Um cidadão britânico foi detido por dizer “adoramos bacon” enquanto protestava contra a construção de uma mesquita gigante em Dalton, no noroeste de Inglaterra.

O Telegraph reporta que o protesto ocorreu no local da planeada “super mesquita” no Lake District, que é habitado por uma população quase 100% branca.

A reportagem observa ainda que o homem de 23 anos não estava perturbar ninguém nem a causar qualquer dano ou a ser violento de qualquer forma.

O polícia que o deteve alega que o motivo da detenção foi “abuso racial”.

 

 

A este propósito, a redactora do Telegraph, Isabel Oakeshott, observou com pertinência:

“É claro que os muçulmanos não comem carne de porco. Como resultado, não podem partilhar este deleite especial connosco. No entanto, apesar do aumento constante da população muçulmana, o Reino Unido continua a ser um país cristão. Supostamente, também gozamos de liberdade de expressão. Então, porque é que o infeliz foi afastado do protesto por dois polícias?
Dizer “Adoramos bacon” é simplesmente um truísmo. Nós, britânicos, adoramos, e não há nada de mal em dizê-lo.
Quanto aos comentários sobre bacon perto de um local religioso ou na companhia de muçulmanos, dificilmente constituem desordem pública, muito menos ‘abuso racial’, como se ouve o polícia que o deteve a sugerir.”

O Centro Islâmico de South Lakes, frequentemente chamado ‘mesquita de Kendal’ devido à sua proximidade com a cidade de Kendal, em Cumbria, é uma instalação de 2,5 milhões de libras em construção em Dalton-in-Furness, nos limites do Lake District.

A construção começou em Março de 2025, com relatos a indicar que a estrutura está quase concluída, apesar de adversidades, como a recusa dos fornecedores em fornecer materiais e a reacção de rejeição do projecto por parte da população residente.

 

 

A oposição ao projecto tem sido veemente, com grupos a realizar protestos no local desde o mês passado. Os críticos citam preocupações com o aumento do ruído, do trânsito e do impacto cultural numa zona rural, mas o argumento central gira em torno da demografia da região: o Lake District e a vizinha Cúmbria têm uma população muçulmana de aproximadamente 0,4%, ou cerca de 2.000 pessoas em todo o condado, levantando questões sobre a necessidade do que alguns chamam de ‘mega mesquita’ numa área escassamente povoada por muçulmanos.

 

 

Os críticos sugerem que se trata de um empreendimento desproporcional, especialmente com instalações próximas, como as mesquitas em Carlisle, Penrith e Whitehaven, e especulam que o empreendimento pode sinalizar planos de transferência de imigrantes para a região em grande escala.

De facto, aquela que era uma das zonas mais tranquilas do Reino Unido, foi escolhida pelo governo para despejar milhares de imigrantes ilegais em pequenas aldeias, sem sequer auscultar ou notificar os residentes.

Muitos dos que partilharam o vídeo da detenção do homem nas redes sociais sugeriram que se trata de mais um exemplo da sociedade de “dois critérios” que surgiu no Reino Unido.

Outros aproveitaram a oportunidade para expressar o seu direito de… gostar de bacon.

 

 

No entretanto, o Reino Unido está a viver uma intensa “guerra das bandeiras”, com cidadãos nativos a pendurarem bandeiras nacionais em equipamentos públicos, por todo o país, enquanto as autoridades municipais tentam retirá-las com rapidez recordista, considerando a lentidão com que operam no cumprimento dos deveres a que estão organicamente obrigadas.