdê-la.

 

As “evidências” gráficas.

As autoridades mostraram várias imagem fotográficas e videográficas do suspeito. Algumas dessas imagens não identificam Robinson mas uma silhueta que se movimenta nas imediações da faculdade. Em nenhuma das imagens vemos o suspeito com qualquer arma. As imagens do telhado que alegadamente se referem ao atirador não permitem identificar visualmente seja quem for. Aparentemente, Robinson chegou à universidade vestido com calções e camisola cor de vinho, mas no telhado de onde disparou o tiro fatal estava vestido com calças de ganga, justas, e camisola escura, tendo mudado de roupa no entretanto.

 

 

A narrativa implica que o suspeito tenha desmontado a arma e escondido os componentes, primeiro nos calções (!) e/ou na mochila, depois nas calças (justas) e/ou na mochila. Tendo montado a arma no telhado, desmonto-a depois de a ter disparado, saltou do telhado para o solo com os componentes escondidos nas calças e/ou na mochila e dirigiu-se ao bosque onde voltou a montar a arma só para a deixar acessível aos investigadores.

Há uma sequência de imagens vídeo em que o suspeito parece coxear. Mas nas outras sequências não mostra esse problema no andar.

Uma das primeiras dissonâncias que foram comentadas na web relaciona-se com o rosto do suspeito. A foto de cadastro, tirada depois de se ter entregue às autoridades, não parece retratar a mesma pessoa representada nas imagens que as forças de segurança pública divulgaram quando o suspeito ainda estava a monte. Se não, vejamos:

 

 

De facto, o nariz e a boca diferem imenso, bem como a estrutura óssea do queixo. Quando confrontada com estas discrepâncias fisionómicas, a polícia afirmou que a imagem da esquerda tinha sido processada por inteligência artificial, porque o original tinha uma resolução muito deficiente.

Ora, para além das questões éticas levantadas pela composição por inteligência artificial de uma imagem que identifica um suspeito de homicídio, fica por esclarecer como é que a partir da imagem da esquerda se chega ao suspeito da direita, com traços faciais muito diferentes.

Ainda hoje, sete dias depois do assassinato de Charlie Kirk não é completamente claro como é que as autoridades chegaram à conclusão de que Tyler Robinson seria o atirador, já que as imagens do suspeito a saltar do telhado depois de cometer o crime, não permitem identificação e imagens de Robinson no telhado, com uma arma ou disparando essa arma não parecem existir ou não foram divulgadas.

Tudo o que temos são imagens, muitas delas captadas de longe e de baixa resolução, de uma figura que deambula pelo campus da universidade, com indumentárias diferentes e coxeando aqui, mas caminhando normalmente ali. Sendo que as imagens mais definidas foram artificialmente melhoradas.

 

 

Outras “provas”.

Entretanto surgiram notícias que o suspeito tinha deixado mensagens do Discord e uma carta física sobre as suas intenções assassinas. Acontece que o Discord negou que essas mensagens tenham sido publicadas na plataforma e a carta… foi entretanto destruída, valendo pela sua factualidade o testemunho do companheiro Trans de Robinson, depois de sujeito a “agressivo interrogatório” pelo FBI.

A informação de que Tyler Robinson tinha confessado o seu crime foi também contrariada entretanto, pelo governador do UTAH, Spencer Cox, que disse que o pai do suspeito identificou-o pelas imagens divulgadas pelas autoridades e convence-o a entregar-se às autoridades. Esta versão dos acontecimentos é também muito estranha porque essas imagens iniciais do suspeito, como já vimos, não se parecem assim tanto com Robinson como isso…

O FBI informou também que tinha encontrado vestígios de DNA no telhado de onde o tiro foi alegadamente disparado, mas esse relatório não foi ainda tornado público.

Curiosamente, uma das potenciais evidências que poderiam clarificar o envolvimento de Robinson no assassinato de Kirk está na posse do gabinete local do xerife do Utah: uma chamada feita pelo suspeito através de um telemóvel, minutos antes do atentado. Mas o conteúdo dessa chamada também não foi tornado público.

 

 

O problema Mauser.

Toda a narrativa à volta da arma alegadamente usada por Tyler Robinson é difícil de processar.

Como o Contra já noticiou, a investigação levou à recuperação de uma carabina, enrolada numa “toalha escura”, a norte do Campus da Universidade de Utah. Trata-se de uma Mauser Modelo 98, calibre .30-06, Bolt Action, com uma luneta montada na sua parte superior. Esta arma foi no passado usada pelos militares americanos e é hoje utilizada por caçadores de caça grossa.

As circunstâncias em que Robinson obteve a arma de fogo estão neste momento por esclarecer. Está também por esclarecer como é que um rapaz de cultura urbana, sem cadastro criminal nem prévio contacto com armas de fogo, e que nunca fez serviço militar, foi capaz de todo o processo que implica o disparo certeiro, a 150 metros do alvo, de uma Mauser com mira óptica.

Compaginando com um outro testemunho perito de Larry Flint que já documentámos, e que explica todo o processo prévio que seria necessário para que a operação fosse bem sucedida (incluindo extenso treino em carreiras de tiro, reconhecimento do terreno, acesso a informação sobre a distância a que o alvo se iria encontrar, e domínio técnico, moroso, do ajuste da mira), Michael Savage diz neste clip muito daquilo que todos aqueles mais atentos às falhas na narrativa oficial do assassinato de Charlie Kirk estão neste momento a pensar.

 

 

A ideia de que Robinson subiu ao telhado e montou a arma no momento, disparou, desmontou a arma depois, para, ao fugir do local onde tinha morto um ser humano, a voltar a montar, calmamente, no bosque onde a deixou é… surrealista.

 

Mentiras, contradições e omissões.

Logo nos primeiros momentos após o atentado, o  director do FBI, Kash Patel, publicou uma declaração formal, a informar que tinha detido o suspeito do crime – Goerge Zinn – um idoso histérico que nem uma arma carregava e que se encontrava entre a multidão. Horas depois, teve que se retratar, afirmando até que tinha libertado esse primeiro suspeito, apesar deste ter dado indícios de que podia fazer parte de um conluio para distrair e confundir as autoridades.

 

 

Por outro lado, logo que foi anunciado que o suspeito estava detido, as autoridades deram a ideia que o tinham capturado, só para que fosse evidente, horas depois, que as autoridades não tinham capturado ninguém e que Tyler tinha sido conduzido pelo pai à esquadra.

 

 

Há também contradições, algumas apontadas noutros segmentos deste texto, entre a versão das autoridades e depoimentos de testemunhas, bem como contradições entre as declarações das várias agências de segurança pública (que o suspeito terá ou não confessado o seu crime, por exemplo).

Apesar da narrativa implicar que Tyler deveria ter um profundo conhecimento de armas de fogo, ou pelo menos, da arma de fogo que usou, a sua avó negou que o neto alguma vez tenha manejado qualquer arma na vida.

Apesar do FBI já ter dito que está a investigar mais de 20 pessoas que podem estar ligadas ao atentado, a verdade é que persiste na narrativa do atirador solitário e continuamos sem saber como é que este rapaz obteve a arma e aprendeu a usá-la, como é que foi capaz de montá-la, desmontá-la, e montá-la de novo num espaço de minutos – processo que qualquer perito diz ser moroso e tecnicamente complexo, – e, por fim, como é que, sem qualquer treino militar, planeou e executou um crime que a maior parte dos observadores afirma ter o característico perfil de um trabalho profissional.

Até porque se Tyler foi formado pela Antifa, continuamos ainda por conhecer que secção desta organização terrorista estará eventualmente implicada no processo.

 

Um segundo atirador?

Numa análise a um vídeo alegadamente captado no momento em que Charlie Kirk foi atingido, feita pelo youtuber Salomondrin, levanta-se a séria hipótese do líder do TPUSA ter sido morto por um homem que se encontrava junto ao cordão de protecção do orador, do lado esquerdo, e que usou uma arma comercializada nos EUA que mimetiza um telemóvel.

 

 

A análise, que explica porque é que a cabeça de Kirk se movimenta para o lado direito, quando a versão oficial da ocorrência nos diz que o atirador estava também colocado à direita da vítima pelo que o impacto da bala devia criar um movimento no alvo para o lado esquerdo, é deveras convincente mas não pode ser partilhada nesta página, porque contém imagens de violência gráfica. O trabalho pode ser consultado aqui, ou, revisto por Kim Iversen, neste clip:

 

 

É claro que as imagens em causa podem ter sido entretanto fabricadas, mas neste still, proveniente de um outro vídeo publicado pelo The Guardian que retrata a circunstância poucos segundos antes de Charlie ser atingido, é possível descortinar o casal alegadamente envolvido no disparo e retratado no vídeo que é analisado por Salomondrin (em destaque na imagem).

 

 

O avião fantasma, a câmara desaparecida e a “Inteligência estrangeira”.

Para além de enigmáticos sinais gestuais feitos por homens aparentemente ligados à segurança de Charlie Kirk segundos antes do seu assassinato, um conjunto de estranhas circunstâncias ocorreram logo depois do atentado.

Um jacto privado descolou de um aeroporto do Utah 45 minutos após a ocorrência. O aeroporto fica a 12 minutos do local do crime. O avião, que desapareceu do radar, só voltando a aparecer no momento do seu regresso ao aeroporto do Utah, pertence a Derek Maxfield, um rico financiador do Chabad Lubavitch, importante movimento hassídico global dentro do judaísmo ortodoxo.

 

 

Acresce que, cinco minutos após Charlie ter sido baleado, um homem é claramente visto a remover a câmara de vídeo suspensa por trás da vítima.

Esta é uma cena de crime activa, há sangue por todo o lado e vemos um homem que chega ali e remove a câmara, com a maior das calmas.

As imagens que esta câmara captou, escusado será dizer, nunca foram divulgadas.

E as abelhinhas tontas, de pistola na mão, supostamente forças de segurança que deviam proteger Cahrlie Kirk e a cena do crime, estão a fazer o quê, para além de manifestar pânico e desorientação total?

Por amor de Deus.

 

 

Menos de 24 horas depois do assassinato, John Solomon, repórter de investigação da Fox News, afirmou na emissora que existiriam informações de inteligência estrangeira relacionadas com o assassinato de Charlie Kirk. Durante um segmento emitido a 11 de Setembro, Solomon relatou que o FBI obteve “várias pistas importantes e relevantes relacionadas com países estrangeiros”, sugerindo um possível envolvimento externo no assassinato do activista conservador.

Estas declarações são estranhíssimas, porque se Tyler Robinson agiu por contra própria, ideologicamente motivado pela retórica da extrema-esquerda americana, que informação proveniente de serviços secretos estrangeiros poderá ser pertinente na investigação?

 

A conspiração sionista.

Como o ContraCultura já documentou, Charlie Kirk tinha inimigos no estrangeiro, tendo sido incluído numa lista negra ucraniana compilada pelo Texty.org.ua em 2024. Esta lista tinha como alvo 386 indivíduos e 76 organizações nos Estados Unidos considerados contrários ao financiamento e à ajuda à Ucrânia, com base nas suas declarações públicas, actividades nas redes sociais e donativos. Kirk e a sua organização, Turning Point USA, foram adicionados devido às veementes críticas de Kirk ao apoio dos EUA à Ucrânia, incluindo a qualificação do Presidente Volodymyr Zelensky como “fantoche da CIA” e “go-go dancer”, a descrição da guerra Rússia-Ucrânia como uma “disputa fronteiriça” e a defesa da entrega da Crimeia à Rússia.

O Próprio Kirk afirmou que tinha recebido ameaças de morte por se manifestar sobre questões como o financiamento do conflito ucraniano por parte de Washington.

Mas a conspiração que circula na web com mais intensidade é a sionista, já que a vítima, apesar de durante grande parte da sua carreira ter sido financiada por forças pró-israelitas e sempre ter defendido a causa judaica, estava agora em rota de colisão com os seus aliados do lobby pró-israelita, tendo recusado recentemente uma oferta acrescida de financiamento por parte de Netanyahu. A sua recusa, aparentemente, gerou uma reacção agressiva dos israelitas que amedrontou o líder do TPUSA.

 

 

Há pelo menos dois relatos de fontes diferentes e anónimas de que Charlie Kirk temia ser assassinado por entidades ligadas a Israel.

 

 

Entretanto, Candace Owens, que era amiga e muito próxima de Kirk e que, como se sabe, não nutre grandes simpatias pela influência israelita na política e na cultura dos Estados Unidos, nem pelo regime de Benjamin Netanyahu, já dedicou vários vídeos ao assunto.

Num deles sugeriu que “Charlie Kirk estava a começar a falar sobre assuntos que não devia”, incluindo o escândalo Epstein e a ligação do pedófilo com a Mossad. Owens mostrou um vídeo perturbador de Charlie Kirk a denunciar a imensa pressão a que estava sujeito por permitir que Tucker Carlson e Dave Smith falassem no TPUSA, porque eles estavam a criticar Israel.

 

 

A controversa pundit norte-americana afirmou também que o bilionário Bill Ackman organizou uma “intervenção” onde ele e outros terão ameaçado Charlie Kirk pelas opiniões cada vez mais cépticas sobre a relação especial dos EUA com Israel e por ter utilizado plataformas para críticos conservadores proeminentes de Israel nos seus eventos da TPUSA.

Nessa “intervenção”, Charlie terá recebido uma lista detalhada de todas as ofensas que alegadamente cometeu contra Israel. Ackman terá repreendido severamente Charlie pela sua desobediência, o que deixou Charlie “horrorizado” e a sentir-se como se tivesse sido sujeito a “chantagem”.

Candace também criticou Benjamin Netanyahu no seu programa, alegando que este, nas suas declarações de pesar após a morte de Kirk, omitiu informações críticas e exigiu que tornasse pública a carta completa que o jovem líder conservador lhe escreveu no início deste ano. Ela também aponta as múltiplas inconsistências e sinais de alerta em torno dos acontecimentos do dia do assassinato de Charlie, incluindo a alegação de George Zinn de ser o atirador, destacando o quão estranho é o pai do alegado assassino ter dito que o filho teria confessado, embora Tyler tenha recusado a confissão perante as autoridades

A verdade é que as criticas de Charlie Kirk a Israel são muito mais perigosas para os sionistas do que aquelas que Tucker Carlson, Candace Owens ou Nick Fuentes podem formular, já que estes podem ser descartados como anti-semitas insanos. Mas uma alteração no pensamento de Charlie, que foi possivelmente o apoiante de Israel, não judeu, mais influente nos Estados Unidos, seria sempre levado a sério por milhões de americanos.

 

 

Ainda assim, estes factos não provam coisa nenhuma, nem o Contra está preparado para fazer qualquer acusação seja a quem for.

O que este artigo prova, sim, é que o Estado profundo norte-americano – levando atrás todas as instituições dos governos federais e estaduais, junto com as agências de segurança, continua a insistir na costumeira cortina de fumo, muitas vezes mascarada de incompetência; continua a resistir à verdade e à transparência de processos; continua a recorrer ao encobrimento e à omissão e à geração de desinformação, quando tudo o que se lhe pede é exactamente o oposto.

Charlie Kirk merecia melhor.