O fundador da Turning Point USA, Charlie Kirk, foi baleado e morto durante um evento da American Comeback Tour na Universidade Utah Valley. A UVU confirmou que o tiro foi disparado “por volta das 12h10” e que um suspeito foi detido. No entanto, a polícia determinou que um suspeito detido logo após o tiroteio não era o atirador. Até ao momento, o homicida ainda não está a monte.

Ainda assim, o director do FBI, Kash Patel, correu a emitir um comunicado que só serviu para lançar a confusão:

“O indivíduo envolvido no terrível tiroteio de hoje, que tirou a vida a Charlie Kirk, está agora detido. Agradecemos às autoridades locais e estaduais do Utah pela parceria com [o FBI]”. O FBI fornecerá actualizações assim que possível”.

O “indivíduo envolvido” será um homem de aparente idade avançada, que foi detido de facto no momento do tiroteio, mas que não é o atirador, nem é claro o seu envolvimento, no momento em que este artigo está a ser redigido.

As autoridades confirmaram que o assassino de Kirk ainda está em fuga e que está em curso uma caça ao homem. Entretanto, o presidente Donald J. Trump divulgou um comunicado sobre o assassinato de Kirk, escrevendo na sua plataforma Truth Social:

“O Grande, e até mesmo o Lendário, Charlie Kirk está morto. Ninguém compreendia ou tinha o Coração da Juventude dos Estados Unidos da América melhor do que Charlie. Era amado e admirado por TODOS, especialmente por mim, e agora já não está entre nós. Os meus sentimentos e os de Melania vão para a sua linda esposa Erika e para a sua família. Charlie, nós amamos-te!”

 

 

Durante duas ou três horas, a morte de Kirk não foi confirmada e circularam até rumores de que tinha chegado vivo ao hospital e que tinha sido estabilizado pela equipa médica. Mas posteriormente o seu falecimento foi confirmado por várias fontes.

Imagens de vídeo do evento, partilhadas nas redes sociais logo após o incidente, mostram que Kirk foi baleado no pescoço e que o tiro teve origem a grande distância do alvo. Não é neste momento de todo descabido especular que o atirador tinha perícia profissional.

 

 

O atirador foi observado no telhado do edifício que escolheu para o atentado, como tinha acontecido com a tentativa de assassinato de Donald Trump, em Butler, Pensilvânia. Há relatos que indicam que Charlie Kirk envergava um colete anti-bala, que infelizmente não o salvou, e rumores que temia ser morto pelo regime israelita, de que foi acérrimo defensor.

 

 

Ainda assim, os motivos que levaram ao assassinato de Kirk, ou a ideologia por trás do atirador, são ainda desconhecidos e o ContraCultura não vai especular, até que se saiba mais sobre o assunto (se é que alguma vez vamos saber mais). A imprensa conservadora americana que tem apoiado incondicionalmente Donald Trump já está a acusar a extrema-esquerda (sem qualquer evidência). A imprensa neo-liberal chegou ao ponto de sugerir que o líder do Turning Point foi morto por um apoiante que disparou acidentalmente uma arma (contra todas as evidências), porque todos os apoiantes de Charlie Kirk são terroristas que se passeiam armados pelas faculdades. No Tik Tok estão a correr inúmeros vídeos a festejar o assassinato.

Um comentador da MSNBC que responsabilizou a vítima pelo seu próprio assassinato já foi entretanto despedido pela estação onde a verdade vai para morrer.

Uns como outros, não conseguem temperar os seus piores instintos, num momento que devia ser de sobriedade.

Kirk, de 31 anos, casou com Erika Frantzve em 2021 e deixa dois filhos, nascidos em 2022 e 2024.

Clayton Morris, visivelmente chocado, comenta a trágica ocorrência e as suas implicações numa federação já insustentavelmente polarizada.