
Na noite de quinta-feira, os pesos pesados de Silicon Valley — Mark Zuckerberg, Bill Gates, Tim Cook, Sam Altman, Sundar Pichai e Sergey Brin — reuniram-se para um lauto banquete oferecido por Donald Trump, aproveitando elogiar o presidente pela sua posição “pró-negócios e pró-inovação”.
Leia-se: pró-globalismo e pró-transhumanismo.
O ar estava carregado de cortesias e obséquios, mas para aqueles que na última década observaram o domínio das grandes empresas de tecnologia sobre a liberdade de expressão, a integridade eleitoral e a dignidade humana, a cena é difícil de engolir.
Não foi apenas um jantar; foi uma aula magistral de hipocrisia. Ou um tratado em traição do eleitorado, dependendo da perspectiva.

Zuckerberg, sentado ao lado de Trump, elogiou o compromisso de 600 biliões de dólares da Meta com centros de dados até 2028. Pudera.
Gates, sentado ao lado de Melania, falou poeticamente sobre a erradicação de doenças como a poliomielite e o HIV, convenientemente evitando as suas obsessões mais controversas, como a meta de reduzir a população mundial, os insanos projectos de engenharia climática e a ambição de sujeitar a população mundial a um processo de terapia genética através de pragas de mosquitos criados em laboratório.
It’s infuriating to see Bill Gates at the White House in a position of honor. I want a future where we stop giving power to evil people like Gates. He’s a globalist who hates the America First ideology. His God complex deserves nothing but contempt. pic.twitter.com/IpfuXbRekI
— Robby Starbuck (@robbystarbuck) September 5, 2025
Cook prometeu 500 biliões para novas fábricas da Apple nos EUA, enquanto Altman creditou as políticas de Trump por posicionar a América como “líder mundial” em IA.
Pichai, da Google, recém-saído de uma disputa antitrust histórica, sorriu quando Trump brincou com ele sobre o seu “grande dia”.
Notavelmente ausente estava Elon Musk, que avisou no X que não poderia comparecer, tendo enviado um representante.

O evento, originalmente planeado para o Rose Garden, foi transferido para um local fechado devido a condições climatéricas adversas, mas a verdadeira tempestade foi a simples notícia deste encontro.
Inimigos, uma história de amor.
A infame jantarada só pode conduzir a duas conclusões: ou Donald Trump é de tal forma imbecil que não consegue discernir amigos de inimigos, ou é um dos maiores trapaceiros da história universal, e afinal nunca viu os globalistas de Silicon Valley como adversários, criando aqui uma clivagem difícil de mensurar entre o seu eleitorado e a sua praxis.
Senão, vejamos.
A eleitoral de 2020 que levou Joe Biden ao poder contou com a cumplicidade hiperactiva das grandes empresas de tecnologia. Zuckerberg, que chegou ao ponto de banir um presidente em exercício das plataformas da Meta, enquanto censurava e silenciava vozes conservadoras, “indivíduos perigosos” por pensarem errado, e encobria a história do computador portátil de Hunter Biden; sim esse Zuckerberg, que censurou quem dizia a verdade sobre a COVID, banindo qualquer pessoa que questionasse as medidas draconianas ou a massiva experiência com terapias genéticas mRNA erroneamente rotuladas como vacinas, sentou-se à direita de Trump. Ali estava ele, feliz e contente, a lamber os beiços com o menu da Casa Branca e a brindar com o homem que há cinco anos atrás impediu de voltar à Casa Branca.
BANNON: Zuckerberg should be in a cell, not at dinner with the President!
And Bill Gates, “Mr. Vaccine” himself? Sitting there on the very day Bobby Kennedy is being torn apart on the Hill. What are we doing? Whoever set that up should be perp-walked out of the White House. pic.twitter.com/FhZcYFFgXI
— Bannon’s WarRoom (@Bannons_WarRoom) September 5, 2025
Depois, há Bill Gates, o evangelista da despovoação.
Através da Fundação Bill e Melinda Gates, canalizou milhões para empreendimentos biotecnológicos como a Oxitec, que desenvolve mosquitos geneticamente modificados que, segundo ele, reduzem a malária. Gates chama a este tipo de aprendizagem de feitiçaria “bons investimentos”.
As suas simulações de pandemia com a Organização Mundial da Saúde, juntamente com o apoio vocal à redução da população global, alimentaram apelos internacionais para a sua prisão. Em 2015, Gates alertou para uma pandemia iminente e, em 2019, a sua simulação Event 201 reflectiu de forma assustadora o surto da COVID.
Coincidência? Críticos em todo o mundo não pensam assim, acusando-o de orquestrar crises para promover a sua agenda.
No entanto, Trump, plenamente consciente dessas preocupações, jantou com ele e com ele discutiu “curas” e “soluções” enquanto ignorava o elefante na sala: a defesa da redução da população por Gates não é filantropia — é uma tentativa sinistra de tomada do poder global.

Tim Cook, Sam Altman e Sundar Pichai são todos personagens do universo Kamala Harris. Globalista-leninistas, transhumanistas, sacerdotes da religião woke, financiadores activos e generosos do Partido democrata, patriotas de Pequim. Que raio é que podiam estar a fazer àquela mesa?
E qual deles alguma vez poderia representar a ideia central da campanha que fez regressar Donald Trump ao poder executivo da federação americana – America First? Cook é um senhor esclavagista na China. Altman acredita na virtude da América como Che Guevara acreditava nas virtudes do capitalismo. Pichai quer muito simplesmente substituir a espécie humana por uma criação da sua própria invectiva.
Os algoritmos de pesquisa do Google ainda hoje escondem conteúdos conservadores. O principal executivo da gigante tecnológica prometeu que a empresa tomaria medidas para “impedir a próxima situação Trump” e agora, com a sua leve punição antitrust, sai de tudo isto com uma mariscada na Casa Branca. É espantoso.
Se não servisse para mais que isto, a infernal ceia dá prova ao mundo que o regime Trump não tem a mínima intenção de responsabilizar esta gente pelos crimes que cometeram e cometem contra a República americana em particular, e a civilização em geral. Que as suas visões luciferinas sobre a humanidade, que as suas ambições totalitárias para o futuro, que a sua condição de senhores do universo têm licença para progredir, durante o mandato de Donald Trump.
É hoje mais que evidente, e esta confraternização de crápulas é disso evidência gráfica e aberrante, que o movimento MAGA, outrora uma rebelião ardente contra as elites globalistas, está a esmorecer de forma dramática.
Why is Trump surrounding himself with his biggest enemies……. pic.twitter.com/k9kZKSLdcc
— Luke Rudkowski (@Lukewearechange) September 5, 2025
Resumindo e concluindo.
Noutros tempos, o Contra já acreditou que a estranha tendência manifestada por Donald Trump para dormir com o inimigo se devia simplesmente à ingenuidade, à simplicidade intelectual e às correspondentes dificuldades de discernimento do magnata de Queens. Mas hoje em dia, essa hipótese mostra-se completamente implausível, porque não existe no mundo um Sapiens assim tão estúpido. A verdade é que fomos todos enganados quando pensámos que o actual inquilino da Casa branca também era inimigo dos inimigos da civilização e da dignidade humana.
Não é. Nunca foi. Muito pelo contrário.
Serve-lhes até um magnífico peru, recheado com biliões de dólares dos contribuintes americanos.
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