A BBC está a enfrentar novas reacções negativas após uma publicação polémica que acusou de racismo a campanha anti-imigração ilegal “Stop the Boats” durante a cobertura em directo de uma partida de futebol entre a Inglaterra e Andorra. A actualização em directo, intitulada “Nenhum sinal de publicação racista”, afirmava:
“Felizmente, não há sinal das bandeiras ‘Stop the Boats’ que estavam a ser oferecidas aos adeptos lá fora. Dando uma vista de olhos ao estádio agora, não consigo ver nenhuma.”
Um porta-voz da BBC alegou que a publicação era um rascunho “publicado acidentalmente” antes de passar pelas verificações editoriais e que “foi identificado e removido imediatamente”. No entanto, os críticos dizem, carregados de razão, que se trata claramente um sinal do enviesamento institucional da estação pública. Convém sublinhar que emissora pública é financiada através de uma taxa obrigatória, forçada sobre os cidadãos com multas e ameaças de prisão, e, portanto, legalmente obrigada a ser politicamente imparcial.
Lee Anderson, membro do Parlamento e líder da bancada do Reform UK de Nigel Farage, afirmou a este propósito:
“A BBC precisa de se concentrar no seu trabalho diário, em vez de tentar fomentar mais divisão.”
Rebecca Ryan, diretora do Defund the BBC, defendeu o direito do público de se opor à imigração ilegal sem ser apelidado de racista.
“Querer fronteiras seguras e justiça para os contribuintes não tem a ver com a cor da pele, mas sim com a lei, a ordem e o bom senso.”
No início deste ano, a estação foi considerada culpada de ter violado as suas próprias directrizes editoriais mais de 1.500 vezes em apenas algumas semanas de cobertura da guerra entre Israel e o Hamas. Em Julho, um documentário da BBC intitulado “Gaza: Como Sobreviver a uma Zona de Guerra” foi retirado do ar após a revelação de que o principal entrevistado, um rapaz de 13 anos, era filho de um alto funcionário do Hamas, facto omitido no filme. A BBC é também reconhecida por se recusar a classificar o movimento Hamas como terrorista.
Como o Contra documentou em 2024, uma funcionária de topo da BBC classificou as pessoas brancas como uma “raça bárbara, sedenta de sangue, genocida e parasita”.
Por outro lado, a hostilidade sobre pontos de vista conservadores está profundamente enraizada no futebol, com o Rangers Football Club a ser acusado de racismo pela União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) em Março, depois de os adeptos terem exibido uma faixa durante um jogo da Liga Europa com os dizeres: “Mantenham as ideologias estrangeiras fora — defendam a Europa”.
Mas quando, em plena pandemia, a Associação de Futebol britânica, proprietária da Premier League, e outras congéneres europeias, espetaram com lonas que apoiavam o movimento Black Lives Matter nas bancadas vazias, ninguém achou a iniciativa “discriminatória” nem “racista”, pois não?
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