
Ao contrário do que seria de supor, dado o triunfalismo do estabelecimento académico e as somas astronómicas que contribuintes, empresas e investidores privados colocam ao serviço da investigação científica no século XXI, atravessamos uma dolorosa era de estagnação no que diz respeito à aquisição de conhecimento sobre a realidade. O dogmatismo, o parasitismo, a fraude e o maniqueísmo reinam, sendo este deprimente status quo comparável, se tanto, ao que se verificou após a queda do Império romano.
E é tarefa do ContraCultura denunciar esse decaimento, já que a imprensa corporativa se recusa a reportá-lo. Neste artigo, como já fizemos noutros muitos, sugerimos algumas pistas para que se faça claridade sobre essa escuridão.
A idade das trevas da ciência.
No assertivo monólogo que fecha estes primeiros parágrafos, Chris Letho traça um quadro justificadamente negro da ciência contemporânea – atávica, estéril, dogmática, intransigente e… bilionária.
Os exemplos são literalmente infindáveis, e o Contra tem documentado vários casos, mas Letho foca uns quantos mais gritantes: a fusão nuclear está “a 20 anos de distância”… há 70 anos. A alegada descoberta do bosão de Higgs custou 50 biliões de dólares e não serve literalmente para nada. A teoria do Big Bang requer agora que 95% do universo seja invisível. A computação quântica desperdiçou biliões de dólares para chegar a lado nenhum e as tecnologias de inteligência artificial estão neste momento a levar à falência todo o conceito.
Outro exemplo: Os mais sofisticados modelos da cosmologia estabelecida previam que o universo tinha entre 12 a 16 biliões de anos. Mas se calhar tem o dobro dessa idade. Caramba, é só o dobro. Não se enganaram assim tanto como isso. Podem continuar a financiar o trabalho destes génios de polipropileno, que é meritório e sério e rigoroso como o diabo.
Entretanto, um cientista que trabalha com um orçamento apertado acaba de atingir temperaturas de fusão 200 vezes superiores ao núcleo do Sol, mas não consegue financiamento porque questiona a física convencional.
Bem-vindos à era das trevas da ciência, onde os dogmas superam os dados e biliões de dólares financiam os fracassos das onerosas academias, enquanto os avanços sugeridos por teses alternativas são enterrados à nascença.
De físicos, filósofos e ornitólogos.
Para quem tem interesse em epistemologia e filosofia da ciência, recomendam-se vivamente estes 8 minutos de monólogo de Curt Jaimungal, onde o polemista do TOE rebate completamente aqueles físicos e cosmólogos contemporâneos, como o insuportável Neil deGrasse Tyson, que se consideram estritamente empíricos e que acham que “a filosofia é útil para a física como a ornitologia é útil para os pássaros”.
Estes académicos, que dominam as escolas contemporâneas, estão não só a mergulhar num niilismo deontológico absurdo como, errada e inadvertidamente, a seguir uma escola filosófica arcaica – a do positivismo primitivo – que é estéril e que os conduz constantemente a becos sem saída. Porque o estrito materialismo dos dados em bruto, os bits informacionais que veneram como única fonte de verdade, a métrica laboratorial e o método científico por si só não vão conseguir nunca desvendar os segredos da realidade.
É até muito simples: sem a filosofia, a ciência não tem rumo no inquérito nem maneira de interpretar o produto do seu labor. Opera cega e surda, sem direcção nem transcendência, no caos do cosmos.
Mais a mais, até a metáfora que usam é equívoca: os ornitólogos não trabalham para serem úteis aos pássaros, como é óbvio, mas para dar ao ser humano conhecimento sobre a natureza.
Um momento genial, mesmo, de um dos mais notáveis pensadores e divulgadores de ciência da actualidade.
Tudo o que sabes está
Eis o estado da cosmologia contemporânea sintetizado numa frase apenas:
“Planetas habitáveis podem ter sido formados logo depois do Big Bang.”
Ou seja e por consequência, mais uma teoria central da física – a da Inflacção Cósmica – a ser abertamente colocada em causa.
O estudo de que fala Petrov afirma até que planetas “habitáveis” podem ter sido formados antes de existirem galáxias, o que, convenhamos, é uma conclusão completamente surrealista.
Jesse Michels e Randall Carlson: não é uma conversa. É uma odisseia.
Será a Lua verdadeiramente um satélite natural – ou poderá ser uma construção artificial colocada em órbita da Terra intencionalmente? Nesta sessão de ginástica neuronal, Jesse Michaels e Randall Carlson exploram a possibilidade da Lua não ser bem o que nos têm dito que é, de mitos antigos e da geometria sagrada que preside à mecânica orbital; de teorias sobre a física e a metafísica celeste, num diálogo que transita entre uma série de mistérios cósmicos e especula sobre:
– Alinhamentos lunares exactos e impossibilidades geométricas;
– Teorias da Lua oca e anomalias de ressonância;
– A influência da Lua na vida, na consciência e na mensuração dos ciclos históricos;
– Evidências de civilizações antigas e tradições esotéricas;
– Desenho inteligente do sistema solar, cuidadosamente afinado para permitir a vida.
Mais que apenas uma conversa, trata-se de uma odisseia sobre a nossa história esquecida, o nosso lugar no cosmos e o que tem estado escondido à vista de todos.
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