Há momentos em que é muito fácil separar os bons e os maus da fita. O momento Charlie Kirk é um deles.

Vamos recuar uns anos poucos. Um criminoso com um cadastro monumental tem um fatal ataque de coração quando é imobilizado pela polícia por estar a conduzir sobre o efeito de um conjunto explosivo de estupefacientes. E a América foi incendiada por causa disso.

Lembram-se? Foi em plena pandemia, quando só podíamos sair de casa para incendiar as cidades, por causa de sermos extremamente racistas, nas sociedades ocidentais. Diziam eles.

Voltando ao tempo presente. Um moço de 31 anos, pais de dois infantes, é assassinado a tiro de bala, à frente da sua família, por ter opiniões e gostar de discuti-las com toda a gente. Charlie Kirk nunca fez mal a ninguém. Nunca apelou à violência sobre ninguém. Dizia o que pensava e expunha as suas ideias ao debate. Foi morto porque debatia bem e – na maior parte dos casos – estava carregadinho de razão pura.

Meia América festejou o facto. Mas a outra metade não está a incendiar o país, pois não?

É assim, muito facilmente, que percebemos quem são os inimigos da civilização.

 

O elogio do sangue.

Enquanto as pessoas decentes recuperavam do assassinato, muitos à esquerda – depois de anos a serem instigados pela liderança democrata e a imprensa corporativa a envolverem-se em violência contra “nazis” e “fascistas” – não conseguiram conter a alegria com a morte de Kirk.

“Pode dizer-se muito sobre uma pessoa pela forma como reage quando alguém morre”, declarou Kirk no X em 2016. Não podia estar mais certo.

 

 

Comecemos por Elon Musk, que respondeu com um ponto de exclamação a uma publicação no X que dizia:

“Tenho um amigo no Reddit que diz que tiveram mais de 16.000 publicações a pedir a continuação da Revolução. Estão a dizer que Charlie Kirk não foi suficiente, ENTÃO, não estão apenas a celebrar a morte de Charlie, estão a pedir mais…”

 

 

Esta publicação era uma resposta a outra que dizia:

“Acabei de passar 30 minutos no Bluesky e no Reddit. Se não acreditam no diabo, vão espreitar. Pura maldade do outro lado.”

 

 

Fanáticos apparatchiks de Satanás.

 

 

A mais absoluta falência dos valores morais.

 

 

E  há mais.

 

 

A retórica perigosa e irresponsável dos principais democratas no Capitólio traz a América a este ponto sem retorno. Anos a programar o ódio nas mentes símias dos seus lunáticos seguidores levaram a inúmeros casos de caos político nos últimos tempos, das tentativas de assassinato de Donald Trump à queima de concessionários da Tesla, até ataques aos agentes do ICE e à erupção de tumultos e tiroteios cometidos por ideólogos transgénero, culminando agora no assassinato de Kirk.

 

 

E depois, há quem tenha o hábito de colocar todos aqueles de quem não gosta numa “lista negra”…

 

 

No capitólio, a mesma miséria humana.

 

 

Com a MSNBC a dar o mote.

 

 

Um trágico equívoco.

O repórter do Deseret, Brigham Tomco, escreveu no X que Charlie Kirk definiu a sua missão nestes simples termos:

“O meu trabalho diário é tentar activamente impedir uma revolução. É aqui que se tem de tentar direcionar as pessoas para os seus propósitos finais e para voltarem à igreja, voltarem à fé, casar, ter filhos. Este é o tipo de conservadorismo que represento, e estou a tentar pintar um quadro da virtude de elevar as pessoas, não apenas de ficar zangado.”

 

 

Este foi o homem que mataram, embrulhados num equívoco tremendo. Porque Kirk era um moderado. O seu assassinato dará margem de manobra aos radicais.