Um novo estudo revisto por pares revela que cientistas do Instituto de Virologia de Wuhan (IVW) e da Universidade de Wuhan, na China, clonaram e modificaram uma proteína do vírus da varíola dos macacos, conhecida como OPG147, que suprime o sinal de alerta precoce do sistema imunológico humano.
A varíola dos macacos (mpox) é considerada uma infecção viral potencialmente mortal, caracterizada por uma erupção cutânea distinta que geralmente aparece como espinhas ou bolhas no rosto, nos genitais ou noutras partes do corpo.
A doença progride através de várias fases e é geralmente acompanhada de febre, inchaço dos gânglios linfáticos, dores musculares, dores de cabeça, calafrios e exaustão.
O sistema imunológico detecta DNA estranho e inicia uma resposta protectora. O OPG147, no entanto, actua como um agente de sabotagem molecular, interferindo silenciosamente neste processo e a vários níveis.
Construção sintética e manipulação
Os cientistas de Wuhan não se limitaram a utilizar o OPG147 na sua forma nativa. Clonaram o gene e inseriram-no em linhas celulares imunitárias humanas, criando várias versões marcadas e rotuladas com cores para rastrear a proteína dentro das células.
Também criaram mutações precisas em aminoácidos-chave que, segundo a modelação AlphaFold2, são críticos para a ligação ao sensor imunitário MITA, ajudando-os a determinar exactamente como a proteína desactiva as defesas antivirais do organismo.
Estas proteínas modificadas foram então testadas in vitro e em animais vivos. Os ratos infectados com um vírus portador de uma versão não funcional do OPG147 apresentaram uma resposta imunitária mais forte e sintomas da doença significativamente reduzidos.
A investigação foi realizada utilizando o vírus vivo da varíola dos macacos em laboratórios de biossegurança de nível 3 no IVW, a mesma instalação que está há cinco anos sob escrutínio internacional pela sua ligação à origem da COVID-19.
O Congresso, a Casa Branca, o Departamento de Energia, o FBI e a CIA reconheceram que um incidente relacionado com um laboratório envolvendo investigação de ganho de função ligada ao IVW está muito provavelmente na origem da COVID, levantando preocupações de que experiências em curso como estas possam desencadear outra pandemia e servir de justificação para medidas autoritárias e destrutivas como aquelas que então foram implementadas.
Um bloqueador imunológico furtivo
O OPG147 não destrói as células imunológicas nem desencadeia um encerramento brusco. Em vez disso, opera furtivamente, bloqueando selectivamente o “aperto de mão molecular” que sinaliza que o ADN viral entrou na célula.
Em particular, o estudo descobriu que o OPG147:
– Impede o mecanismo necessário para a activação imunológica.
– Inibe a oligomerização, impedindo que o mecanismo imunológico forme o complexo de sinalização necessário.
– Interfere no retículo endoplasmático, impedindo o seu movimento para outras partes da célula onde normalmente reuniria as defesas.
Questões sobre o objectivo e a supervisão
Embora os autores afirmem que a pesquisa foi feita para compreender a evasão imunológica viral, a clonagem, mutação e expressão deliberadas de um gene viral supressor imunológico dentro de células humanas levantam questões maiores.
Que utilidade pode ter esse tipo de funcionalidade agora, dada a crescente preocupação global com patógenos criados em laboratório? Qual a necessidade de clonar e alterar um elemento imunossupressor conhecido de um vírus que já é objecto de monitoramento de saúde pública em todo o mundo?
O trabalho foi financiado por várias entidades governamentais chinesas, incluindo o Programa Estatal Chave de Pesquisa e Desenvolvimento da China, a Fundação de Ciências Naturais de Wuhan e a Fundação Nacional de Ciências Naturais da China.
Não há indícios de que qualquer órgão regulador externo tenha analisado ou monitorado a potencial natureza de dupla utilização do esforço de clonagem do OPG147.
Esta tecnologia pode ser usada tanto para fins benéficos, como a medicina, quanto para fins prejudiciais, como armas biológicas.
Um padrão assustador
Esta não é a primeira vez que cientistas do Instituto de Virologia de Wuhan se envolvem na reconstrução sintética ou manipulação de componentes virais.
Durante os anos que antecederam a COVID-19, o IVW colaborou com a EcoHealth Alliance, sediada nos Estados Unidos, para alterar coronavírus de morcegos de forma a aumentar a sua capacidade de infectar células humanas.
Num exemplo claro de actividade criminosa em ganho de função, cientistas chineses clonaram o vírus da gripe aviária H5N1 de forma a que seja 13 vezes mais letal em mamíferos do que a estirpe original.
Uma equipa de investigadores da Universidade de Medicina de Hebei manipulou o vírus de uma doença contagiosa do gado e adicionou-lhe uma proteína do Ébola, para infectar as células do corpo humano.
Uma equipa de cientistas ensandecidos que trabalha para as forças armadas chinesas criou uma estirpe mutante do coronavírus que é 100% letal em ratos – apesar das preocupações de que essa investigação possa desencadear outra pandemia.
Os americanos estão a financiar um laboratório chinês que trabalha em ganho de função do vírus da Gripe das Aves. O projecto envolve a Academia Chinesa de Ciências que também supervisiona o Instituto de Virologia de Wuhan.
Neste caso, embora nenhum vírus completo da varíola dos macacos tenha sido sintetizado, a produção artificial de uma das suas ferramentas mais ameaçadoras para o sistema imunitário oferece uma visão perturbadora de como fragmentos virais selectivamente remontados podem desempenhar um papel a contornar as defesas naturais do corpo.
Embora a comunidade científica possa insistir que se trata de “investigação padrão”, o facto permanece: uma equipa de cientistas do IVW clonou, modificou e testou um gene da varíola dos macacos que silencia discretamente a resposta imunológica do organismo humano.
Sem supervisão pública e num laboratório já implicado numa crise internacional.
Se os últimos anos nos ensinaram alguma coisa, é que a “ciência padrão” feita em segredo tem consequências devastadoras.
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