A representante Anna Paulina Luna (Republicana da Florida), que lidera a comissão do Comité de Supervisão da Câmara sobre a Desclassificação de Segredos Federais, sugeriu uma ligação entre o suicidado pedófilo e traficante de menores Jeffrey Epstein e agências de informação americanas e estrangeiras. Os seus comentários ocorreram após uma reunião privada no Capitólio com as vítimas de Epstein.

Na quinta-feira, Luna publicou no X:

“Na minha opinião, existe definitivamente uma ligação de inteligência. Os países nomeados pelo advogado principal das testemunhas incluem a Arábia Saudita, a Rússia e Israel, bem como um antigo director da CIA (inferido como director da CIA na administração Bush, com base na descrição do advogado sobre as interações de Epstein enquanto estava no seu programa de trabalho/prisão).

Os mais de 30.000 ficheiros estão em processo de carregamento para um formato mais acessível e pesquisável. Estes ficheiros incluem a transcrição e o áudio de Ghislaine Maxwell, vídeos completos da cela de Epstein (incluindo o minuto em falta), bem como documentos judiciais que tiveram de ser formalmente solicitados, uma vez que não eram facilmente acessíveis. Existem também milhares de páginas de registos, incluindo e-mails do Departamento de Justiça.

As testemunhas declararam que não conseguiram obter os seus próprios ficheiros, e estamos a trabalhar activamente para os fornecer. Outra vez: as administrações anteriores negaram-nos. Mas a administração Trump está a auxiliar. Uma grande diferença.

O relatório da SARS, que será eventualmente tornado público, incluirá nomes.”

Michael Hayden era o director da CIA quando o acordo judicial de Epstein foi finalizado em Junho de 2008 e durante a parte inicial da sua sentença.

 

 

As ligações de Epstein à Mossad e à CIA não são novidade para ninguém. A sugestão de que trabalhava também para outros serviços de inteligência como o russo será, no mínimo, especulativa e, no máximo, uma operação de desinformação, já que não há sobre essa conexão qualquer evidência ou relação circunstancial.

Luna enfatizou que o objectivo final da comissão é o do encaminhamento para processos criminais, revelando que “milhares” de e-mails do Departamento de Justiça estão actualmente sob análise e destacando ainda o impacto contínuo do escândalo Epstein nas vítimas. A este propósito, afirmou:

“É importante compreender o quão assustador isto é para algumas das mulheres envolvidas. Em alguns casos, foram ameaçadas”.

A congressista insistiu na tentativa, que soa a falso, de ilibar Donald Trump de todo este escândalo:

 “Tanto as vítimas como outras pessoas declararam à imprensa que o presidente Trump não estava envolvido”.

Mas se o presidente norte-americano fosse inocente neste caso, não necessitava de se ter colocado na infame posição em que se colocou, nem Luna precisava de tanto insistir na sua inocência.

As tentativas de representantes republicanos para salvar da lama epsteiniana o inquilino da Casa Branca estão aliás a chegar a um ponto cómico. O risível speaker da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, inventou e relatou na semana passada à imprensa a história delirante que Donald Trump se relacionava com Epstein porque… Estava a trabalhar com o FBI como informador.

 

 

Entretanto, já veio  dizer que se enganou na rábula.

 

 

Desculpem o americanismo, mas esta é uma perfeita definição de shitshow.