Um coronel reformado do Exército Britânico alertou que uma guerra civil no país é agora inevitável porque os políticos não estão dispostos a tomar medidas significativas para reparar o colapso social.

O Coronel Richard Kemp, que serviu no Comité Conjunto de Inteligência e no centro de crise COBRA do executivo, defende que uma aliança “da extrema-esquerda e dos extremistas islâmicos” entrará em conflito com o povo britânico, em geral conservador, e que isso levará a uma agitação generalizada e prolongada.

Kemp sugere que, “juntamente com outras causas”, estes esquerdistas islâmicos se “unirão para ameaçar a coesão e a cultura, toda a cultura e a existência política do Ocidente”.

Kemp, que lutou contra a insurgência na Irlanda do Norte, serviu na Guerra do Golfo, na Bósnia e no Afeganistão, afirma que os agitadores são “fomentados” e “financiados em grande parte pelos nossos inimigos internacionais, como a Rússia, a China, o Irão e outros países”.

Em entrevista ao podcaster Conor Tomlinson, Kemp observa que os políticos no Reino Unido estão “num estado de perplexidade, como coelhos diante dos faróis” e que, embora compreendam como a agitação está a ser fomentada, são incapazes ou não a querem parar.

Kemp afirma sobre os líderes políticos que o seu “horizonte é de quatro anos” e assim:

“querem manter um estado de equilíbrio durante este período, querem fazer o que puderem para garantir a vitória nas próximas eleições. Não querem tomar o tipo de acções radicais que possam ser necessárias para lidar com este tipo de problemas e a migração em massa é um dos principais problemas.”

Sobre a reacção do público, o militar observou:

“Acho que as pessoas só conseguem lidar com isto até certo ponto, e têm-se mantido muito caladas até agora. A população do Reino Unido não se manifestou contra isto, ou manifestou-se de forma muito limitada. Mas quanto mais a situação se intensificar, e vai intensificar-se cada vez mais, mais agitação vamos ver. Não têm opção. Não estou a encorajar nem a apoiar isto, mas penso que as pessoas sentirão que não têm outra opção senão agir por conta própria, em vez de confiarem em líderes políticos que, aos seus olhos, não estão a fazer nada”.

E sobre o ponto a que essa “agitação” vai chegar:

“Penso que há uma grande probabilidade, não sei qual é o prazo, mas chegaria ao ponto de prever não só agitação civil, mas uma guerra civil no Reino Unido nos próximos anos, se esta situação se mantiver, e acredito que se mantenha. Detestaria estar certo sobre isto, mas acredito que não há solução política para a situação que a Grã-Bretanha enfrenta hoje. Quando digo que não há solução, não quero dizer que não haja uma solução de facto, mas não há nenhuma solução que qualquer um dos nossos políticos esteja disposto a aceitar… porque têm medo de fazer algo significativo.”

 

 

Como já documentámos anteriormente, estas opiniões são partilhadas pelo professor do King’s College de Londres, Dr. David Betz, que acredita que o Reino Unido já “passou do ponto crítico” que leva historicamente a uma guerra civil

Betz declarou no início deste ano:

“Não há nada que possam fazer, está incorporado. Já passámos o ponto crítico, na minha opinião… Já passámos o ponto em que há uma saída política. Já passámos o ponto em que a política normal é capaz de resolver o problema… Quase todas as formas plausíveis de avançar a partir daqui envolvem algum tipo de violência, na minha opinião”.

Uma recente sondagem da Merlin Strategy projecta um quadro negro do estado psicossocial dos britânicos: cerca de 68% afirmam que o país está “em declínio”, 65% dizem que “já está destruído” e 76% estão preocupados com a possibilidade de violência política.

O jornalista que entrevistou Kemp, Conor Tomlinson, observou que o Coronel nunca ouviu falar do Professor Betz e chegou à mesma conclusão de forma totalmente independente, o que “torna os seus alertas ainda mais alarmantes”.