A chanceler do tesouro britânico, Rachel Reeves, foi alertada por economistas de renome que os seus iminentes aumentos de impostos podem representar um risco de regresso à inflacção elevada e ao endividamento ensandecido que forçaram um anterior governo trabalhista a pedir milhares de milhões de libras emprestadas ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em mais um golpe para o Reino Unido, as indústrias locais estão ainda a absorver o choque da imposição de tarifas de importação dos EUA sobre mais de 400 produtos que contêm até pequenas quantidades de aço ou alumínio, desde motociclos a embalagens de leite condensado.

Na noite de domingo, Reeves foi responsabilizada por causar a extinção de quase 89.000 empregos no sector da hotelaria – 53% de todas as perdas de emprego desde o último orçamento – como resultado dos encargos que impôs aos empregadores.

A líder do Partido Conservador, que neste momento também enfrenta a aniquilação eleitoral, Kemi Badenoch, liderou os apelos para que o Ministro das Finanças mudasse de rumo com urgência, escrevendo nas redes sociais:

“Os economistas alertam que podemos estar a caminhar para um abismo ao estilo dos anos 70, com mais aumentos de impostos este Outono. Tudo porque a única resposta do Partido Trabalhista é gastar mais e tributar mais. Quando é que vão perceber que a única resposta é viver de acordo com as nossas possibilidades e cortar nas despesas?”

A veterana conservadora Priti Patel acrescentou:

“O Reino Unido está a sofrer com as políticas económicas corrosivas do Partido Trabalhista. O Reino Unido precisa de reduzir as despesas públicas e o Partido Trabalhista precisa de parar de atacar os empregadores, as empresas e as famílias em dificuldades em todo o país com as suas políticas fiscais e de despesa imprudentes”.

Os comentários destas personalidades (as duas de origem migrante) ecoam no poço dos argumentos perdidos, porque os sucessivos governos conservadores são em igual medida responsáveis pelo descalabro económico a que foi conduzido o Reino Unido.

Espera-se que Reeves esteja a planear novos aumentos de impostos no seu orçamento de Outono para preencher um buraco de 50 mil milhões de libras nas finanças públicas, com rumores de que tem proprietários de imóveis de classe média em vista. É sempre a classe média que paga o mau governo e o despesismo do Estado, nas distopias WEF.

Os números oficiais mostram que o governo está a arrecadar valores recorde em impostos como resultado da sua operação na Irlanda do Norte, mas as despesas também estão a disparar como resultado dos aumentos salariais concedidos ao sector público e de uma conta de benefícios da segurança social hiper-inflacionada.

Entretanto, os custos dos empréstimos atingiram o nível mais elevado em décadas, no meio do nervosismo dos investidores em relação aos planos tributários do regime Starmer, tornando ainda mais difícil ao tesouro um equilíbrio das contas através do recurso ao endividamento.

Os especialistas consideram que a combinação tóxica do despesismo público com as altas taxas de juro traz o risco de uma repetição da crise de 1976, quando o antecessor trabalhista de Reeves, Denis Healey, foi forçado a recorrer ao FMI para um resgate financeiro, devido ao aumento da dívida e à desvalorização da libra.

Andrew Sentance, antigo membro do Comité de Política Monetária do Banco de Inglaterra, responsável pela definição das taxas de juro, disse ao Sunday Telegraph:

“Rachel Reeves está a caminho de gerar uma crise semelhante à de Healey em 1976, no final de 2025 ou 26. Tal como Healey, aumentou enormemente as despesas públicas, os empréstimos e os impostos, alimentando tanto a inflação da procura como a inflação dos custos. A menos que as políticas sejam revertidas, estamos a caminhar para um colapso económico.”

O Professor Jagjit Chadha, até recentemente chefe do think tank do Instituto Nacional de Investigação Económica e Social, disse sobre a perspectiva de um resgate do FMI:

“Estou num mundo em que posso imaginar isso a acontecer, e ficaremos desolados nesse caso. Não seremos capazes de gerir a dívida, não seremos capazes de pagar as pensões, os benefícios serão difíceis de pagar.”

Ainda assim, o Tesouro de Sua Majestade o Rei WEF afastou os receios de uma crise da dívida ao estilo dos anos 70 como “infundados”. Um porta-voz afirmou a este propósito:

“Este governo está a tomar as decisões necessárias para estabilizar as finanças britânicas e impulsionar o crescimento económico, apoiado por uma estratégia fiscal que foi endossada”.

Crescimento económico pelo aumento da tributação fiscal. Boa sorte.

Como o Contra já documentou, a economia alemã atravessa também um ciclo recessivo, com estagnação do PIB, falências a disparar e 300 milhões de desempregados. A França, pelo mesmo caminho vai.

O globalismo militante, o fanatismo climático, a imigração descontrolada e o histerismo russofóbico estão a dar excelentes resultados por toda a Europa, certo?