Donald J. Trump acaba de reverter a ênfase da sua administração (e da sua plataforma eleitoral) no aumento do escrutínio sobre a entrega de vistos a cidadãos chineses que desejam estudar nos Estados Unidos.
Em declarações à imprensa na Sala Oval — acompanhado pelo presidente sul-coreano Lee Jae Myung — Trump sugeriu que o governo federal concederá vistos a 600.000 estudantes chineses. Isso mais do que duplicaria o número de cidadãos chineses autorizados a estudar nos EUA durante o ano lectivo de 2023/2024, que foi estimado em 277.398.
Para espanto daqueles apoiantes que ainda se espantam com as reviravoltas do Presidente que elegeram, Trump afirmou:
“É uma relação muito importante; vamos dar-nos bem com a China. Ouço tantas histórias sobre como não vamos permitir os estudantes deles. Não, vamos permitir que os seus estudantes entrem. Vamos permitir. É muito importante. 600 000 estudantes. É muito importante.”
Mas é importante para quem, exactamente? Não para o seu eleitorado, de certeza. E as prometidas tarifas de 200% sobre os produtos chineses, também são para que os EUA se dêem bem com a China? Este homem é uma desgraça da razão.
JUST IN: President Trump says the United States is going to continue to allow 600,000 Chinese students to study at American colleges.
“I hear so many stories about we’re not gonna allow their students. No, we’re gonna allow their students to come in…”
“We’re gonna allow it.… pic.twitter.com/T7QJtu7HLg
— Collin Rugg (@CollinRugg) August 25, 2025
A medida será aparentemente decorrente da necessidade que as universidades americanas têm de estudantes estrangeiros, para sobreviverem. Mas se o mercado universitário norte-americano precisa de estrangeiros para sobreviver, se calhar o melhor é emagrecer, para conseguir viver só com nativos. E assim sempre poupava o mundo à podridão académica que promove.
Ingraham: “How is allowing 600K students from China putting America First? Those are 600K spots that American kids won’t get.”
Commerce Sec. Lutnick: “If you didn’t have those 600K students, the bottom 15% of colleges would go out of business.” pic.twitter.com/isSqsV0iLb
— TheBlaze (@theblaze) August 26, 2025
No final de Maio, o secretário de Estado Marco Rubio anunciou que o Departamento de Estado começaria a revogar os vistos dos estudantes chineses que frequentam universidades americanas. Quase imediatamente após o anúncio da política, o Ministério das Relações Exteriores do Partido Comunista Chinês (PCC) declarou que a decisão era “discriminatória”.
Numa declaração em vídeo publicada no X, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, descartou as crescentes preocupações com a segurança nacional representadas por cidadãos chineses em instituições académicas dos EUA, que têm sido associados a espionagem e actividades subversivas em vários casos.
Para agravar a confusão em torno da declaração do presidente Trump de que os Estados Unidos irão agora duplicar o número de vistos de estudante detidos por cidadãos chineses, surge o recente anúncio de que a administração irá realizar uma revisão de todos os 55 milhões de vistos atribuídos a estrangeiros.
Não há maneira de esconder o facto: a cada dia que passa, Donald Trump decai mais e mais para o globalismo. Quando foi eleito para o combater.
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